segunda-feira, 8 de junho de 2009

Dias de Trégua

Por onde andavas esse tempo que apaguei?
Em cada canto que deveras me apeguei
Todavia se entregara em pedaços e errante
Laços mal feitos e desfeitos neste peito latejante
Bordas de rendas mal tecidas e bordadas de barbante
Camas e mesas nas banheiras de um tolo navegante
Lagos estreitos pelos mares que passei.
Talvez corresse muito mais que naveguei
Andava...
Corria...
Sonhava...
Temia...
Parava...
Queria...
Surrava...
Sorria...
Buscando nessa imensidão azul
Ao mar entrava esperando encontrar
O que seria, que mais pudesse completar
Nem tão ao norte, tampouco longe ao sul

Pontes e baías, montes e vales não se cabem
Lutas, guerrilhas, noites e sombras que entravem
Dias de gloria clarearam, uns de miséria vaguearam
Rostos ao longe avistaram findados anos que passaram

Sem brilho, sem luz e sem um final feliz
Passou-se a vida bem diante do nariz
Mas tudo muda...
O sol que sempre vai brilhar
Fará de novo um novo dia clarear.

4 comentários:

  1. Que bom, já estava sentindo falta!!
    Bela visão de olhos esperançosos.
    Beijo

    ResponderExcluir
  2. Jamais podemos deixar de tentar. A Cada dia o sol nos presenteia novamente com seus raios renovados e renovadores. Cada dia é uma nova oportunidade. Não importa o quão terrível tenha sido a noite de tempestade. Muito bem meu jovem.
    Parabéns!

    ResponderExcluir
  3. QUE LINDO!!! JÁ ESTAVA COM SAUDADES!!! rsrs

    E, concordando com o nosso poeta, nada como um dia após o outro, nada como sentir-se renascer... O barato é ir "Tocando em frente":

    "Ando devagar porque já tive pressa
    Levo esse sorriso porque já chorei demais
    Hoje me sinto mais forte, mais feliz quem sabe
    Só levo a certeza de que muito pouco eu sei
    Eu nada sei

    Conhecer as manhas e as manhãs,
    O sabor das massas e das maçãs,
    É preciso amor pra poder pulsar,
    É preciso paz pra poder sorrir,
    É preciso a chuva para florir

    Penso que cumprir a vida seja simplesmente
    Compreender a marcha e ir tocando em frente
    Como um velho boiadeiro levando a boiada
    Eu vou tocando os dias pela longa estrada eu vou
    Estrada eu sou

    (...)

    Todo mundo ama um dia, todo mundo chora,
    Um dia a gente chega, no outro vai embora
    Cada um de nós compõe a sua história
    Cada ser em si carrega o dom de ser capaz
    E ser feliz

    (...)"

    (Almir Sater)

    Bjoooo

    ResponderExcluir