
Andaria as sombras,
por volta do mesmo vale,
Se não houvesse a luz.
Deixaria tudo,
Todo aquele passado
O que não mais importa.
Sobre os dias que hão de vir;
Ah, esses sim dirão mais...
Ande consigo, a sós no vale do medo.
E responda-se por onde andou
Coloque-se ao olho do furacão
E diga ao medo quem é.
Que venha o terror, que venha o rancor...
E só assim há de sobressair o que merece.
Hão de vir o ódio e o amor
Hão de vir as sombras e a luz
Hão de vir o joio e o trigo
Virão as guerras e a paz.
E assim, só assim saberá o que lhe satisfaz.


