quarta-feira, 29 de julho de 2009

O Amar, visão do amor.

(Sugestão de Luiza Soares por e-mail em 27/07/2009)

Há dias sem sol feito noite.
Noites escuras e pálidas.
Impolidas, feito corte de acoite.
Sombrias e pouco ávidas.

Assim passam os dias
E as noites se vão
Rasgando como ferida
Sem calor ou canção

O frio é estar sem ninguém
Pior é não saber amar
Ainda que mero alguém
Que não corresponde ao chamar

As horas incertas irão
Ao tempo deixar de ser dor
Só quem não tem opção
Que nunca sentiu o amor.

Amar é estar sempre pronto
Deixar é viver sem razão
Amar é esperança no peito
Amar é ter um coração


O amor não se vai, nunca morre e a distância não pode esfriar.
Pois amar é ter fé, é saber esperar.
Apenas quem já sentiu seu sabor, seu acolhedor paladar pode imaginar.
Não importa em que língua, cultura, credo ou idade. É uma chama imortal.
O amor é assim... Rima com flor, com calor e até com dor.
Pois sem seu valor, não somos nada mais que um simples espectador.
Vem trazer alegria, toda a fantasia que faz-nos a criança de outrora.
Se for correspondido, sublime é a emoção que inunda e transborda.
E quando platônico, faz-nos criança a sonhar, desenhar e apenas amar.
Pois é egoísta, e nos toma de assalto, se apossa de vez e faz-nos delirar.
Mas é cheio de fé! E um lugar qualquer que o possa acolher, pode ter certeza que irá ficar.

segunda-feira, 27 de julho de 2009

Por que amamos?

(Por Márcio Almeida)


Quando começou não sei
Negava isso não é comigo
Somos apenas amigos mais nada
Mas o tempo passou quando te vi
Esse sentimento se tornou uma realidade
Não tinha como lutar contra isso
Aquilo que mais negava aconteceu
Seu sorriso seu perfume seu charme
Suas idéias nossas conversas
Sem segredos sem medo de dizer
Os erros cometidos mas sabendo que
A verdade seria dita.
Como te esquecer se vc é tudo
Que sempre sonhei
Se ate nos seus maus humores te entendo
Coração podia ter DEL igual computador pra
Apagar esse sentimento porque sei que você
não me ama sei disso e não se ama sozinho
Mas não da pra arrancar seria pior
Vai passar enquanto isso continuo a te amar
Mas esquecer demora

quarta-feira, 22 de julho de 2009

O que seria?

E se fosses um pássaro?
Transformar-me-ia em céu!
Em límpido azul celeste.
Dar-te-ia o espaço que precisares
Acolher-te em meu colo.
Envolver-te enquanto voares

E um peixe que fosses?
Em oceano me Transformaria!
Tão calmo... Vasto e profundo.
Dar-te-ia limpidez que precisares
Acolher-te em meu colo
Envolver-te enquanto nadares

Se fosse uma flor?
Em terra me transformava!
Em fértil e úmido terreno
Dar-te-ia a nutrição que precisares
Acolher-te em meu colo
Envolver-te enquanto brotares

E fosse um raio de sol?
Transformar-me-ia em sombra!
Em pura e cheia de nada
Dar-te-ia o espaço que precisares
Acolher-me em teu colo.
Deixar-te-ia me iluminares

sábado, 18 de julho de 2009

Podíamos voar...

Menina que vem meu dia alegrar
É o meu querer, presente assim
Em dias de chuva, faz o sol brilhar
Não sai do meu corpo e de mim

Fique comigo hoje aqui. Esta noite
E deixe-me pela manhã, delirar
Estaremos depois, apenas nós dois
Podemos ser um, podemos voar

Pois só assim eu perco meu chão
Subimos mais alto, vamos flutuar
Seremos nós dois no céu então
Longe do mundo, de qualquer lugar

quinta-feira, 16 de julho de 2009

O Pesar delirando

Ontem me lembrei de deitar
Há tempos não dormia
Ontem me lembrei de comer
Há tempos não comia

Ontem foi assim, tão quente
Já nem lembrava tanta emoção
Não lembrava mais da gente
Nem que tinha um coração

Sequer imaginara viver sem ti
Tampouco se poderia existir
Um lado de sombra em mim
Nem o pior ainda por vir

Travara batalhas homéricas
Digladiava sem escudar
Trombara em lutas épicas
Renegando o que lutar

Sibilara ao vácuo da alma
Purgara ao inexato saber
Onipresente fora à calma
Entrevar-se à delícia de ser

Postara-se diante do mal
Que piamente abrigara
Tremor de todo mortal
Ainda que apenas sonhara

quarta-feira, 15 de julho de 2009

Foi o Inverno

Olhava as nuvens passando
Os pássaros indo e voltando
Sempre assistia o sol nascer
O dia vagar e anoitecer

Depois eram cinza e vagos
Muitos eram dias amargos
Então vinham noites tão frias
Sem brilho e um tanto vazias

Inverno já era sem fim
Sem flores em meu jardim
Sem formas e nem cor
Apenas rabiscos de amor

Enfim primavera chegou
E trouxe de volta a cor
Floresceu o meu jardim
Trazendo alegria sem fim

terça-feira, 14 de julho de 2009

Até o fim

O que cabe não sentir?
Não sofrer e não sorrir?
Cabe apenas acalmar
Só amar e não mentir
Para onde foi a cor?
E a canção de amor?
Para sempre desistiu
Só calou e consentiu

Consternado sentimento
Aflito, torpe lamento
Por vezes dolorido
Insone e sem sentido
Já se fez loucura
Rasgou-se em agrura
Perdeu-se do abrigo
Ficou sem sentido

Que então finde a palidez
Que então seja de vez
Que não mais volte atrás
Pois amargo nunca mais
Já que não dá pra voltar.
E nunca mais ter que acabar.

segunda-feira, 13 de julho de 2009

Amanheceu

Hoje estou mais sorridente
Estou muito mais contente
Pois o novo alvorecer
Faz de tudo tão mais belo
E renova-me o viver

Vejo então um novo dia
E aumenta minha alegria
Não é mais tudo deserto
Sei que agora estou mais perto
E tão logo vou te ver.

Hoje o dia nasce mais especial
Ares que levantam o meu astral
Fico imaginando estar contigo
E acordar na manhã de domingo
Abraçado ao meu bem querer

domingo, 12 de julho de 2009

Daqui pra frente

Levara tanto para saber
Depois daquele amanhecer
O que consigo carregara
Já eras teu, pois eu apenas o guardara
Durante o tempo que me fiz

Preparando este aprendiz
Que agora mata essa saudade
Beijar-te imerso na vontade
Agora e daqui pra frente
Pois estarei mais sorridente
Só pra te fazer feliz

sábado, 11 de julho de 2009

Autoantítese

Pois então, queria também saber como serei
Em tantas fases, tantas vidas que nem sei
Como ser eu sem descanso, sem medidas
Muitas vezes até canso de não querer outra vida

Passo bem aonde vou, seja frio ou calor
Já fui caso, fui novela. Ate caça e caçador
Fui palhaço e acrobata. Já venci, fui perdedor
Mas não perco a esperança e não deixo meu amor

Sou apenas aprendiz neste mundo de meu Deus
Tenho fé no que me é bom...
Se me aprendo muito bem, sempre esse foi meu dom
Aprendi a duras penas o quão difícil é o adeus

Mas poeta eu nem sou, gosto de ser versador
Faço texto e até rima, mas queria ser cantor
E canta por esses lados, fazer rir da minha sina
De ser pai de dois rapazes e de uma linda menina

Faço gosto em escrever mesmo sem sentir a dor
Mas sei bem como ela é. Sem mentir sou fingidor
Bem por fora casca dura, bem por dentro molezura
Bem amargo de tranquilo, sempre aqui nessa loucura

Tudo é novo todo dia
Nessa mudança constante
Muda canção e humor
De amado a amante
Até dor virou amor

Sei que amores vêm e vão
Tudo é verso ou canção
Num paradoxo profundo
Do meu velho novo mundo

quinta-feira, 9 de julho de 2009

Partida

Como não ser difícil a partida?
Sempre é assim, dolorida
Que aferroa e deixa ferida
Como não sofrer na despedida?

Mas não pense que é só você
Dois lados o têm a perder
E pode o tempo passar sem ver
Pode até não deixar-se abater

Ao mero acaso do inevitável
Cicatrizado será o saber
Uma fonte inesgotável
Do que faz aprender a viver

Pois não se deixa vencer
Aquela que não vai morrer.
Esperança, assim eu lhe rogo:
Fazer do adeus, Até logo!

terça-feira, 7 de julho de 2009

Agora estou longe, mas...

Enquanto isso...
Adoro te dar bom dia
Suave e doce melodia
E posso tua voz ouvir
Ainda ao longe sentir

Enquanto isso...
Fotos em meu álbum olhar
Seria bem melhor estar
Pertinho é bom de viver
Ao lado do meu bem querer

Enquanto isso...
Sentir a saudade apertando
Em breve estou voltando
E seja à distância qual for
Aos braços do meu grande amor

segunda-feira, 6 de julho de 2009

O Tempo que passou

Já passou o tempo
O tempo da seca amarga
O tempo de noites só
O tempo da vaca magra
O tempo de sentir dó

Já passou o tempo
O tempo de rabiscar
O tempo de esconder
O tempo de maltratar
O tempo de sofrer

Já passou o tempo
O tempo de ficar na vontade
O tempo de não tocar
O tempo de sentir saudade
O tempo de não beijar

Já passou o tempo
O tempo de ser triste
O tempo que não tinha cor
Agora as cores existem
Agora existe o amor

sábado, 4 de julho de 2009

Abstinência

Vejo a noite passar
Enquanto a chuva cai
Deito-me em delírios
Levito até voar
A memória me distrai
Abstenho do meu vicio
Até quando aguentar

Raspas e restos
Letras e sons
Toques e gostos
Gestos e canções

Meu vicio me domina
Em transe de sensações
Prefiro estar bem longe
Aonde abrasa e desatina
Radiantes e tórridas visões

Quero estar em meu hospício
Delicado, apertado, afagado
Abrigar-me desse mundo em prazer
E voltar para o meu vicio:
Seu abraço apertado...
Que saudade de você!

sexta-feira, 3 de julho de 2009

Queria eu...

Queria horas sem fim
Dias intermináveis
Beijos incontáveis
E ter você só pra mim

Queria não ter que sair
Não ter hora pra tudo
Podia até parar o mundo
E nunca mais te ver partir

Queria ser seu namorado
Ouvir o que sempre me diz
Assim eu sou muito feliz
Estar para sempre ao seu lado

quinta-feira, 2 de julho de 2009

Lua Crescente

As voltas que dão este mundo
E fazem do raso profundo
Um mar de desejos tão denso
Oceano de amor imenso
A lírica luz que ilumina os apaixonados
Levita entre estrelas e conduz os enamorados
Satélite sem brilho que apenas reflete a luz em si
Assim como estou sem brilhar quando longe de ti

E faz avivar sentimentos
Acende doces momentos
Desperta quentes paixões
Inspira tão belas canções

Hoje a lua é crescente, como o amor
Hoje a lua é crescente pela segunda vez
Hoje a lua é crescente quando o sol se for
Hoje a lua é crescente como o amor se fez

Hoje assim sou mais forte
Hoje sou o céu a brilhar
Hoje ao sul ou ao norte
Hoje sou qualquer lugar

Hoje meu voo é tão alto
Hoje sou mais que avião
Hoje sou baixo e contralto
Hoje sou mais que a canção

Hoje iluminado o amor despertou
Hoje o meu olhar brilha mais que a lua
Hoje a vida nos mostra o que reservou
Hoje sou mais do que seu, e de alma nua

Hoje me deixo sonhar
Hoje não sou mais cigano
Hoje vou lhe desejar
E quero dizer que te amo.

quarta-feira, 1 de julho de 2009

Delirante

Emoldurado em sua pintura
Vejo teu rosto em qualquer lugar
Eternizado sublime figura
Vejo teus olhos a me olhar
Iluminado...
Meus olhos a te olhar
E brilham...
Brilham como se não houvesse luz ao redor
Ouvindo a trilha sonora
Entorpecido por recordar

E sempre que raiou o sol
perdemos os nossos sentidos
Sem noção das horas,
nem do tempo que passa depressa
Entrelaçados, sem mais forças,
suados e sem coberta
Entregues ao delírio do sonho
acordado em música aos ouvidos
Ao amanhecer de tarde,
ao mais leve despertar
Apenas suave desliza...
Arrepia ao tocar
Em beijos faz-me desperto,
faz-me aberto voltar
Sem luxos, sem pudor
Faço festa em seus braços
Continuo em seu espaço
Abrasado em nosso calor

Reluto em sair daqui
Levantar-me e partir
Recuso-me a deixar
A levantar e sair
Achar eu me deixo
Perder em cada curva
Se horas pudesse parar
Assim ficaria
Novamente faria
Outra vez amar