Vasos quebrados e flores ao chão
Lentes despedaçadas e cortes na mão
Corações partidos e sem direção
Amores deixados e perdidos em vão
Deixo-te procurar à vontade
Fique esperando a felicidade
Sinta suave a presença da bondade
Mesquinha e egoísta como a verdade
Que dita sem rodeios machuca
Nua e tão crua que a odeia
Razão pela qual a perturba
Razão da verdade que anseia
Resista até entregar assim
Mas a leve longe de mim
Suma daqui vá embora
Deixe a mentira lá fora
Volte sozinha, despida
Sem pudor, sem rancor
Volte e traga-me a vida
Devolva-me o meu calor
Recuso-me a ter um segundo
que não chegue a ser tão profundo
Nem mais ou menos rotundo
O melhor que há desse mundo
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Que forma poética de repudiar a mentira. rs Adorei!!!
ResponderExcluirBeijos!
Nossaaaa!!!! Lindo, lindo lindo!!!
ResponderExcluirComo contribuição (pra variar... rsrs):
*Verdade*
"A porta da verdade estava aberta,
mas só deixava passar
meia pessoa de cada vez.
Assim não era possível atingir toda a verdade,
porque a meia pessoa que entrava
só trazia o perfil de meia verdade.
E sua segunda metade
voltava igualmente com meio perfil.
E os meios perfis não coincidiam.
Arrebentaram a porta. Derrubaram a porta.
Chegaram ao lugar luminoso
onde a verdade esplendia seus fogos.
Era dividida em metades
diferentes uma da outra.
Chegou-se a discutir qual a metade mais bela.
Nenhuma das duas era totalmente bela.
E carecia optar. Cada um optou conforme
seu capricho, sua ilusão, sua miopia."
(Carlos Drummond de Andrade)
Bjooooossss... e até breve!