quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

Sol e velas, rumo a outra noite.




Ao repente escurecem os céus. Afunda-se o chão
E nesse momento aqui estou. Inerte.
Vazio nos olhos e lagrimas no coração.




Quem sabe o tempo que passou?
Quanta gente ficou, e foi.
Quanto sonho se sonhou?

Vago caminhar, de quem fica.
De quem precisa do abraço
Nas manhãs não se habita

Seria fácil se calmas fossem todas
Como as manhãs de domingo

Manter-se em tranquilidade
Ser livre, todas as noites.
Ser criança em qualquer idade

Então, deixo-me levar
Carreguem-me as ondas
Irei fundo neste mar.

Talvez precise viajar
Ver o mundo, quem sabe...
Ou apenas velejar

quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

O Quarto dos sonhos












Baguncei meu quarto.
Encontrei nada.
Era o que procurava...
Inteiro!
Tudo estava agora tão fora de si
Tanto quanto eu queria, em mim
As notas nem soam mais ao redor.
Domingo é dia de faxina?
Mas não... Farei outra bagunça!
Sim! É mesmo...
Derrepente o mundo é mais bonito assim
De pernas ao ar, de ponta à cabeça.
Tanto faz.

Pessoas são chatas quando estão arrumadas.
Lugares são sem graça.
Na praia é muito melhor!
Ninguém usa ternos, vestidos, sapatos.
E todas as roupas têm o mesmo valor.
Não há ordem, nem simetria.
Pessoas espalham-se na areia, casais, crianças
Vovôs e vovós.
Melhor assim.
Quero uma praia no quarto!

sábado, 15 de janeiro de 2011

Ao longe











Facas, nervos... Incontáveis horas nos faz distantes
São piores a cada metro. Algozes! Separam amantes.
Rabisco mais um pedaço desse banzo coração
Dentre dias, noites e desejos... Deixo-me então
Rebusco entre vagas e doces, ternas e infindas
Criadas aos regalos, ao montes em idas e vindas
Não parei...
Apenas parti.
Deixei-me aqui. Pálido e sem sombra.
Incessantes caminhos os fazem assestar
Mesmo que tudo passe, importa o depois
Qualquer hora, em breve. Pode contar:
Seremos nós dois.