segunda-feira, 21 de setembro de 2009

Caminhada











Ondas e brumas levitam...
Revelando-se ao velejar-te em mim.
Como o vento suave trazendo-me a paz.
Amplitude de cores em minh’alma,
Aonde é a lua testemunha.
E o mar que molha e acalma.
Sentidos e sensações... Querer sempre mais...

Certeza essa que há, pois não pode quebrar;
Ao caminho mais íngreme, iremos subir.
Pois seja o que for, que haja chuva ou calor.
Nem os mais fortes trovões, farão desistir.

sábado, 19 de setembro de 2009

Ainda chove












Cada gota de chuva que cai
Lembra-me de ti
Cada raio de sol que aquece
Remete-me a ti

Pois a noite é mais doce em ti
O sol é mais brando em mim
A canção mais suave por nós
Da paz que alcanço em tua voz

E ao lado seu,
Meu dia é de paz.
E se anoiteceu,
Meu mundo é mais.

E agora, o que me invade
É dor que machuca o peito,
Aperta-me essa saudade
Agora só tem um jeito:

Voltar logo para você.

Rasgado


Sem sombras,
medos,
delírios,
sem noção...
Do tempo,
da hora,
espaço,
Sem tino...


Despedaçado era a noite, e o dia
levando-me a cada instante
Saudade era nome de toda agonia

Abusado de mim, irrompido
ao furor que acomete o desejo
E apressado, corria, e corria...
Sentia ainda o sabor do seu beijo

quinta-feira, 17 de setembro de 2009

À Bonança











Calado, levar-me-ia inconsciente
Em mares tal qual antes velejava
Águas calmas foram-se contentes
Delírios sobre o céu que trovejava

Sem noção da fúria que acometia
Ao refugio que o abrigava então
Pôs ao colo acarinhado à fidúcia
Afagava-lhe este pobre coração

Doravante renascida calmaria
Apetece-me sonhar-te ao infinito
Em certeza que jamais a deixaria
Sempre tornas o meu dia mais bonito

quarta-feira, 16 de setembro de 2009

Ao por do sol










Aos torpes e ávidos de pavor
Sombrios e incólumes
Despidos de inocência e rubor

Perpetuam a outra forma de o ser
O início do final em meio termo
Há tempos sem aurora, sem nascer

Deixar-te-ia assim... À lua...
Despes-me de calma, sem querer.
Enlaça-me, e deixa-me a alma nua.

Ao ocaso perpetrava a cobiça
Por acaso, sem culpa...
Despertara assim mais cego vício.


(imagem: http://br.olhares.com/)

quinta-feira, 3 de setembro de 2009

Não te escondas de mim

Deixe-me ser o abrigo
Saciar a sede de ti
Adorar este sorriso
Irromper o que há em mim

Orquestrar toda esta vontade
Propender em teu carnaval
Reinar-te com majestade
Ser o seu bem contra o mal

Ainda que todo o tempo
Que torce e maltrata
Aquilata o sentimento
Devora-me e devasta

Servirá de proteção
Nas agruras de meus dias
Sem canção ou melodia
Deste pobre coração.


(imagem: http://br.olhares.com/)

Sem coração

Ao peito que dói
E arde sozinho
vizinho da solidão
vivendo vazio






Pois quando o sol se for
Logo a noite virá
Quando a noite chegar
A saudade é dor

E a cama vazia
Sem o meu cobertor
Travesseiro ou calor
Mais uma noite fria

Pungente e cínico, voraz
Salta de mim, contumaz
Rasgando meu peito
Levando-me a paz


(imagem: http://br.olhares.com/)

quarta-feira, 2 de setembro de 2009

Ao Quarto, e crescente.

Sei que hoje sou mais
somado à ti.
Sei que hoje tenho paz
e sou mais feliz

Pois colha-me
Sempre que aportar
E acolha-me
em nosso lugar


Pois o céu está contente, o luar faz-se presente
Aqueço-te em meu calor, faça de mim seu cobertor
Cada dia mais, a nossa lua é crescente.
Sempre, e sempre...
Faremos do laço a outra dobra, de encaixe perfeito.
Do que nada falta, nem sobra.
E voamos, velejamos... Sem rumo, sem fim.
Sempre, e sempre...

E o voo... Que a dois é melhor,
a três é muito maior.
Foi Deus que lhe fez, e trouxe pra mim.
Como a felicidade sem fim...