quarta-feira, 12 de dezembro de 2012

(Há) Tempo













O tempo segue...
E persegue,
Atormenta,
e alimenta.

Em vagas sensações...
de euforia;
de alegria;
de amargura;
de ternura.

O tempo muda...
E ajuda,
Enlouquece,
e amadurece.

Em raras distorções...
de fantasia;
de harmonia;
de loucura;
de doçura.

há tempos que somos...
modernos;
incertos;
fechados;
abertos.

Em tempos em que não temos...
Certeza,
Pureza,
abraços,
mais tempo...

sábado, 8 de dezembro de 2012

Passos


Pois cada degrau pode ser uma oportunidade de subir, e cada barreira uma chance de saltar.








São passos. Por vezes largos, ora curtos.
 E o sol, escaldante. Queima-me a testa, os braços descobertos.
Meus pés doem, meus ombros doem.
Ainda há muito a subir... Acho que não tenho mais pernas.
Talvez não tenha mais forças nos braços e pernas.
As costas doem, e muito. O peso? Talvez fosse muito a carregar, poderia pensar quem olhasse de longe.
Olhar para trás não adianta. Só há o caminho já percorrido.
Já foi. Este eu conheço.
O que poderia ameaçar então? O desconhecido? Talvez.
Se não gostasse de desafios, não estaria aqui. Não valeria a pena.
Negativo, não sou um aventureiro. Tampouco arriscaria por arriscar. Conhecendo ou não os riscos.
Tenho ainda muito pela frente. Se só termina no fim, posso estar apenas começando.
O que pode me esperar a frente? Obstáculos. Sabe o que isso?
Para a língua portuguesa:
Tudo o que obsta a alguma coisa; embaraço, estorvo, impedimento; Barreira. 
Para a Física: 
O que resiste a uma força.
Pois, aqui estou. Cada vez mais distante de onde iniciei esta jornada, e cada passo mais perto do final.
O que é fácil? Esperar, reclamar, culpar talvez.
Não há vitória sem dor, sem suor. E vamos que vamos, ladeira acima!
É... pensando bem, podemos dar um passo de cada vez. Aliás, devemos. Agora vejo os passos que tentei adiantar. Alguns viraram tropeços, outros um salto. De quais me arrependo? Dos que não dei, hesitante, incrédulo talvez.
Cada um deles nos transforma. Somos outro depois de mais um passo.

terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

Brincadeira de Criança




Caminhos que parecem estreitos, diversos, da mais simples forma de caminhar.
Lugares, sentidos e pensamentos que tivemos.  Razão, motivos para sonhar.



    Somos tão livres, que ainda pensamos existir em nossa imaginação, heróis, mocinhas e cavalos brancos. Ao longo de tão curta infância, hora tomadas pela vontade de crescer, outras pelo desejo de o tempo parar. Ou mesmo pular uns dias... Que chegue logo a festa, a viagem, as férias! Ah... Estas sim demoravam mais que o ano novo e o natal. Era tempo de brincar, de ganhar presentes e ver os primos.
Assim passaram-se algumas, poucas é verdade, mas intensas manhãs de verão, ou inverno. Não importava, valia a brincadeira, a fantasia. Pouco era tanto, e o mais simples melhor.
     Hoje não vemos crianças brincando nas ruas, como naquele tempo.  Não há piques de pega, “mamãe-na-rua”, e pique-bandeira. A batatinha frita-123 pouco se conhece, amarelinha pode ser considerado como apenas uma cor pequena, e o “policia e ladrão” está mais para “bope x trafico” onde o ultimo normalmente vence, nas infantis, mas nem tão singelas brincadeiras. Temos hoje, crianças que podem ter o vídeo game de ultima geração e as que não podem. Aquelas que ficam dentro de casa, em frente ao televisor, cultivando miopias e escolioses. E estas, que resta-lhes o futebol na rua, o sonho de ser um jogador famoso. Ronaldos , Neymares e Martas, que povoam a imaginação de nossos pequenos reis da bola.
Em mundo de adultos, cruéis e insanos, que não sabem o verdadeiro valor de uma partida e o quanto representa uma bola de futebol. Vendem suas almas e geram uma violência que não deve ser assistida por nossos velhos, futuros e atuais artistas.  Ser campeão de uma copa do mundo deve ser , sobretudo, respeitar e formas nossas crianças, ensinar-lhes respeito e moral. Como ser civilizado, como trabalhar em equipe e pelo coletivo.
Enfim, temos a infantil esperança de que os adultos aprendam a comportar-se, e façam como fazemos do futebol, um espetáculo.
E salve o esporte!


domingo, 29 de janeiro de 2012

Lua de Papel












Ao que é...
Simples e composto;
Puro e intenso;
Intocável, denso;
A outra lua destas noites, a primeira.
Sem medidas de espaço;
Infinita, incessante, feito água em cachoeira;
Objeto direto de desejo...