Deixo passar o dia,
Sinto cair a tarde
Na preguiça de quem vadia,
Escondo-me do sol que arde
Ressonar como não se faz
A lembrança daquele tempo
Sorrateira, me invade
Como outrora havia
Um reino, sem majestade
Esse reino, bem lembrado
Meu tesouro, bem guardado
Nesse encanto que restou
Por onde vim, e aonde vou.
Faço-me leve, vou com o vento
Deixo levar-me em pensamentos
Ter novamente esse sorriso
Quero voltar ao meu abrigo
Vou regressar por esta porta
Sei que tempo não mais tem volta.
Ainda tenho viva lembrança
Todo meu tempo de criança
Aonde o rei foi meu amigo.
Quero levar tudo comigo.
Sem tino, perco a conta
Sem rumo, até esqueço...
Em direção ao horizonte
Para aonde o nariz aponta
E então, vou caminhando
Sem mais nem menos: -Desapareço!
terça-feira, 31 de março de 2009
segunda-feira, 30 de março de 2009
Deixa pra lá
Deixa estar...
Podem pesar o que bem entenderem, podem colocar na balança.
Ser mais livre, mais si mesmo a cada dia.
Pensar estar? Não.
Ser mesmo. De verdade!
Como pássaros no ar e peixes no mar.
Poder ir para onde bem entender.
Ah... mera vontade de quem vive em sociedade.
Sociedades, instituições, empresas, empregos e preocupações...
Essência da era moderna, alma do capitalismo selvagem.
E se nada der certo, tudo bem... Ainda viro Hippie!
Podem pesar o que bem entenderem, podem colocar na balança.
Ser mais livre, mais si mesmo a cada dia.
Pensar estar? Não.
Ser mesmo. De verdade!
Como pássaros no ar e peixes no mar.
Poder ir para onde bem entender.
Ah... mera vontade de quem vive em sociedade.
Sociedades, instituições, empresas, empregos e preocupações...
Essência da era moderna, alma do capitalismo selvagem.
E se nada der certo, tudo bem... Ainda viro Hippie!
domingo, 29 de março de 2009
Da série: -Posta Raul!!
As vezes, você me pergunta por que eu sou tão calado,
Não falo de amor quase nada...
Nem fico sorrindo ao teu lado.
Eu do meu lado aprendendo a ser louco
Um maluco total, na loucura real
E esse caminho, que eu mesmo escolhi
É tão fácil seguir, por não ter aonde ir
Eu bebi vinho com as mulheres na taberna
E quando a pedra despencou da ribanceira,
eu também quebrei a perna.
Eu vou desdizer, aquilo tudo que eu lhe disse antes:
Eu prefiro ser essa metamorfose ambulante,
do que ter aquela velha opinião formada sobre tudo.
Mas,
Veja... Não diga que a canção está perdida.
Tenha fé em Deus, tenha fé na vida.
Tente outra vez!
E para aquele que provar que estou mentindo, eu tiro o meu chapéu!
Não falo de amor quase nada...
Nem fico sorrindo ao teu lado.
Eu do meu lado aprendendo a ser louco
Um maluco total, na loucura real
E esse caminho, que eu mesmo escolhi
É tão fácil seguir, por não ter aonde ir
Eu bebi vinho com as mulheres na taberna
E quando a pedra despencou da ribanceira,
eu também quebrei a perna.
Eu vou desdizer, aquilo tudo que eu lhe disse antes:
Eu prefiro ser essa metamorfose ambulante,
do que ter aquela velha opinião formada sobre tudo.
Mas,
Veja... Não diga que a canção está perdida.
Tenha fé em Deus, tenha fé na vida.
Tente outra vez!
E para aquele que provar que estou mentindo, eu tiro o meu chapéu!
Estar sem sentir... Imaginação.
Mera verdade que pudera querer.
Sentir ou estar.
Como és um estado de espírito, ou seria, o quanto pudesse estar.
Teria fome ou sede, de tanto que tentara,
calafrios ao sol escaldante, de tanto que quiseras.
Temer o belo dia que inicia.
Desejar uma forte tempestade.
Ter a certeza de que nem imagina o que quer, ou querer imaginar o nem a certeza teria.
Apenas ser.
Prendo o ar em meus pulmões, deixo ali ficar. Quieto, sem respiração, posso sentir melhor.
Não quero ver, nem falar...
Apenas sentir...
E viajar... Assim...
Sentir ou estar.
Como és um estado de espírito, ou seria, o quanto pudesse estar.
Teria fome ou sede, de tanto que tentara,
calafrios ao sol escaldante, de tanto que quiseras.
Temer o belo dia que inicia.
Desejar uma forte tempestade.
Ter a certeza de que nem imagina o que quer, ou querer imaginar o nem a certeza teria.
Apenas ser.
Prendo o ar em meus pulmões, deixo ali ficar. Quieto, sem respiração, posso sentir melhor.
Não quero ver, nem falar...
Apenas sentir...
E viajar... Assim...
sexta-feira, 27 de março de 2009
Mais um dia normal
Faz um mês, lembrei-me de regar as plantas de meu jardim.
Passei o dia podando-as, adubando e conversando com elas.
Esta noite foi mais agradável, mais perfumada, e tranquila.
Propus-me a fazê-lo todas as semanas.
Mas esta vida é corrida demais, muito trabalho, deveres, afazeres...
Ao acordar, vem o asseio matinal, preparar o desjejum, arrumar-se bem para o dia - afinal, temos que estar apresentáveis - levar as crianças para a escola, então começa: encontrar um raio de uma vaga para estacionar, dar bom dia para todos os inúteis que trabalham no mesmo prédio, a besta do elevador, que nunca espera, esses vagabundos que fingem que trabalham enquanto você se mata por isso? - Ah inferno! - A anta da secretária que lembra da reunião em cima da hora, e ainda diz que já tinha avisado(ainda mando-a embora!), A porcaria dos papéis que estão embolados em cima da mesa(vem o ódio)... Maldita reunião, logo cedo, só pra sacanear!!! Ainda por cima ser o último a entrar na sala, por causa daquela besta do elevador! Se nem sabia dessa porcaria de reunião, como poderia ter o relatório pronto? -Arrrggg! Sair com cara de bom moço? ah, me dê licença! - Não acredito!!! - Meu relógio parou! Só pode!
Ainda nem chegou a hora do almoço...
Ligações e mais ligações depois, chegar até um restaurante lotado, e comer a comida fria, bebida quente, o relógio dispara... -Ainda jogo esse relógio imprestável na lixeira! Pilhas de recados logo após o almoço?? -Tá de brincadeira!
Responder as ligações, e-mails, deletar milhares de SPAMs(esse pessoal não tem mais o que fazer?)... Agora sim, vou traba...-O que???? Todos estão indo embora, e eu vou ficando? -Bom, levo o trabalho para casa outra vez... Já estou me acostumando mesmo...O congestionamento do trânsito até em casa, já ficou normal.
Exausto e querendo cama... (E matei a aula da academia)...
E já nem tenho mais coragem de olhar minhas plantas, que mais uma vez, secas ficarão...
"A vida é para viver, não basta apenas existir"
E tenho dito!
Passei o dia podando-as, adubando e conversando com elas.
Esta noite foi mais agradável, mais perfumada, e tranquila.
Propus-me a fazê-lo todas as semanas.
Mas esta vida é corrida demais, muito trabalho, deveres, afazeres...
Ao acordar, vem o asseio matinal, preparar o desjejum, arrumar-se bem para o dia - afinal, temos que estar apresentáveis - levar as crianças para a escola, então começa: encontrar um raio de uma vaga para estacionar, dar bom dia para todos os inúteis que trabalham no mesmo prédio, a besta do elevador, que nunca espera, esses vagabundos que fingem que trabalham enquanto você se mata por isso? - Ah inferno! - A anta da secretária que lembra da reunião em cima da hora, e ainda diz que já tinha avisado(ainda mando-a embora!), A porcaria dos papéis que estão embolados em cima da mesa(vem o ódio)... Maldita reunião, logo cedo, só pra sacanear!!! Ainda por cima ser o último a entrar na sala, por causa daquela besta do elevador! Se nem sabia dessa porcaria de reunião, como poderia ter o relatório pronto? -Arrrggg! Sair com cara de bom moço? ah, me dê licença! - Não acredito!!! - Meu relógio parou! Só pode!
Ainda nem chegou a hora do almoço...
Ligações e mais ligações depois, chegar até um restaurante lotado, e comer a comida fria, bebida quente, o relógio dispara... -Ainda jogo esse relógio imprestável na lixeira! Pilhas de recados logo após o almoço?? -Tá de brincadeira!
Responder as ligações, e-mails, deletar milhares de SPAMs(esse pessoal não tem mais o que fazer?)... Agora sim, vou traba...-O que???? Todos estão indo embora, e eu vou ficando? -Bom, levo o trabalho para casa outra vez... Já estou me acostumando mesmo...O congestionamento do trânsito até em casa, já ficou normal.
Exausto e querendo cama... (E matei a aula da academia)...
E já nem tenho mais coragem de olhar minhas plantas, que mais uma vez, secas ficarão...
"A vida é para viver, não basta apenas existir"
E tenho dito!
quinta-feira, 26 de março de 2009
Apenas sem sentido, ou não...
Acho que nem sei.
Ou apenas queria encontrar.
encontrar sentido,
encontrar abrigo.
reparar nas coisas,
reparar as coisas.
sarar as feridas abertas,
abrir as feridas saradas...
embrulhar um presente,
revirar um embrulho
e presentear um estranho qualquer...
tomar um bom vinho pela manhã,
e café ao deitar.
apenas não pegar no sono,
mas sonhar... e sonhar.
acordar de um sonho ruim,
e ganhar um abraço apertado.
pensar que fora apenas um pesadelo... apenas mais um...
correr, correr!
sentir o vento soprando, roçando o rosto,
rasgando a pele...
e nem sair do lugar. nem deixar ir.
sequer imaginar que a distância dói,
e saltar por onde a imaginação alcançar.
ouvir um pequeno ruído, e imaginar uma tempestade.
é secar a chuva com o lenço de bolso.
Enfim... Meramente não precisar que faça sentido algum.
Ou apenas queria encontrar.
encontrar sentido,
encontrar abrigo.
reparar nas coisas,
reparar as coisas.
sarar as feridas abertas,
abrir as feridas saradas...
embrulhar um presente,
revirar um embrulho
e presentear um estranho qualquer...
tomar um bom vinho pela manhã,
e café ao deitar.
apenas não pegar no sono,
mas sonhar... e sonhar.
acordar de um sonho ruim,
e ganhar um abraço apertado.
pensar que fora apenas um pesadelo... apenas mais um...
correr, correr!
sentir o vento soprando, roçando o rosto,
rasgando a pele...
e nem sair do lugar. nem deixar ir.
sequer imaginar que a distância dói,
e saltar por onde a imaginação alcançar.
ouvir um pequeno ruído, e imaginar uma tempestade.
é secar a chuva com o lenço de bolso.
Enfim... Meramente não precisar que faça sentido algum.
quarta-feira, 25 de março de 2009
Sem contas, sem meios
Hoje não quero contar o tempo,
Não quero falar de passados,
Nem de futuros...
De casos, quem sabe, acasos.
Tampouco falaria em versos ou prosa.
Talvez até em prosa, sem versos...
Falar de amor, definitivamente, não é amar.
Falar de solidão, não é ficar só.
Pensar sobre o é.
Ao menos querer, sentir-se levado.
Trilhar os caminhos que levam a propensão do ser.
Ir a nado de encontro às furiosas corredeiras do sentir.
Ao repente que causara toda devastação, entrego-me.
Deixo estar, sem saber, sem mover-me.
Apenas imóvel estarei, no olho do furacão.
Como quem não está nem aí... Nem aqui...
Nem sonhos desfeitos, amarguras ou perdas...
Apenas desejos, loucuras e segredos...
Contos de fadas não fazem mais sentido,
Ou princesas, sapos e príncipes.
Bruxas malvadas, estas sim existem!
E mais comum do que pensamos encontrar,
Bem dentro de cada ser... E nem sempre escondida.
Como hoje não faço contas, nem previsões, apenas aguardo.
Deixo o furacão mover-se, para onde quiser.
Assim permaneço, assim fecho os olhos e deixo.
Um beijo e um queijo.
Não quero falar de passados,
Nem de futuros...
De casos, quem sabe, acasos.
Tampouco falaria em versos ou prosa.
Talvez até em prosa, sem versos...
Falar de amor, definitivamente, não é amar.
Falar de solidão, não é ficar só.
Pensar sobre o é.
Ao menos querer, sentir-se levado.
Trilhar os caminhos que levam a propensão do ser.
Ir a nado de encontro às furiosas corredeiras do sentir.
Ao repente que causara toda devastação, entrego-me.
Deixo estar, sem saber, sem mover-me.
Apenas imóvel estarei, no olho do furacão.
Como quem não está nem aí... Nem aqui...
Nem sonhos desfeitos, amarguras ou perdas...
Apenas desejos, loucuras e segredos...
Contos de fadas não fazem mais sentido,
Ou princesas, sapos e príncipes.
Bruxas malvadas, estas sim existem!
E mais comum do que pensamos encontrar,
Bem dentro de cada ser... E nem sempre escondida.
Como hoje não faço contas, nem previsões, apenas aguardo.
Deixo o furacão mover-se, para onde quiser.
Assim permaneço, assim fecho os olhos e deixo.
Um beijo e um queijo.
terça-feira, 24 de março de 2009
Calmaria
Levitando, como a mais leve das plumas ao vento.
Navegando pela imensidão tranquila do espaço sideral.
Talvez, até voaria, se vontade tivesse...
Quem sabe até planaria, sobre o planalto central...
Sem pretensões de mudar os ares, talvez apenas de ares...
Andorinhas e gaivotas temeriam perder-se no céu, não eu.
Borboletas e colibris outrora tão belos sentir-se-iam sem graça
Aviões e foguetes, ao decolar deixariam um rastro de fumaça, apenas para saberem o caminho de volta, pois são suas migalhas.
Neons, balões, nuvens carregadas e outras canções pediriam licença.
Pois tão calmo seria o mundo aonde quero chegar.
Assim, sereno, como todo pouso deve ser, voltaria ao solo...
E jamais... Novamente, da minha vista, perderia você.
Navegando pela imensidão tranquila do espaço sideral.
Talvez, até voaria, se vontade tivesse...
Quem sabe até planaria, sobre o planalto central...
Sem pretensões de mudar os ares, talvez apenas de ares...
Andorinhas e gaivotas temeriam perder-se no céu, não eu.
Borboletas e colibris outrora tão belos sentir-se-iam sem graça
Aviões e foguetes, ao decolar deixariam um rastro de fumaça, apenas para saberem o caminho de volta, pois são suas migalhas.
Neons, balões, nuvens carregadas e outras canções pediriam licença.
Pois tão calmo seria o mundo aonde quero chegar.
Assim, sereno, como todo pouso deve ser, voltaria ao solo...
E jamais... Novamente, da minha vista, perderia você.
segunda-feira, 23 de março de 2009
Tão claro, e tão comum essa vida.
Eu tive que correr,
Já precisei voar, também...
Muito nadei,
Velejei,
Andei,
Percorri tantas milhas quanto foram preciso.
Já precisei e tentei,
Já tive que ir, e fiquei,
Quis sorrir, e chorei,
Precisei, e pra lá deixei...
Já solucei, e sorri,
Quis falar, mas ouvi,
Quis correr, e parei,
Companhia, mas só fiquei...
Sem música, dancei,
Sem voz, eu cantei,
Noites na praia fiquei,
Sem bebidas, entorpeci,
No verão me aqueci,
No inverno, me abri,
E na rua eu dormi...
Mandriei arduamente,
Claramente e latente,
Essa vida, indigente
Mais preciso impossível...
-Viver paradoxalmente.
Já precisei voar, também...
Muito nadei,
Velejei,
Andei,
Percorri tantas milhas quanto foram preciso.
Já precisei e tentei,
Já tive que ir, e fiquei,
Quis sorrir, e chorei,
Precisei, e pra lá deixei...
Já solucei, e sorri,
Quis falar, mas ouvi,
Quis correr, e parei,
Companhia, mas só fiquei...
Sem música, dancei,
Sem voz, eu cantei,
Noites na praia fiquei,
Sem bebidas, entorpeci,
No verão me aqueci,
No inverno, me abri,
E na rua eu dormi...
Mandriei arduamente,
Claramente e latente,
Essa vida, indigente
Mais preciso impossível...
-Viver paradoxalmente.
domingo, 22 de março de 2009
A tarde
O que é uma tarde?
Quanto tempo demora?
Se por vezes, tão depressa...
Mas essa não vai embora...
Pode ir, oh tarde.
Tenho pressa que se vá
Quando boa, és tão rápida,
e hoje não queres passar?
Pode ir, não te incomodes.
Deixe a noite chegar.
Deixe o crepúsculo invadir.
O luar poder sorrir,
as estrelas iluminarem,
nossos corpos se encontrarem
e a saudade se esvair...
(...)
Todo tempo que é bom deve ser aproveitado, eternizado.
Pois ele se vai, implacavelmente, sem volta.
Apenas deixa o que deve ser guardado, emoldurado.
Esperar pelo vindouro pode ser vibrante, angustiante, aterrorizante, inútil, gratificante, extasiante, frustrante, mas jamais deixará de ser: Emocionante.
Quanto tempo demora?
Se por vezes, tão depressa...
Mas essa não vai embora...
Pode ir, oh tarde.
Tenho pressa que se vá
Quando boa, és tão rápida,
e hoje não queres passar?
Pode ir, não te incomodes.
Deixe a noite chegar.
Deixe o crepúsculo invadir.
O luar poder sorrir,
as estrelas iluminarem,
nossos corpos se encontrarem
e a saudade se esvair...
(...)
Todo tempo que é bom deve ser aproveitado, eternizado.
Pois ele se vai, implacavelmente, sem volta.
Apenas deixa o que deve ser guardado, emoldurado.
Esperar pelo vindouro pode ser vibrante, angustiante, aterrorizante, inútil, gratificante, extasiante, frustrante, mas jamais deixará de ser: Emocionante.
sexta-feira, 20 de março de 2009
Assim, suave...
Olhava ao redor, e não via, não sentia.
Talvez nem esperasse mais...
Nem que ainda pudera...
Que ainda vivia...
Doce presença, até na ausência, ou à distância.
Entraste pela fresta aberta em minha janela,
e apossara-se de meus sentidos.
Olhara-me adormecido, e velara por mim.
Trancara-se em minha vida, em meus pensamentos.
Fizera-me buscar novos rumos.
E retomar sentimentos...
Estes à muito esquecidos,
de longe... Adormecidos...
Tocara de leve meu rosto, e me acordara...
Suave, me despertara, me alegrara...
Ah, doce brisa da manhã...
Talvez nem esperasse mais...
Nem que ainda pudera...
Que ainda vivia...
Doce presença, até na ausência, ou à distância.
Entraste pela fresta aberta em minha janela,
e apossara-se de meus sentidos.
Olhara-me adormecido, e velara por mim.
Trancara-se em minha vida, em meus pensamentos.
Fizera-me buscar novos rumos.
E retomar sentimentos...
Estes à muito esquecidos,
de longe... Adormecidos...
Tocara de leve meu rosto, e me acordara...
Suave, me despertara, me alegrara...
Ah, doce brisa da manhã...
quinta-feira, 19 de março de 2009
É como mágica...
Deparar-se com os olhares incrédulos de si mesmo,
Apenas olhar-se ante o espelho, e ver q algo mudou. -Não estou mais aqui!
Sentir que o antes tão fácil era, hoje já não mais o é. Toda aquela dificuldade, tornara-se tão simples.
Encontrar-se, consigo mesmo. E achar uma nova conversa.
Ou apenas recostar sobre o travesseiro e não adormecer, lembrando o que já não pensa mais, o quem já nem se sente.
Lembrar o que já até foi esquecido. Sem sentido em algum lugar de um passado nem tão distante, e não menos importante, mas renovado.
Renovados sentimentos, renovadas boas e más lembranças.
Afinal, essa é a magia da memória. Lembrar com outro sentimento a cada momento vivido, e sorrir... e chorar... e partilhar...
Redescobrir a cada novo momento, a cada nova fase a infinita magia de poder mudar.
Apenas olhar-se ante o espelho, e ver q algo mudou. -Não estou mais aqui!
Sentir que o antes tão fácil era, hoje já não mais o é. Toda aquela dificuldade, tornara-se tão simples.
Encontrar-se, consigo mesmo. E achar uma nova conversa.
Ou apenas recostar sobre o travesseiro e não adormecer, lembrando o que já não pensa mais, o quem já nem se sente.
Lembrar o que já até foi esquecido. Sem sentido em algum lugar de um passado nem tão distante, e não menos importante, mas renovado.
Renovados sentimentos, renovadas boas e más lembranças.
Afinal, essa é a magia da memória. Lembrar com outro sentimento a cada momento vivido, e sorrir... e chorar... e partilhar...
Redescobrir a cada novo momento, a cada nova fase a infinita magia de poder mudar.
quarta-feira, 18 de março de 2009
O fracasso do sucesso
Como pode tão rude ser, e tão mesquinho?
O que faz o ser humano pensar que é tão importante?
Será a riqueza? o poder? a soberania?
Ou a avareza, o insensatez, a arrogância?
Qualquer vida humana pode ter preferência? Estar acima de outra?
Até que ponto chegaremos para obter o próprio sucesso? Quem sabe, não seja apenas para disfarçar o fracasso...
Tolher o sucesso alheio até poderia ser injusto, se não fosse leviano.
Afinal, quem não teme o fracasso?
E apequenar-se diante de suas limitações, é o primeiro passo para tal.
Ter vontade, perseverar, sustentar-se perante as maiores dificuldades...
Aí sim, não somente vale a pena, como obterás a certeza do sucesso, pois sucesso que se preze não é nuvem passageira.
É vigoroso, é constante, edificante, é prazeroso e acima de tudo: Infinito!
Apenas quem o tem sabe o que representa. Apenas quem o merece, sabe que ele aí está. E o aproveita.
Porque não existe O FIM.
O que faz o ser humano pensar que é tão importante?
Será a riqueza? o poder? a soberania?
Ou a avareza, o insensatez, a arrogância?
Qualquer vida humana pode ter preferência? Estar acima de outra?
Até que ponto chegaremos para obter o próprio sucesso? Quem sabe, não seja apenas para disfarçar o fracasso...
Tolher o sucesso alheio até poderia ser injusto, se não fosse leviano.
Afinal, quem não teme o fracasso?
E apequenar-se diante de suas limitações, é o primeiro passo para tal.
Ter vontade, perseverar, sustentar-se perante as maiores dificuldades...
Aí sim, não somente vale a pena, como obterás a certeza do sucesso, pois sucesso que se preze não é nuvem passageira.
É vigoroso, é constante, edificante, é prazeroso e acima de tudo: Infinito!
Apenas quem o tem sabe o que representa. Apenas quem o merece, sabe que ele aí está. E o aproveita.
Porque não existe O FIM.
sexta-feira, 13 de março de 2009
Sexta feira 13
Aos passos que ecoam pela noite mais sombria, fazem brilhar de pavor os pequenos e já cansados olhos. Sensação aterrorizante, a de não saber aonde vai, em total penumbra, como em total cegueira, e não ver o semblante de terror de seu algoz. -Quando já é tardia a percepção de que esse é o trunfo, não ter que olhar em seus olhos flamejantes. Voltar a razão e localizar-se no espaço, esse é o ideal, porém longe do real estado emocional.
Poderia até controlar a ofegante respiração, acalmar-se diante de pavorosa situação, ou até quem sabe diminuir seu ritmo cardíaco, para não ser percebido... Mas em vão... Fora localizado, alcançado e alvejado pelo temível: o medo e descontrole que batiam em suas pulsações. E que estiveram dentro de si o tempo todo. Causando todo este feroz desatino.
Poderia até controlar a ofegante respiração, acalmar-se diante de pavorosa situação, ou até quem sabe diminuir seu ritmo cardíaco, para não ser percebido... Mas em vão... Fora localizado, alcançado e alvejado pelo temível: o medo e descontrole que batiam em suas pulsações. E que estiveram dentro de si o tempo todo. Causando todo este feroz desatino.
quinta-feira, 12 de março de 2009
E... é isso...
Emoção.
É como ver o sorriso de uma criança;
Puro, singelo e inocente.
É como correr só para sentir o vento tocar no rosto.
É Parar no meio da multidão;
Apenas parar, e olhar... Deparar na vitrine aquele tão cobiçado objeto de desejo.
É sorrir mesmo que ninguém sequer imagine o motivo.
É cantar no meio da rua.
É gargalhar sozinho.
É fechar os olhos para lembrar de um perfume.
É chegar em casa ao amanhecer, e só conseguir chegar ao sofá;
Ainda assim ter a certeza de que cada minuto valeu a pena.
É isso...
É como ver o sorriso de uma criança;
Puro, singelo e inocente.
É como correr só para sentir o vento tocar no rosto.
É Parar no meio da multidão;
Apenas parar, e olhar... Deparar na vitrine aquele tão cobiçado objeto de desejo.
É sorrir mesmo que ninguém sequer imagine o motivo.
É cantar no meio da rua.
É gargalhar sozinho.
É fechar os olhos para lembrar de um perfume.
É chegar em casa ao amanhecer, e só conseguir chegar ao sofá;
Ainda assim ter a certeza de que cada minuto valeu a pena.
É isso...
segunda-feira, 9 de março de 2009
Lembrando do que esqueço
Lembro sempre do que passou...
De coisas que lembro vagamente,
de dias que lembro fortemente,
de pessoas que nem vejo mais,
de lugares que tanto faz.
Apenas penso, e nem sei se esqueço;
Vivo com isso, e nem sei se mereço;
Prefiro as vezes nem lembrar;
De coisas, de gestos ou desse lugar;
Gosto de rever a quem tenho apreço;
Não gosto nem de lembrar que eu esqueço;
Lugares que não voltarei,
pessoas que esquecerei,
palavras que jamais direi,
e as que queria, mas nunca ouvirei...
Mesmo que tudo passe,
talvez queria que ficasse,
talvez apenas disso precisasse...
Talvez nem lembre do que sei,
ou pense que apenas nem sei...
E lembrando de uma frase que já sei:
Apenas sei que nada sei.
De coisas que lembro vagamente,
de dias que lembro fortemente,
de pessoas que nem vejo mais,
de lugares que tanto faz.
Apenas penso, e nem sei se esqueço;
Vivo com isso, e nem sei se mereço;
Prefiro as vezes nem lembrar;
De coisas, de gestos ou desse lugar;
Gosto de rever a quem tenho apreço;
Não gosto nem de lembrar que eu esqueço;
Lugares que não voltarei,
pessoas que esquecerei,
palavras que jamais direi,
e as que queria, mas nunca ouvirei...
Mesmo que tudo passe,
talvez queria que ficasse,
talvez apenas disso precisasse...
Talvez nem lembre do que sei,
ou pense que apenas nem sei...
E lembrando de uma frase que já sei:
Apenas sei que nada sei.
quinta-feira, 5 de março de 2009
Divagando e sempre
Poderia procurar, talvez até encontrar...
Quem sabe alguma hora vaga do dia, ou em alguma insone noite.
houve um Tempo - não qualquer tempo, mas um Tempo atrás, diria até que havia chance de encontrar por acaso.
Talvez até o acaso diria o mesmo.
Calma e vagar nunca faltaram, nem faltarão.
Hoje, ouso dizer que até fora infantil, inocente:
Sem meias palavras, ou "pingos nos is".
Até recitei, em verso sem prosa, a poesia do dia a dia.
Penso até divagando, viajando, "devaneando" - ou algo assim...
Entretanto, causar desordem estaria nos planos.
Ou planando, como estaria num plano de voo(com a licença da nova regra).
Pois é... Vagueando, e divagando, vou ficando sem meias verdades...
Quem sabe alguma hora vaga do dia, ou em alguma insone noite.
houve um Tempo - não qualquer tempo, mas um Tempo atrás, diria até que havia chance de encontrar por acaso.
Talvez até o acaso diria o mesmo.
Calma e vagar nunca faltaram, nem faltarão.
Hoje, ouso dizer que até fora infantil, inocente:
Sem meias palavras, ou "pingos nos is".
Até recitei, em verso sem prosa, a poesia do dia a dia.
Penso até divagando, viajando, "devaneando" - ou algo assim...
Entretanto, causar desordem estaria nos planos.
Ou planando, como estaria num plano de voo(com a licença da nova regra).
Pois é... Vagueando, e divagando, vou ficando sem meias verdades...
quarta-feira, 4 de março de 2009
Ondulando...
Nas ondas que passam, por cima das rochas...
Sob a crista desta que arrebenta como uma doce explosão - se doce pode ser uma explosão.
Assim o é... Assim pode ser.
Em todo caso o acaso da dúvida que pode pairar, ou apenas deixar fluir, como todo o mar.
Nem emergir, nem afundar...
Somente deixar levar-se, e boiar...
Assim, suave, com a mais leve brisa.
Ou bruto, viril, com o sopro forte.
Mesmo cercado pela mais dura das rochas, um caminho há de encontrar
E assim seja, meio amargo, meio doce...
Mas há de se libertar!
Sob a crista desta que arrebenta como uma doce explosão - se doce pode ser uma explosão.
Assim o é... Assim pode ser.
Em todo caso o acaso da dúvida que pode pairar, ou apenas deixar fluir, como todo o mar.
Nem emergir, nem afundar...
Somente deixar levar-se, e boiar...
Assim, suave, com a mais leve brisa.
Ou bruto, viril, com o sopro forte.
Mesmo cercado pela mais dura das rochas, um caminho há de encontrar
E assim seja, meio amargo, meio doce...
Mas há de se libertar!
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