sábado, 15 de outubro de 2011

Falando sozinho













Mas há o mar...
De gente, de ruas, de gritos
Sobre o âmago de outrem
Noites gélidas, dias cinzas
Cores pálidas, sem brilhos
Não há cor?
Ou há demais?
Perdidos, insanos, jovens
Tropeços e percalços.
Em mundo insano e sem graça
De gente sem jeito
Que se complica e se atrapalha
Preocupam-se com roupas, e bolsas, e notas
Se são grã-finos ou borra-botas
Ao menos agora sei quem sou
Uma ilha... Cercada de idiotas!



Imagem: http://br.olhares.com

Vazio











O que faço eu esta noite?
Onde estamos?
Pela manhã, talvez...
Apenas o vazio, outra vez...

Lugares são prosas
Versados em nós.
Abraços e luzes
Se estamos a sós


Apenas o céu, vazio.
Sem pássaros, sem sol ou luar
Não há cantos, nem cantigas
Ou calor que me faça lembrar
Habito o silêncio do vago, do frio
Nem flores ou fotos antigas
Ou canções causando arrepio
Há a onda que invade
Um tsunami: Saudade...



Imagem: http://br.olhares.com

sexta-feira, 29 de julho de 2011

Luas e Sóis











Voar, sentir…
Ter aonde ir, voltar;
Um ponto, Um porto.
Festejar...


Mais claro e tão brilhante, renova-se o luar;
Um Sorriso, um abraço. Apertado!
Beijar até cansar
Cada um que passa, é mais...
Eternamente será, lado a lado.

Como o sol, que renova a cada dia;
Em raios que iluminam, e fazem brilhar.
Como a lua, que reflete a cada noite;
Em raios que iluminam a arte de amar.

É novo, mais uma estação;
Dentre lençóis e delírios;
De novo...
Mais uma canção.

A cada dia mais querer;
Mais precisar. E contar.
Tao certo quanto à lua e o sol;
Que acima dos dias nublados estão a brilhar.
(LVU)

quinta-feira, 28 de julho de 2011

Erotica...











Pele na pele;
Olhar contra a luz;
Arrepio...
Sentidos que aguçam ao toque
Ao imaginar...

Tropeços no próprio olhar;
Sorriso abestado;
Entrega... Navio sem velas no mar;

Fervor que corre nas veias...
Lábios;
Sussurros, três quartos de meias;
Suor...

Longe mesmo de si ao estar...
Explosão;
Furor, calma, olhos nos olhos;
Amar...

segunda-feira, 25 de julho de 2011

Talvez...















Talvez a lua volte;
Talvez os rios desaguem;
Talvez os pássaros cantem;
Talvez...

Por horas alguma coisa faça sentido;
E repente seja apenas canção.
A certeza alivie como abrigo,
Feito abraço de irmão.
Talvez...

Deserto










Neste momento, vago em meus passos;
E...
Feito magica, estou ao lado teu...
E torno-me a encantar em teus braços
E voo...
Feito um pássaro sem rumo
Vagando pelos céus.
Nestas noites, não durmo.
Porque meu dia só brilha
Quando tenho o teu sorriso...

sábado, 23 de julho de 2011

Pensamento ao longe....














Como uma ilha, deixo-me partido, partindo…
Sobre horas e milhas, perdido e sem espaço
Neste horizonte, tão belo quanto só
Jocoso, qual um furacão. Um terno abraço.
Reluz como o teu sorriso, o sol desta manhã
Aquecendo-me do frio da ultima noite
Um beijo, sabor de maçã...
Irradia-me, os largos passos do dia.
Então, feito um prato bem cheio;
Regalo-me de ti.
E sonhos, devaneios
Misturam-se ao suor
A cada passada
E conto as horas de voltar aos céus...

sexta-feira, 22 de julho de 2011

Alone






















Quem sabe o que dizer?
Em dias frios e sós, querer
Depois de tudo, é perder
Estar longe, sem viver

Enquanto os pássaros silenciam
E as cores desbotam
O ar, rarefeito tornou-se
E as rosas não mais perfumam

Longe fico a pensar...
Delirando, matematicar
Se somados, somos um,
meio sou, quando estou só

A hora não vejo de voltar
Do sol novamente brilhar
Da musica me alegrar
De a outra metade somar


(...) Sonho que se sonha só, é só um sonho que se sonha só;
Sonho que se sonha junto é realidade (...) - Raul Seixas

sábado, 2 de julho de 2011

Infinito















O hoje faz amanhecer...

Saudade deixara agora de ser
Não mais vilões haverão
Nem espaço, ou tempo de ter
Apenas o infindo, o sol, o verão

Os invernos se foram;
Os frios dias, para trás ficaram
As noites que amargavam, Incendeiam, explodem
Festa de fogos, festa de calor

Não uma historia qualquer
Daquelas do bem contra o mal
Tampouco um finito sequer
Apenas existe o começo, aonde não há um final

quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

Sol e velas, rumo a outra noite.




Ao repente escurecem os céus. Afunda-se o chão
E nesse momento aqui estou. Inerte.
Vazio nos olhos e lagrimas no coração.




Quem sabe o tempo que passou?
Quanta gente ficou, e foi.
Quanto sonho se sonhou?

Vago caminhar, de quem fica.
De quem precisa do abraço
Nas manhãs não se habita

Seria fácil se calmas fossem todas
Como as manhãs de domingo

Manter-se em tranquilidade
Ser livre, todas as noites.
Ser criança em qualquer idade

Então, deixo-me levar
Carreguem-me as ondas
Irei fundo neste mar.

Talvez precise viajar
Ver o mundo, quem sabe...
Ou apenas velejar

quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

O Quarto dos sonhos












Baguncei meu quarto.
Encontrei nada.
Era o que procurava...
Inteiro!
Tudo estava agora tão fora de si
Tanto quanto eu queria, em mim
As notas nem soam mais ao redor.
Domingo é dia de faxina?
Mas não... Farei outra bagunça!
Sim! É mesmo...
Derrepente o mundo é mais bonito assim
De pernas ao ar, de ponta à cabeça.
Tanto faz.

Pessoas são chatas quando estão arrumadas.
Lugares são sem graça.
Na praia é muito melhor!
Ninguém usa ternos, vestidos, sapatos.
E todas as roupas têm o mesmo valor.
Não há ordem, nem simetria.
Pessoas espalham-se na areia, casais, crianças
Vovôs e vovós.
Melhor assim.
Quero uma praia no quarto!

sábado, 15 de janeiro de 2011

Ao longe











Facas, nervos... Incontáveis horas nos faz distantes
São piores a cada metro. Algozes! Separam amantes.
Rabisco mais um pedaço desse banzo coração
Dentre dias, noites e desejos... Deixo-me então
Rebusco entre vagas e doces, ternas e infindas
Criadas aos regalos, ao montes em idas e vindas
Não parei...
Apenas parti.
Deixei-me aqui. Pálido e sem sombra.
Incessantes caminhos os fazem assestar
Mesmo que tudo passe, importa o depois
Qualquer hora, em breve. Pode contar:
Seremos nós dois.