quarta-feira, 22 de setembro de 2010

Ponto de vista











Ah...
Então eram os loucos!
Seriam os sem alma?
Prefiro os sem coração.
São cheios de vigor;
E querem de tudo.
Não importa aonde, nem como
O porquê, talvez não importe...
Não faz mesmo diferença!
Há o saber.
Sim, mas sem mais ou menos!
Sem dar nem ter. Tirar ou ver.
Repente é o que esta na balança
Futuro é o hoje de ontem,
Não mais importa querer, está.
No mais, pedir importa para quem dá,
E não para quem pede.
Este quererá novamente. E mais, e mais...
Famigerado é o querer.
Sentido é ter o que entender
Agora quer entender? Leia no outro sentido.

Quisera partir











Ainda nem sei se vou,
Ou terei que ficar;
Ainda penso em partir.
Fico a sonhar...

Quero que os ventos me levem
Para bem longe daqui.
Que os raios de sol me esperem;
Despertem ao meu sorrir.

Ir... Aonde a lua ilumina
Aonde é mais azul o mar
E as estrelas mais que brilham
E há pássaros a cantar

Ir aos céus, voar;
Navegar, remar;
Correr, andar;
Fazer o que for preciso
Até que eu possa te tocar...

Então... Ter meu paraíso
Ter o meu melhor lugar
Ter de volta meu sorriso
Te amar, te amar, te amar...

quarta-feira, 15 de setembro de 2010

Explicam-se... Sonhos?

(Epílogo)
"Ao repente deparar com tudo o que noite traz
As sombras, os medos, o frio, a solidão...
- Traga-me logo meu cobertor, minha alma.
Sem noção de tempo e espaço,
roer o que sobrara das unhas.
E calar... -O grito!"



“Não seria um pesadelo?
Uma forma de medo
De amparo e desvelo
Sem culpa.
Sem culpa de imaginar
Sem medo de chorar
Sem hora para acordar

Derrepente, tudo é fúria! É pavor!
Há angústia... Há o terror...

Há o inexplicável... E...

Há também o bom sonho!
Este sim! é doce, é risonho.
É tão suave e logo acaba;
Quando podia mais perdurar.
Nem percebemos horas passar

Não há fantasia ou realidade
Então somos livres, podemos voar
Ter qualquer idade!
Podemos cantar e dançar.”

Somos autores da nossa canção
Levando e trazendo a própria emoção
Ao nosso travesseiro, damos o que temos
Mesmo sem querer, ou o que nem sabemos.

Somos quem imaginamos
Até somos quem nem queríamos
Nem ser, nem saber
O que temos e o que gostamos;
O que precisamos e vamos ter.
Pois não sabíamos quem seríamos,
Mas escolhemos quem vamos ser.


(imagem: Paulo Rui Martins)

terça-feira, 14 de setembro de 2010

Incolor












E em dias que a noite é mais fria,
Sem o calor de tua alegria
Mais intensa é a saudade
Esta fera que me invade
Em minha cama vazia
Sem noite, sem dia...
Que me parte... sem piedade...
Deixa-me pela metade.

Aguardo... As horas voltarão.
Novamente as cores virão.
Serão outra vez as mais felizes, insanas
Tão cheias da cor que emanas
Inundam a minha vontade
Espantam a triste saudade

Nosso lugar merece mais.
A riqueza que nos refaz
Sem sentir passar o tempo
Nosso... A cada momento

Assim, sei que a primavera voltará;
O sol tornará a brilhar;
A lua iluminar;
Em mim... O seu lugar.