quinta-feira, 15 de janeiro de 2015

Relação natural













Espero o vento, ondular; 
O tempo para.
Agora. 
Não há nada no mundo; 
Aqui é mais fundo. 
Mais raso... 
 
O que há lá fora? Nada! 
Posso estar comigo, sem medo; 
navegar em mim; 
Ser mais profundo, sim... 
Toda intensidade, pulsante; 
Acalma.. 
É paz... 
Natural... 
Incessante e voraz; 
Assim se faz, tão real; 
Como invento em sonhos; 
Sentidos...
Instinto animal; 
Desejo! 
 
Rotular? Não se pode saber; 
Aprisionar? Impossível de ser; 
Tolerar? Só assim conviver; 
Deixar? Quem há de querer? 
Respeito! Sincero...  
É! 
Do mais puro verbo. 
Do mais puro ser. 
Nosso sentimento. 
Um relacionamento; 
Profundo, sem rancor ou pudor; 
Sem magoar... 
Sentir... Sem palavras trocar:
O amor! 
O mar!

quarta-feira, 14 de janeiro de 2015

Cantorias















Agora a noite é calma?
É dia...
O som turbilhoou até raiar o sol.
Até perder a calma;
Agita...

Perfiladas trombetas;
Agitadas marimbas;
Abrasadas cornetas;

Ninguém pudera sonhar;
Sequer adormecer;
Não!
Alguém tentara acalmar;
Em vão aquiescer...

Soara então a luz do dia;
Brilhara exato o silenciar;
Ecoara nobre o som de nada;
Encantado ao calar.

Ébrios cantos;
Férteis mentes.
Quais sonhavam (en)cantar.

segunda-feira, 5 de janeiro de 2015

Caminhos













Há caminhos, e caminhos;
Há estradas e atalhos, e buracos.
Há pedras, há trilhas e relvas;
Haverá pontes, flores e espinhos
Haverá apertos e espaços.
Há de ter o sul, o norte...
Há de serem casos, e acasos;
Há de ter sorte!
Houveram passeios e passados;
Houveram anseios alcançados;
Houveram os sonhos e fracassos...

Existem caminhos;
Existem espinhos;
Existem buracos;
Existe cansaço;
Existem as flores;
Existem as cores;
Existe a sorte;
Existe a labuta...
Porém inexiste a glória sem luta!

sexta-feira, 2 de janeiro de 2015

Voo livre













Voltar... E ainda ter o que sonhar;
Subir, o mais alto estar. 
Ser; Estar, querer saber...
Ter no olhar o brilho de ver;
Acima dos sonhos construídos;
Voar, e voar...
Ser um pássaro de si, mesmo!
Apenas controlar-se a esmo.

Bons ventos que levam, e trazem;
Caminhos aleatórios que fazem;
Como a lógica: - Que ainda não sabe;
Ou a mágica: - A inocência que cabe;

Os ventos levaram-nos...
voaram, e voaram!
Rodopiaram!
Gostaram, choraram, amaram...
Bons ventos trouxeram-nos...
pousaram, e pousaram!
Rodopiaram!
Amaram, Amam e amarão...

Enfim, voar: Juntos!