
Caminhos que parecem estreitos, diversos, da mais simples forma de caminhar.
Lugares, sentidos e pensamentos que tivemos. Razão, motivos para sonhar.
Somos tão livres, que ainda pensamos existir em nossa imaginação, heróis, mocinhas e cavalos brancos. Ao longo de tão curta infância, hora tomadas pela vontade de crescer, outras pelo desejo de o tempo parar. Ou mesmo pular uns dias... Que chegue logo a festa, a viagem, as férias! Ah... Estas sim demoravam mais que o ano novo e o natal. Era tempo de brincar, de ganhar presentes e ver os primos.
Assim passaram-se algumas, poucas é verdade, mas intensas manhãs de verão, ou inverno. Não importava, valia a brincadeira, a fantasia. Pouco era tanto, e o mais simples melhor.
Hoje não vemos crianças brincando nas ruas, como naquele tempo. Não há piques de pega, “mamãe-na-rua”, e pique-bandeira. A batatinha frita-123 pouco se conhece, amarelinha pode ser considerado como apenas uma cor pequena, e o “policia e ladrão” está mais para “bope x trafico” onde o ultimo normalmente vence, nas infantis, mas nem tão singelas brincadeiras. Temos hoje, crianças que podem ter o vídeo game de ultima geração e as que não podem. Aquelas que ficam dentro de casa, em frente ao televisor, cultivando miopias e escolioses. E estas, que resta-lhes o futebol na rua, o sonho de ser um jogador famoso. Ronaldos , Neymares e Martas, que povoam a imaginação de nossos pequenos reis da bola.
Em mundo de adultos, cruéis e insanos, que não sabem o verdadeiro valor de uma partida e o quanto representa uma bola de futebol. Vendem suas almas e geram uma violência que não deve ser assistida por nossos velhos, futuros e atuais artistas. Ser campeão de uma copa do mundo deve ser , sobretudo, respeitar e formas nossas crianças, ensinar-lhes respeito e moral. Como ser civilizado, como trabalhar em equipe e pelo coletivo.
Enfim, temos a infantil esperança de que os adultos aprendam a comportar-se, e façam como fazemos do futebol, um espetáculo.
E salve o esporte!
