domingo, 29 de novembro de 2009

Diário de uma saudade










Quantas noites...
Sem sono, sem cor
Sem saber do amor
Que tão doce viria
E se alojaria
Neste peito folgado
E tão desajeitado
Que não sabe falar
E prefere calar
Meio rude e sutil
Até pouco senil

Mas agora...
Que prefere servir
Até gosta de ouvir
Que sabe o que quer
Do sabor da mulher
Aportar em tua boca
Em uma fúria louca
Abrigar-te nos braços
Entre pernas e laços
E deixar pelo ar
O perfume de amar

Sem sentir...
Fez-se cego e calou
Quando se aproximou
De canção a canção
Trilha da emoção
Como uma flor abriu
Nem sequer resistiu
Quando a viu chegar
De assalto tomar
Fazer amor da paixão
Levar meu coração.

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