domingo, 28 de novembro de 2010

Apenas ondas. Uma noite, duas...













Como uma onda, vamos brindar;
suporto a ausencia de ter.
bem mais que poder ou querer.

Sobre ventos macios, entorpeço;
e peço um beijo seu.
Sob as luzes que giram, adormeço;
embriagam o corpo meu.

Repentes, rompantes;
E formam a sombra do que pudera, e quisera.
Semblantes que assemelham aos viajantes
e acordam o feio e a fera.

desabo em teu seio;
da "vaca" que tomei
começar do meio
ao fim viajei.

Agora, não quero acordar sem calor
sem presente, futuro ou furor
apressar o ocaso? é pra já!
Para vê-la ao meu despertar...

quarta-feira, 22 de setembro de 2010

Ponto de vista











Ah...
Então eram os loucos!
Seriam os sem alma?
Prefiro os sem coração.
São cheios de vigor;
E querem de tudo.
Não importa aonde, nem como
O porquê, talvez não importe...
Não faz mesmo diferença!
Há o saber.
Sim, mas sem mais ou menos!
Sem dar nem ter. Tirar ou ver.
Repente é o que esta na balança
Futuro é o hoje de ontem,
Não mais importa querer, está.
No mais, pedir importa para quem dá,
E não para quem pede.
Este quererá novamente. E mais, e mais...
Famigerado é o querer.
Sentido é ter o que entender
Agora quer entender? Leia no outro sentido.

Quisera partir











Ainda nem sei se vou,
Ou terei que ficar;
Ainda penso em partir.
Fico a sonhar...

Quero que os ventos me levem
Para bem longe daqui.
Que os raios de sol me esperem;
Despertem ao meu sorrir.

Ir... Aonde a lua ilumina
Aonde é mais azul o mar
E as estrelas mais que brilham
E há pássaros a cantar

Ir aos céus, voar;
Navegar, remar;
Correr, andar;
Fazer o que for preciso
Até que eu possa te tocar...

Então... Ter meu paraíso
Ter o meu melhor lugar
Ter de volta meu sorriso
Te amar, te amar, te amar...

quarta-feira, 15 de setembro de 2010

Explicam-se... Sonhos?

(Epílogo)
"Ao repente deparar com tudo o que noite traz
As sombras, os medos, o frio, a solidão...
- Traga-me logo meu cobertor, minha alma.
Sem noção de tempo e espaço,
roer o que sobrara das unhas.
E calar... -O grito!"



“Não seria um pesadelo?
Uma forma de medo
De amparo e desvelo
Sem culpa.
Sem culpa de imaginar
Sem medo de chorar
Sem hora para acordar

Derrepente, tudo é fúria! É pavor!
Há angústia... Há o terror...

Há o inexplicável... E...

Há também o bom sonho!
Este sim! é doce, é risonho.
É tão suave e logo acaba;
Quando podia mais perdurar.
Nem percebemos horas passar

Não há fantasia ou realidade
Então somos livres, podemos voar
Ter qualquer idade!
Podemos cantar e dançar.”

Somos autores da nossa canção
Levando e trazendo a própria emoção
Ao nosso travesseiro, damos o que temos
Mesmo sem querer, ou o que nem sabemos.

Somos quem imaginamos
Até somos quem nem queríamos
Nem ser, nem saber
O que temos e o que gostamos;
O que precisamos e vamos ter.
Pois não sabíamos quem seríamos,
Mas escolhemos quem vamos ser.


(imagem: Paulo Rui Martins)

terça-feira, 14 de setembro de 2010

Incolor












E em dias que a noite é mais fria,
Sem o calor de tua alegria
Mais intensa é a saudade
Esta fera que me invade
Em minha cama vazia
Sem noite, sem dia...
Que me parte... sem piedade...
Deixa-me pela metade.

Aguardo... As horas voltarão.
Novamente as cores virão.
Serão outra vez as mais felizes, insanas
Tão cheias da cor que emanas
Inundam a minha vontade
Espantam a triste saudade

Nosso lugar merece mais.
A riqueza que nos refaz
Sem sentir passar o tempo
Nosso... A cada momento

Assim, sei que a primavera voltará;
O sol tornará a brilhar;
A lua iluminar;
Em mim... O seu lugar.

quinta-feira, 22 de julho de 2010

Temperança















Andaria as sombras,
por volta do mesmo vale,
Se não houvesse a luz.
Deixaria tudo,
Todo aquele passado
O que não mais importa.

Sobre os dias que hão de vir;
Ah, esses sim dirão mais...

Ande consigo, a sós no vale do medo.
E responda-se por onde andou
Coloque-se ao olho do furacão
E diga ao medo quem é.
Que venha o terror, que venha o rancor...

E só assim há de sobressair o que merece.
Hão de vir o ódio e o amor
Hão de vir as sombras e a luz
Hão de vir o joio e o trigo
Virão as guerras e a paz.
E assim, só assim saberá o que lhe satisfaz.

quarta-feira, 21 de julho de 2010

Manhã sem estação














Logo amanhece... E a saudade vem...
Pois estaria mais completo, mais esperto;
Ao lado de quem tanto quero bem.
Sorrisos, já não mais são radiantes;
A lua, de longe e brilho incerto;
E o Sol nem mais tão flamejante.
Seria impreciso o brilhar
Restara vagar ao luar
As folhas que caem ao vento
Refletem o tenso lamento
Descascam mais uma estação
Agora não é mais verão
É simples, confuso;
É feio e macambúzio.
É melancólico assim:
Te ver tão longe de mim...

terça-feira, 20 de julho de 2010

Saudade ao ocaso











Sempre assim...
Mais lívidos acasos
Sorrisos e abraços
Num círculo sem fim

Sem mais aportar
Sem mais me calar
Sem nenhum lugar
Sem mais te deixar

Tornaria o ocaso
Bem mais por acaso
Sem qualquer descaso
Levar teu abraço.

E sempre comigo estar;
E nunca mais o deixar
Partir, e ele ficar
Comigo é teu lugar.

Então nestes ventos voltar
Sorrir... Não mais chorar.
E aonde quer que eu vá
Comigo irei te levar.

quarta-feira, 16 de junho de 2010

Lugares... E distantes recordações











Se ao norte as ondas me alcançam
Alvejam-me os ares do sul
Ventos flamejantes que balançam
E transbordam meu céu de azul

Doces mares,
Belos lugares,
Cores Amarelas,
Radiantes e belas...

Minha afeição é tanta;
Que até me espanta;
Não ter aonde ir;
Mas ter que partir;
Para algum lugar.

Não,
Ainda...
Do que em instantes teria
Compartilhar, de tal alegria
Que eu poderia
Ficar bem aqui
Nunca mais partir
Para nenhum lugar.

terça-feira, 8 de junho de 2010

lembranças de inverno





E assim...
Quero teu corpo
Teu medo, tuas lembranças
No mais, desvario...
Loucuras, insensatez.


Mais perto no frio
Sentir o arrepio
Que a boca me faz
Romper absurdos
Deitar-se no escuro
Em tempos de paz

Perto é mais profundo, mais voraz
O longe, é absurdo. Doi demais
Vazio é estar aqui,
Tão longe de ti

O peito que arde
Cheio de vontade
Cheio de saudade
Esperando...

domingo, 2 de maio de 2010

Uma lua, duas canções.











De repente, a luz é mais forte;
o sol brilha mais;
as nuvens se escondem;
e o mar é tão calmo.

De repente, eu tenho mais sorte;
meu mundo é demais;
há fogos que explodem;

Sereno, tranquilo agora sou,
não me importa a cor do céu.
Se há vento ou não há...
Não me importa o que passou;
se o que ficou foi feito fel
Seremos o que virá!

Como caminhar,
a cada passo.
Cantarolar...
A cada canção.

Só uma noite...
já bastou.
E fez-se brasa;
E fez-se sonhos;
Colou pedaços;
Incendiou.
Houveram lágrimas (de alegria);
Braços e abraços;
Raiou o dia...

E noites insones...
Que não passavam
dias inteiros...
Não terminavam
Como era doce sentir
e ver, e ouvir...

Como seria, emocionante;
cuidar do pedaço que ficara;
sonhar com aquela que levara;
meu coração, pra tão distante.

E tantas luas que passaram;
sempre crescente,
fazendo-se tão envolvente;
um ano... Ser mais contente
do que jamais imaginaram.

quarta-feira, 28 de abril de 2010

Tão real












Pois esta noite, senti seu perfume;
Um leve toque em meus labios;
E a sensação de teu calor.

Pois esta noite, senti seu corpo;
Suaves beijos e teus afagos;
Toda a malicia. E sem pudor.

Extasiei-me em tanta veracidade.
Torrenciais formas de tudo em ti.
Deleite de sonhos, de liberdade.
Do que era mais, envolto em mim.

Ofuscante magia que aqui habita.
Revigora-me por ser.
E basta.
É só querer.

Deliciosamente;
Incansantemente;
Gananciosamente;
Delirios que habitam minha mente.

Me fazem ter você...
...Mesmo que apenas em meus sonhos...

quinta-feira, 15 de abril de 2010

Night alone, and day is long












Buy one rose,
or just write one card
this is all i can
Someone or else somebody
appear and cause a explosion
is cut the world in parts

Wherever, an ever
i remember we are alone
because I remember us
one day so long, and sad
can turn in beautiful day
just a see

just follow me
give me your arms
come on with me
and, together
we are a not alone

i believe in love
i can sing this history
show at the world

She paint my life
with Just smile
She decorated my life

domingo, 28 de março de 2010

Deserto












Atrevo-me à palidez de meu rosto
sem cor, nem forma
Abstêmio...
E teus olhares, corroendo-me, lascivos.
Sou todo perdido, quando estou aqui.
Suor incontido nos poros, verdades que brotam dos lábios
Estivera tão perto de mim, como não vias?
Tão fulgurante presença embriaga minha mente
E arremete a um mundo bandido, indigente
Destroça-me em delírios
Enevoa-me em libidos
Então,
Debulho-te. Arpejo-te
Em vão.
Sobrevoa minha alma, e atormenta
Separa-te de mim, e vá
Deixe-me em paz
E até nunca mais...
...Solidão.

Mais que dois












E quando amanhecer o dia, estarei pronto.
seria o dia, perfeito.
sem mudar, nem um segundo.
sei que por instantes, ficaria tonto.
recostado em teu peito,
o melhor lugar do mundo.
Agora, apenas anseio este momento
repasso em minha mente
o quanto pode irradiar a felicidade
transpirar o mais puro sentimento
levitar suavemente
faz-me transpirar de tanta ansiedade.
E, quando for a nossa vez,
estarei ao teu lado.
irradiar mais que o sol iluminou
dividiremos a mesma embriagues
é novamente estar apaixonado
ver nosso amor que já frutificou.

sábado, 27 de março de 2010

Contrariando a lógica










Lógico que o sentido é maior, sem pensar.
Pensando bem, me apego ao teu sorriso
Se tiver mais do que preciso
Refazer-me em teu colo.
Este sim é o meu lugar

Então, cai a noite ao meu redor...
Leva-me distante, rouba-te de mim
Faz-me contar os dias, horas sem fim
Encharcando meus olhos
Trazendo o que em mim foi de melhor

Refaze-me as lembranças, fervendo.
Pois já vem chegando abril, um mês.
Torcendo e retorcendo minha alma
Tirando-me a calma, da falta que me fez
O teu corpo aqui no meu, ardendo.

terça-feira, 2 de março de 2010

O amor é dez.













Quando o amor é risonho
É sempre um sonho
Sem ter que acordar

Quando o amor faz sentir
Sem ter que partir
É mais que sonhar

É ter os teus lábios bem perto
Um sorriso aberto,
Poder te beijar

Sentir como é diferente
Um dia contente
É poder te tocar

Olhar com a sinceridade
Com toda saudade
Dez vezes te amar

Dor da noite











Hoje, é dia de noite.
Mas estou na rua, sem é nem por que.
Hoje, eu brinco de mim.
Mas eu sou assim, me basta saber.

Que faço mais coisas que qualquer um
Eu pinto, eu canto, e não quebro nenhum.
Ando na lama e fico limpinho, verdade!
Sou bem cheirosinho, mas sem vaidade.
Abusei de mim mesma, quando fui donzela
Comi na panela, lambi a colher.
Em outro tempo, deitado na cama
Tomei a mucama por minha mulher.
Aveludado, com voz de doutor
Subi no telhado e roubei uma flor.

Então, lentamente eu pude acordar.
E vi que ao meu lado você não está.
Oh! Dor de verdade!
E ter a saudade em teu lugar.

segunda-feira, 1 de março de 2010

Venha













Venha ver o luar,
Venha ver meu olhar.
Viver, viajar;
O sonho encontrar.

Venha nos conhecer
Nosso sol vai nascer
Querer mais que querer
Deleite do prazer

Tão perfeito e preciso
Traga-me o teu sorriso
Venha ao meu paraíso
Venha...
E fique comigo

Venha ser o meu mar
Eu serei teu luar
Nunca mais nos deixar
Sempre ao nosso lugar.

domingo, 28 de fevereiro de 2010

Descubra-me
















Sou o corpo que dança, e sente
A mente que imagina
Ligada em alta voltagem
Vejo mais longe, feroz e selvagem
Respiro as letras que se formam
Terminam em poesia
Culminam na bela canção
São formas abstratas da mente
E saem do coração
Vagueio por obras de arte
Vivendo na lua de Marte
Sou sombras, sou luz
Ao passo que assim conduz
Tenho uma idéia em questão
Repito, insisto...
Habito nos olhos que brilham
Sou calma, sou fera
Releio e levito aos que fascinam
Ainda teimoso, e veloz
Paciente ao tempo que falta
Pense ligeiro quem sou,
Descubra por onde estou
Sou sexo, sou cheiro, sou cor...
Desejo, eu sou o...

sábado, 27 de fevereiro de 2010

Buscando, encontrar.












Escutei o seu pedaço em mim;
Naveguei.
Desembaraço do que cabe a ti;
Sem velas,
Naufraguei.

Rabisquei desilusões.
Pintei minhas dores.
Colori nossas flores.
E sorri...

Outra vez em teu colo,
Aonde sou mais.
Desejo demais
Abrasar-te sem fim


E ao preço de toda paixão,
Percorrer céus e mares.
Pois quando encontrares,
Nunca mais solidão.
Eu senti...

Vistas turvas, pedaços e fúria.











Haveria de ser, ao acaso
Nobres mentiras do instante
Da obra viva, do descaso
Da busca mental, inconstante

Verdadeiro sentido... Ondas
Ondas de sentidos.
Repulsa do perdido.
A carapuça do bandido.

Mas como não ver?
E ver o que quer.
Revelar...
O foco banido, suar...

Sem desesperança,
Semente abortada
Ofega, e dança
Ferida e calada

Voltei ao normal
Sem dito ou feito
O é por direito
Pois é imortal

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010

O pierrot sem memórias
















Olhos derivados, dormentes
Brincando de ser um epitáfio
Sobre tudo o que fora, ou seria
E deixara-nos aos presentes.

Romper-te ao sombrio e calado
Nas verdades que somos
Em noites de outonos
Relevantemente, o ser acordado.

Por bem mais que pudera
Ser o céu. Ou tê-lo...
Arriscar-se ao léu
Por vezes mais o quisera

Por fim então, aflora.
Faz-nos acordar,
sem pressa de ter.
Ser. Se não, a demora.



[img: br.olhares.com]

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010

Dois mundos











Sinto tanto por nós dois
Tanto que nem sei dizer
Deixe o que ficou depois
Antes, melhor esquecer

Cale, fale e não repare
Permanece a sensação
Ate que o mundo pare
Caiba dentro da canção

Meu mundo, seu mundo
Derrepente não existe
Lembrar cada segundo
Do olhar que hoje é triste

Restaram sentidos
Carinhos negados
Corações partidos
Dois amargurados

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

Aos sem graça















Acredito que o tempo pode parar. Enveredar por entre páginas e sensações, até rumar sem correnteza ao intrépido prazer de estar.
Sobre todas as coisas que pensara em dizer, realizar ou até deixar para trás. Aos berros poder calar, e silenciosamente fazer o mundo ouvir, mesmo que apenas precise de um olhar.
Sobre tudo que pudera fazer compreender, recitar e escrever, ainda assim... Não haveria de existir apenas um lugar. Um lugar para tentar, uma chance de recomeçar, um instante para aprender e jamais esquecer de sonhar.
Somos loucos, um pouco de tudo que há de insano, megalomaníacos, hipocondríacos, esquizofrênicos, multi-orgásmicos...
Repararia em todos ao redor da fogueira que estivessem nus no inverno gelado, ou de casaco e luvas no escaldante verão a beira do mar. E deixar de reparar o comum, o simples e tocante lado da verdade que não cala e faz-se humilde ao deixar-se esquecer.
Nos barcos que não velejam ao redor do mundo por falta de donos aventureiros, que apenas pensam em deixar-se abater.
Assim, ainda assim, o tempo poderia parar ou começar a correr que nada existiria de interessante por baixo desses narizes.


E tenho dito!

terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

O que há de ser
















Vê...
Há tempos não habitava em mim
Agora somos mais que um de cada
Revemos momentos sem fim
Da historia que será um dia contada.

Crê...
Que existe algum bem maior
E permeiam as madrugadas
De querer um futuro melhor
E ser o nosso conto de fadas

E seja meu sonho fiel
Pois amo-te em mim
Entalhado em nosso céu
Em nossa história sem fim

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

O Medo












Moro em qualquer lugar
da atmosfera do meu ser.
Incansável na ânsia de viver
Aonde puder me encontrar

A parte mais quente de um vulcão
aquecendo ao mais tenso calor
Preenchendo o céu de cor
A ponto de uma grande erupção

Sou arredio
Fera atroz
Um cão no cio

Sem medo
Sem sombras
Sem vida

Armado até os dentes
Sem fé
Sem dó
Sem compaixão
Sem lentes

Não vejo mais o mundo.
Não como um qualquer
Vejo como você quer
Um abismo bem profundo

Passei por nossos dias
Intenso e sorrateiro
Contudo verdadeiro
Hoje sou o que temias

domingo, 7 de fevereiro de 2010

Cortante










Aperta tanto, demais
Deixa-me incapaz
Sem sentidos nem alma

Derruba minha rede
Ataca-me em sede
E fere, feito faca afiada

Contumaz
Voraz
Neste pobre incapaz

Sem defesa, sem jeito
E ataca-me o peito
Fazendo sangrar

Rasgando, sem piedade
Sem a felicidade
Apenas a saudade

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010

Nossas versões













As versões da vida nos corroem
Fazem-nos mais moços, delirantes, cantantes
Por vezes, e muitas até errantes, uivantes.
Mas deixam opiniões, deixam-nos fortes
Delas fazemos canções, nossos suportes
Acalmados e sorridentes,
Podemos dançar.
E viver,
Aproveitar...
Ser! Em sua forma mais pura
Viver sem amargura
Nossa história como Arte
Em sua melhor parte
Rabiscar os desejos
Arriscar-se por beijos
Enfrentar com bravura
Muito mais aventura
É descer lá no fundo
Encarar o mundo
Ser quem quiser. Quem puder
Estar junto pro que der e vier
Contar passos
Fazer laços
Ser um amigo
Ter um amigo
Ter sempre o ombro
Levantar-se do tombo
Acima de tudo, amar
Pois viver também é sonhar.

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

Lentamente











Irei vagando
Pelo tempo e espaço
Pela mão do cansaço
Me transformando.

Abruptamente
Como quem vai caindo
Respirando e saindo
Sorrateiramente

Largado
Despido de pudor
Sem deixar o ardor
Vendado

Feroz
Feito um cão bandido
Latente e ferido
Por nós

Deixei minha alma ferver
O sangue, nos olhos brotar
A lágrima, por me debulhar
Sutilmente irei me perder

Não, não estou depressivo
Apenas carrego comigo
Um coração bandido
Sim, assim eu sobrevivo


(fonte img:br.olhares.com)

terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

Nove luas






Inacreditável...
Seria se fosse contado
Inaudível se observado
À flor da pele se velado
É o mais amar que ser amado




Se o toque contrapusesse a razão
Inolvidável como a canção
Mais bela cor da sensação
Bem forte aquece o coração

Que pula de felicidade
Jovem a qualquer idade
Espevitado, cheio de vontade
Sentido aflorar um amor de verdade

Ah...
Luar dos enamorados
Permeie sentidos por todos os lados
Transpire a inocência dos apaixonados
Ilumine a saudade dos beijos selados

E deixe lá o meu beijo
Leve também meu desejo
Entregue com todo festejo
Àquela que tanto almejo

Agora...
Só quero...
Não despedir outra vez
E continuar...
O que a nove luas se fez

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

Nova partida















A cada triste partida
me vejo do avesso.
Prefiro ver a chegada
Que uma despedida
E cada batida no peito
Não sabe direito
O que desejar
Se o tempo que passe mais lento
Para esse momento não chegar
Se o tempo que passe depressa
Para tão logo ela regressar

sábado, 30 de janeiro de 2010

Posso contar




"As horas
Cada minuto
segundo a segundo..."








Posso contar o tempo faltante
pois a cada instante
penso em você

Posso contar cada sorriso
pois são o meu paraíso
vindo de ti

Posso cantar por toda a cidade
A felicidade
que vem de nós dois

Sentir o teu corpo presente
Ainda que ausente
Jamais esquecer

Revelar aos ventos
Os sentimentos
Que fazem tão bem

Tornar a loucura
Uma aventura
Pintada de céu

Posso ser mais que feliz
Ser tão aprendiz
Do lago do amor

Posso contar contigo
ser nosso abrigo
e ter-te ao meu lado.

quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

Até o fim.











E ainda que fosse
O ultimo dia
Da nossa alegria
Ainda assim
Seria por ti
Ainda me vejo
Em teu aconchego
E nos braços teus
Não há o adeus

Espero bem mais
calado
contente
Ser o teu rapaz
ser o teu presente.
O futuro mais doce
Ter todo o teu sorriso
O teu paraíso.

Com carinho












De tão boas lembranças
De nossas infâncias
Em tão tenra pureza
Que com toda a certeza
Nunca mais terá fim
Pois foi feito pra mim

Agora que sou mais normal
ainda não vi outro igual
e posso atestar
sem contestar
Que o que mal-me-quer
mais o que bem-me-quer
serão brincadeirinhas
pulando amarelinhas

Melhor deixar assim
para nunca ter fim
e então logo enfim
ter você só pra mim...

Quem sabe?












Quem sabe, talvez
Um dia me desapegue da solidão
Veja o por do sol com emoção
Faça-me vivo outra vez

Assim, quem sabe um dia
Desfaça as malas e fique
Corra brincando de pique
Volte a cantar minha alegria

No mais, quem sabe
Sinta meu corpo dançar
A minha mente vagar
Ou só deságüe

Assim me deixo viver
Dor de quem sabe sofrer
Tentar me compreender
Talvez, quem sabe...

segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

Voo solo















Voei
Sozinho
Sem rumo
Sem ninho

Voei
Viajei
Naufraguei
Aportei

Voei
Calado
Desajeitado
Atrasei

Voei
Caí
Penei
Sorri

Voei
Torci
Arrisquei
Cheguei.

terça-feira, 19 de janeiro de 2010

Longe... É.












É tão doce dizer que te amo
É Saber que o meu desengano
É deixar-te ir embora outra vez

É amar-te de longe sem trégua
É traçar uma linha sem régua
É sonhar com teu beijo outra vez

É querer sempre mais te olhar
É cantar e até desafinar
É querer-te mais uma vez

É saber que já falta um segundo
É querer-te bem mais que o mundo
É ver-te chegar outra vez

quinta-feira, 14 de janeiro de 2010

Sem sentidos, talvez...















Levado por sentidos
As vezes sem sentido
Por hora tao balido
Quem sabe ate bandido

Sem ver passar o tempo
sem lar, sem sentimento
no peito um amassado
até despedaçado

Rubor que se esconde
tão longe ao horizonte
em tanto que quisera
deixar bem presa a fera.

quarta-feira, 13 de janeiro de 2010

Adia o dia





O dia que noite calou
a voz não falou
e a banda parou




O sol a perpetuou,
trouxe de volta.
Abusou da rotina
fechou-lhe a porta.

Nem por um segundo
mais nada no mundo
deixou-se perder

Havia mais uma vontade
na flor da idade
deixou-se esquecer

Fervia mais que um vulcão
aquele jovem coração.
Feliz com o que?

segunda-feira, 11 de janeiro de 2010

Mais saudade














Sinto a falta tua
da pele nua
do beijo doce

Sinto a tua falta
do toque peralta
da boca molhada

Sinto a falta de ti
na hora de dormir
para me acordar

Sinto-te todo dia
prefiro a alegria
de ver-te chegar

domingo, 10 de janeiro de 2010

Adeus, Outra vez











Só eu sei como dói essa dor
dor de lhe deixar
dor de não tocar
que dói de pensar
que dói de chorar

É dor de te ter
de ver-te partir
de ver-te sorrir
querendo chorar

Mas deixo-te ir
deixo-te partir
fico por aqui
esperando voltar

sexta-feira, 1 de janeiro de 2010

Novamente











Como a seiva que escorre abundante
Sorver-lhe em teu seio, enfim
Repara que mais há de ti em mim
Que houvera do mais adiante

Renova-se, e arde...
Em brasa, aconchega teu colo
Em chamas que não controlo
E queima, e invade...

Lambuza de mel
Ao mais belo sorriso
Rumo ao paraíso
Que é o teu céu

Então, novamente
Começa de novo
O meu sorriso bobo
Ser bem mais contente