domingo, 29 de novembro de 2009

Diário de uma saudade










Quantas noites...
Sem sono, sem cor
Sem saber do amor
Que tão doce viria
E se alojaria
Neste peito folgado
E tão desajeitado
Que não sabe falar
E prefere calar
Meio rude e sutil
Até pouco senil

Mas agora...
Que prefere servir
Até gosta de ouvir
Que sabe o que quer
Do sabor da mulher
Aportar em tua boca
Em uma fúria louca
Abrigar-te nos braços
Entre pernas e laços
E deixar pelo ar
O perfume de amar

Sem sentir...
Fez-se cego e calou
Quando se aproximou
De canção a canção
Trilha da emoção
Como uma flor abriu
Nem sequer resistiu
Quando a viu chegar
De assalto tomar
Fazer amor da paixão
Levar meu coração.

sábado, 28 de novembro de 2009

Tempo















Vou ver o tempo
Deixá-lo passar
Contar as estrelas,
As ondas do mar

Vou deixar o tempo
Aonde quiser
Vou enamorar-me
Por toda mulher

Vou vagar no tempo
Sem sobra de nada
Não quero dinheiro,
Nem carro ou casa.

Vou perder meu tempo
Seja como for
Sem plantar sementes
Ou colher a flor

Vou viver sem tempo
Sem mais ou por que
Qualquer semelhança
Por mero prazer

Vou ficar sem tempo
Sem poder voltar
Ao fim só me resta
Ver a morte chegar.

Pode ser...












Quem sabe?

Que o rancor e a desesperança...
Enterneceu

Que a lágrima de uma criança...
Escorreu

Que a lembrança tão forte...
Esqueceu

Que a noite tão fria de inverno...
Aqueceu

Que um dia de sol tão intenso...
Escureceu

Que o amor cheio de esperança...
Nasceu

Que um dia o que ninguém esperava...
Aconteceu.

quinta-feira, 19 de novembro de 2009

Explosão

"Ao ser o que sempre sonhara,
trazer-me de volta ao mundo,
fazer-me de vez implodir.
Ser bem mais,
de uma explosão trazer a paz
ao fazer o amor eclodir."








Ao maremoto, de incontidas sensações
Intrépido e insólito esconderijo
Impelido ao vigor de flamejantes vulcões

De alma doce, e sorridente
Amigável desvalido
Inflamado e envolvente

Aos dias que a alma lhe chama
Emoldurável estampido
Inesgotável ao abraço que inflama

Pernoite perdura, inóspita candura
Festejo d’alma ao regozijo
Que esta noite renovaste em ternura

segunda-feira, 2 de novembro de 2009

Sexto crescente

Fervilhando a mente
Ao que me satisfaz
Pois daqui pra frente
Insistentemente
Quero-te muito mais
Meu maior presente
Faz-me mais contente







Sempre crescente
E hoje ainda mais
Mais feliz;
Mais vivo;
Muito mais sorridente.
Quero as noites de frio;
Aquecer-te ao meu calor;
Nunca mais ser vazio;
Ser o seu cobertor;
Quero mais seus carinhos,
E sempre voltar.
Quero mais seus beijinhos.
Nunca mais te deixar.