segunda-feira, 28 de dezembro de 2015

Infinitus

 

Raros como nunca houveram;
Inocentes e sinceros.
São elevados.
Toda potência de ser;

Há os que nunca viram, ou tiveram;
Ou que apenas ouviram dizer;
E há os que tem a sorte de ter.
Há quem quer mais que tudo;
Outros se desfazem no mundo.

Há o que sempre procura
Deixe-o tentar a loucura
Hesite e perca a chance
De ter um tão puro e sincero
Quem tem um assim?
Também quero!

domingo, 27 de dezembro de 2015

Letargia da despedida





Arde como se o fogo queimasse;
Corrói como veneno na veia;
Invade a mente e se mata;
Chega e incendeia.

Aos pensamentos que foram ao longe;
Aos panos que o desejo esconde;
Aos sonhos que deixara apagar;
Aos tolos que não quiseram amar!
Perderam-se rumos;
Ganharam-se prumos;
Pesaram-se muitos;
E houve o silêncio...
Gritos e Sussurros;
Então o precipício!
Afunda-se o chão;
Explode o céu!

Já não há mais tempo, não há ouvidos
irrompo em breve, em novos sentidos.
Um novo pavio, uma nova chama;
que inflama e aguça, que atiça e emana!

Aos que ficam, um beijo!
Aos que vão, um queijo!

terça-feira, 15 de dezembro de 2015

Perdida no mesmo lugar













Rotas e rumos, sem datas nem prumos;
Estamos por vezes no mesmo lugar;
Dualistamente, sem sombra ou poente;
Nem sol que renasce no mesmo lugar;
Sonoros ou quietos, latentes incertos;
A cada estação volta ao mesmo lugar;

Nem sempre assim...
Nem sempre afim...
Mas logo tem fim.
Em qualquer lugar!

A infame tortura velada
Destila-te o fel nas palavras
Semblante da alma calada
Sem dia nem hora marcada
E ponha-te ao seu lugar.

Rasga-te em duas ou três;
Esmaga-te inteira talvez;
Enxugas o rosto e a tez;
Repita tudo outra vez.

Perdida ou não,
Recolha-te a mão!
Ao ser inteira e capaz:
-Vá-te! Não volte jamais!

quinta-feira, 15 de janeiro de 2015

Relação natural













Espero o vento, ondular; 
O tempo para.
Agora. 
Não há nada no mundo; 
Aqui é mais fundo. 
Mais raso... 
 
O que há lá fora? Nada! 
Posso estar comigo, sem medo; 
navegar em mim; 
Ser mais profundo, sim... 
Toda intensidade, pulsante; 
Acalma.. 
É paz... 
Natural... 
Incessante e voraz; 
Assim se faz, tão real; 
Como invento em sonhos; 
Sentidos...
Instinto animal; 
Desejo! 
 
Rotular? Não se pode saber; 
Aprisionar? Impossível de ser; 
Tolerar? Só assim conviver; 
Deixar? Quem há de querer? 
Respeito! Sincero...  
É! 
Do mais puro verbo. 
Do mais puro ser. 
Nosso sentimento. 
Um relacionamento; 
Profundo, sem rancor ou pudor; 
Sem magoar... 
Sentir... Sem palavras trocar:
O amor! 
O mar!

quarta-feira, 14 de janeiro de 2015

Cantorias















Agora a noite é calma?
É dia...
O som turbilhoou até raiar o sol.
Até perder a calma;
Agita...

Perfiladas trombetas;
Agitadas marimbas;
Abrasadas cornetas;

Ninguém pudera sonhar;
Sequer adormecer;
Não!
Alguém tentara acalmar;
Em vão aquiescer...

Soara então a luz do dia;
Brilhara exato o silenciar;
Ecoara nobre o som de nada;
Encantado ao calar.

Ébrios cantos;
Férteis mentes.
Quais sonhavam (en)cantar.

segunda-feira, 5 de janeiro de 2015

Caminhos













Há caminhos, e caminhos;
Há estradas e atalhos, e buracos.
Há pedras, há trilhas e relvas;
Haverá pontes, flores e espinhos
Haverá apertos e espaços.
Há de ter o sul, o norte...
Há de serem casos, e acasos;
Há de ter sorte!
Houveram passeios e passados;
Houveram anseios alcançados;
Houveram os sonhos e fracassos...

Existem caminhos;
Existem espinhos;
Existem buracos;
Existe cansaço;
Existem as flores;
Existem as cores;
Existe a sorte;
Existe a labuta...
Porém inexiste a glória sem luta!

sexta-feira, 2 de janeiro de 2015

Voo livre













Voltar... E ainda ter o que sonhar;
Subir, o mais alto estar. 
Ser; Estar, querer saber...
Ter no olhar o brilho de ver;
Acima dos sonhos construídos;
Voar, e voar...
Ser um pássaro de si, mesmo!
Apenas controlar-se a esmo.

Bons ventos que levam, e trazem;
Caminhos aleatórios que fazem;
Como a lógica: - Que ainda não sabe;
Ou a mágica: - A inocência que cabe;

Os ventos levaram-nos...
voaram, e voaram!
Rodopiaram!
Gostaram, choraram, amaram...
Bons ventos trouxeram-nos...
pousaram, e pousaram!
Rodopiaram!
Amaram, Amam e amarão...

Enfim, voar: Juntos!