domingo, 28 de fevereiro de 2010

Descubra-me
















Sou o corpo que dança, e sente
A mente que imagina
Ligada em alta voltagem
Vejo mais longe, feroz e selvagem
Respiro as letras que se formam
Terminam em poesia
Culminam na bela canção
São formas abstratas da mente
E saem do coração
Vagueio por obras de arte
Vivendo na lua de Marte
Sou sombras, sou luz
Ao passo que assim conduz
Tenho uma idéia em questão
Repito, insisto...
Habito nos olhos que brilham
Sou calma, sou fera
Releio e levito aos que fascinam
Ainda teimoso, e veloz
Paciente ao tempo que falta
Pense ligeiro quem sou,
Descubra por onde estou
Sou sexo, sou cheiro, sou cor...
Desejo, eu sou o...

sábado, 27 de fevereiro de 2010

Buscando, encontrar.












Escutei o seu pedaço em mim;
Naveguei.
Desembaraço do que cabe a ti;
Sem velas,
Naufraguei.

Rabisquei desilusões.
Pintei minhas dores.
Colori nossas flores.
E sorri...

Outra vez em teu colo,
Aonde sou mais.
Desejo demais
Abrasar-te sem fim


E ao preço de toda paixão,
Percorrer céus e mares.
Pois quando encontrares,
Nunca mais solidão.
Eu senti...

Vistas turvas, pedaços e fúria.











Haveria de ser, ao acaso
Nobres mentiras do instante
Da obra viva, do descaso
Da busca mental, inconstante

Verdadeiro sentido... Ondas
Ondas de sentidos.
Repulsa do perdido.
A carapuça do bandido.

Mas como não ver?
E ver o que quer.
Revelar...
O foco banido, suar...

Sem desesperança,
Semente abortada
Ofega, e dança
Ferida e calada

Voltei ao normal
Sem dito ou feito
O é por direito
Pois é imortal

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010

O pierrot sem memórias
















Olhos derivados, dormentes
Brincando de ser um epitáfio
Sobre tudo o que fora, ou seria
E deixara-nos aos presentes.

Romper-te ao sombrio e calado
Nas verdades que somos
Em noites de outonos
Relevantemente, o ser acordado.

Por bem mais que pudera
Ser o céu. Ou tê-lo...
Arriscar-se ao léu
Por vezes mais o quisera

Por fim então, aflora.
Faz-nos acordar,
sem pressa de ter.
Ser. Se não, a demora.



[img: br.olhares.com]

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010

Dois mundos











Sinto tanto por nós dois
Tanto que nem sei dizer
Deixe o que ficou depois
Antes, melhor esquecer

Cale, fale e não repare
Permanece a sensação
Ate que o mundo pare
Caiba dentro da canção

Meu mundo, seu mundo
Derrepente não existe
Lembrar cada segundo
Do olhar que hoje é triste

Restaram sentidos
Carinhos negados
Corações partidos
Dois amargurados

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

Aos sem graça















Acredito que o tempo pode parar. Enveredar por entre páginas e sensações, até rumar sem correnteza ao intrépido prazer de estar.
Sobre todas as coisas que pensara em dizer, realizar ou até deixar para trás. Aos berros poder calar, e silenciosamente fazer o mundo ouvir, mesmo que apenas precise de um olhar.
Sobre tudo que pudera fazer compreender, recitar e escrever, ainda assim... Não haveria de existir apenas um lugar. Um lugar para tentar, uma chance de recomeçar, um instante para aprender e jamais esquecer de sonhar.
Somos loucos, um pouco de tudo que há de insano, megalomaníacos, hipocondríacos, esquizofrênicos, multi-orgásmicos...
Repararia em todos ao redor da fogueira que estivessem nus no inverno gelado, ou de casaco e luvas no escaldante verão a beira do mar. E deixar de reparar o comum, o simples e tocante lado da verdade que não cala e faz-se humilde ao deixar-se esquecer.
Nos barcos que não velejam ao redor do mundo por falta de donos aventureiros, que apenas pensam em deixar-se abater.
Assim, ainda assim, o tempo poderia parar ou começar a correr que nada existiria de interessante por baixo desses narizes.


E tenho dito!

terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

O que há de ser
















Vê...
Há tempos não habitava em mim
Agora somos mais que um de cada
Revemos momentos sem fim
Da historia que será um dia contada.

Crê...
Que existe algum bem maior
E permeiam as madrugadas
De querer um futuro melhor
E ser o nosso conto de fadas

E seja meu sonho fiel
Pois amo-te em mim
Entalhado em nosso céu
Em nossa história sem fim

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

O Medo












Moro em qualquer lugar
da atmosfera do meu ser.
Incansável na ânsia de viver
Aonde puder me encontrar

A parte mais quente de um vulcão
aquecendo ao mais tenso calor
Preenchendo o céu de cor
A ponto de uma grande erupção

Sou arredio
Fera atroz
Um cão no cio

Sem medo
Sem sombras
Sem vida

Armado até os dentes
Sem fé
Sem dó
Sem compaixão
Sem lentes

Não vejo mais o mundo.
Não como um qualquer
Vejo como você quer
Um abismo bem profundo

Passei por nossos dias
Intenso e sorrateiro
Contudo verdadeiro
Hoje sou o que temias

domingo, 7 de fevereiro de 2010

Cortante










Aperta tanto, demais
Deixa-me incapaz
Sem sentidos nem alma

Derruba minha rede
Ataca-me em sede
E fere, feito faca afiada

Contumaz
Voraz
Neste pobre incapaz

Sem defesa, sem jeito
E ataca-me o peito
Fazendo sangrar

Rasgando, sem piedade
Sem a felicidade
Apenas a saudade

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010

Nossas versões













As versões da vida nos corroem
Fazem-nos mais moços, delirantes, cantantes
Por vezes, e muitas até errantes, uivantes.
Mas deixam opiniões, deixam-nos fortes
Delas fazemos canções, nossos suportes
Acalmados e sorridentes,
Podemos dançar.
E viver,
Aproveitar...
Ser! Em sua forma mais pura
Viver sem amargura
Nossa história como Arte
Em sua melhor parte
Rabiscar os desejos
Arriscar-se por beijos
Enfrentar com bravura
Muito mais aventura
É descer lá no fundo
Encarar o mundo
Ser quem quiser. Quem puder
Estar junto pro que der e vier
Contar passos
Fazer laços
Ser um amigo
Ter um amigo
Ter sempre o ombro
Levantar-se do tombo
Acima de tudo, amar
Pois viver também é sonhar.

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

Lentamente











Irei vagando
Pelo tempo e espaço
Pela mão do cansaço
Me transformando.

Abruptamente
Como quem vai caindo
Respirando e saindo
Sorrateiramente

Largado
Despido de pudor
Sem deixar o ardor
Vendado

Feroz
Feito um cão bandido
Latente e ferido
Por nós

Deixei minha alma ferver
O sangue, nos olhos brotar
A lágrima, por me debulhar
Sutilmente irei me perder

Não, não estou depressivo
Apenas carrego comigo
Um coração bandido
Sim, assim eu sobrevivo


(fonte img:br.olhares.com)

terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

Nove luas






Inacreditável...
Seria se fosse contado
Inaudível se observado
À flor da pele se velado
É o mais amar que ser amado




Se o toque contrapusesse a razão
Inolvidável como a canção
Mais bela cor da sensação
Bem forte aquece o coração

Que pula de felicidade
Jovem a qualquer idade
Espevitado, cheio de vontade
Sentido aflorar um amor de verdade

Ah...
Luar dos enamorados
Permeie sentidos por todos os lados
Transpire a inocência dos apaixonados
Ilumine a saudade dos beijos selados

E deixe lá o meu beijo
Leve também meu desejo
Entregue com todo festejo
Àquela que tanto almejo

Agora...
Só quero...
Não despedir outra vez
E continuar...
O que a nove luas se fez

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

Nova partida















A cada triste partida
me vejo do avesso.
Prefiro ver a chegada
Que uma despedida
E cada batida no peito
Não sabe direito
O que desejar
Se o tempo que passe mais lento
Para esse momento não chegar
Se o tempo que passe depressa
Para tão logo ela regressar