
Quanto tempo imaginara;
sentir...
Olhar cada luar,
sequer precisar de razão;
e sorrir...
Ter a razão de qualquer motivo
Ser a razão de um mero sorriso
Ter mais que nada que faça ver
Ser tudo o mais que o amanhecer
Querer olhar... Só velar o sono
Ser o abrigo em qualquer outono
Ter o colo quente que à noite espera
Ser mais que o perfume da primavera
Em qualquer lugar estar junto
Ter o maior que há no mundo
Inflamar o inverno, fazer o verão
Ser mais atual que qualquer estação
Ser o teu caderno e a minha memória
Ter nome em canto de nossa história
Fazer todos os segundos valerem a pena
Ser o verso da prosa, rimar o poema.
À ti.
Nem sei, ou sei que o que virá
Por cada noite que adormecer,
a cada manhã que acordar,
mais e mais aumenta em mim.





























Já passou o tempo