sábado, 15 de outubro de 2011

Falando sozinho













Mas há o mar...
De gente, de ruas, de gritos
Sobre o âmago de outrem
Noites gélidas, dias cinzas
Cores pálidas, sem brilhos
Não há cor?
Ou há demais?
Perdidos, insanos, jovens
Tropeços e percalços.
Em mundo insano e sem graça
De gente sem jeito
Que se complica e se atrapalha
Preocupam-se com roupas, e bolsas, e notas
Se são grã-finos ou borra-botas
Ao menos agora sei quem sou
Uma ilha... Cercada de idiotas!



Imagem: http://br.olhares.com

Vazio











O que faço eu esta noite?
Onde estamos?
Pela manhã, talvez...
Apenas o vazio, outra vez...

Lugares são prosas
Versados em nós.
Abraços e luzes
Se estamos a sós


Apenas o céu, vazio.
Sem pássaros, sem sol ou luar
Não há cantos, nem cantigas
Ou calor que me faça lembrar
Habito o silêncio do vago, do frio
Nem flores ou fotos antigas
Ou canções causando arrepio
Há a onda que invade
Um tsunami: Saudade...



Imagem: http://br.olhares.com