
Ao fulgurante acaso que te tomas de mim;
Soberbo mau caso que ataras sem fim.
Em partes que foram-se e deixaram o véu,
Tomadas de fúria e rancor afastaram do céu.
Roubados vestígios do que se deixou;
Nas sombras tormentas que apenas ficou.
Aos vasos sem flores que não se quebraram.
Desconcertos de amores que aqui já passaram.
Remotos controles do que foi querer,
Ao mero desejo se houvera o prazer.
Borbulhantes olhos tão cheios de cor
Agora encontra o verdadeiro amor.






