quinta-feira, 22 de julho de 2010

Temperança















Andaria as sombras,
por volta do mesmo vale,
Se não houvesse a luz.
Deixaria tudo,
Todo aquele passado
O que não mais importa.

Sobre os dias que hão de vir;
Ah, esses sim dirão mais...

Ande consigo, a sós no vale do medo.
E responda-se por onde andou
Coloque-se ao olho do furacão
E diga ao medo quem é.
Que venha o terror, que venha o rancor...

E só assim há de sobressair o que merece.
Hão de vir o ódio e o amor
Hão de vir as sombras e a luz
Hão de vir o joio e o trigo
Virão as guerras e a paz.
E assim, só assim saberá o que lhe satisfaz.

quarta-feira, 21 de julho de 2010

Manhã sem estação














Logo amanhece... E a saudade vem...
Pois estaria mais completo, mais esperto;
Ao lado de quem tanto quero bem.
Sorrisos, já não mais são radiantes;
A lua, de longe e brilho incerto;
E o Sol nem mais tão flamejante.
Seria impreciso o brilhar
Restara vagar ao luar
As folhas que caem ao vento
Refletem o tenso lamento
Descascam mais uma estação
Agora não é mais verão
É simples, confuso;
É feio e macambúzio.
É melancólico assim:
Te ver tão longe de mim...

terça-feira, 20 de julho de 2010

Saudade ao ocaso











Sempre assim...
Mais lívidos acasos
Sorrisos e abraços
Num círculo sem fim

Sem mais aportar
Sem mais me calar
Sem nenhum lugar
Sem mais te deixar

Tornaria o ocaso
Bem mais por acaso
Sem qualquer descaso
Levar teu abraço.

E sempre comigo estar;
E nunca mais o deixar
Partir, e ele ficar
Comigo é teu lugar.

Então nestes ventos voltar
Sorrir... Não mais chorar.
E aonde quer que eu vá
Comigo irei te levar.