quarta-feira, 22 de abril de 2009

O cabra da peste

A boca seca como o sertão
A mente feito um furacão
No peito forte como um tufão
Olhar com chamas de um vulcão

Remando contra toda a maré
Em solo ardente andando a pé
Encontrar a força de toda a fé
Que tudo seja como quiser

Sem salto, sem força, sem brilho
Com garra, com dor e desatino
Corpo cansado, corpo ferido
E coração de um menino

Encontrar abrigo aonde não tinha
Deitar-se ao colo de menina
Sorriso aberto enquanto caminha
Trazendo o olhar que ainda não tinha

Descalço, em farrapos, agoniza
A febre o impede de sentir a brisa
Moringa seca. Desveste a camisa
Longe da água que muito precisa

Sem esmorecer, com afinco caminha
O sol que a pino sem dó desafia
Jamais desistir ou deixar de lutar.
O cabra é valente e pra sempre será.

2 comentários:

  1. Eita, post bonito que só a gota!!! Rapaz tu é cabra da peste mesmo!!! rsrsrsrs

    Lindoo!!! Parabéns!

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  2. Ô versêra bunita qui só a molêra!
    Lindo!
    beijos

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