Loucos como todos os outros eu serei, se não fugir
Longe de tudo e de todos os que querem subir
Ficarei atordoado, serei então bem mais que perdoado
Nas noites tão quentes que tenho algum cobertor.
Aquecer-me mais que quente, fervendo de amor.
Deito-me ao luar vermelho, que adormece ao alvorecer.
Lentes e espelhos cobertos evitando os trovões
Iluminam e explodem o escuro teto com seus clarões.
Então deixa pra lá... Vou sair na chuva e me molhar
Quero a água que molha o chão. Quero sentir a explosão
O cheiro da terra molhada, que de longe me arrepia
Canção suave e compassada, como uma doce sinfonia
Ileso e são eu voltarei, meu bem. Não fique preocupada
Volto pra casa mais leve, adormecer a minha amada.
terça-feira, 28 de abril de 2009
Flores de Nanquim
Cores frias me distraem
Noites quentes me atraem
Olhos negros sobressaem
Novos rumos me retraem
Nessas ondas douradas
Cachos lisos de fadas
Contos velhos de amadas
Beijos de namoradas
Longos dias passam assim
Ansiosos, longos, sem fim
Impreciso e escuro nanquim
Ardendo aqui dentro de mim
Desenhos de flores
Rabiscos de amores
Novos, antigos e sem cores
Coloridos e cheios de amores
Assim, vejo-te novamente
Deixe-me a ver tão contente
Sei que terás que partir
Ao menos amei ao sorrir
Aproxime seus lábios dos meus
Termine num beijo de adeus
Noites quentes me atraem
Olhos negros sobressaem
Novos rumos me retraem
Nessas ondas douradas
Cachos lisos de fadas
Contos velhos de amadas
Beijos de namoradas
Longos dias passam assim
Ansiosos, longos, sem fim
Impreciso e escuro nanquim
Ardendo aqui dentro de mim
Desenhos de flores
Rabiscos de amores
Novos, antigos e sem cores
Coloridos e cheios de amores
Assim, vejo-te novamente
Deixe-me a ver tão contente
Sei que terás que partir
Ao menos amei ao sorrir
Aproxime seus lábios dos meus
Termine num beijo de adeus
segunda-feira, 27 de abril de 2009
Deixando partir
Vasos quebrados e flores ao chão
Lentes despedaçadas e cortes na mão
Corações partidos e sem direção
Amores deixados e perdidos em vão
Deixo-te procurar à vontade
Fique esperando a felicidade
Sinta suave a presença da bondade
Mesquinha e egoísta como a verdade
Que dita sem rodeios machuca
Nua e tão crua que a odeia
Razão pela qual a perturba
Razão da verdade que anseia
Resista até entregar assim
Mas a leve longe de mim
Suma daqui vá embora
Deixe a mentira lá fora
Volte sozinha, despida
Sem pudor, sem rancor
Volte e traga-me a vida
Devolva-me o meu calor
Recuso-me a ter um segundo
que não chegue a ser tão profundo
Nem mais ou menos rotundo
O melhor que há desse mundo
Lentes despedaçadas e cortes na mão
Corações partidos e sem direção
Amores deixados e perdidos em vão
Deixo-te procurar à vontade
Fique esperando a felicidade
Sinta suave a presença da bondade
Mesquinha e egoísta como a verdade
Que dita sem rodeios machuca
Nua e tão crua que a odeia
Razão pela qual a perturba
Razão da verdade que anseia
Resista até entregar assim
Mas a leve longe de mim
Suma daqui vá embora
Deixe a mentira lá fora
Volte sozinha, despida
Sem pudor, sem rancor
Volte e traga-me a vida
Devolva-me o meu calor
Recuso-me a ter um segundo
que não chegue a ser tão profundo
Nem mais ou menos rotundo
O melhor que há desse mundo
domingo, 26 de abril de 2009
Paraíso sem rosas
Nem sei por onde andava
Ou se ainda imaginava
O que há pouco me contara
Ou se apenas eu sonhara
Sonhei estar no paraíso
Onde apenas é preciso
Ser feliz junto contigo
E passar a eternidade
Sem julgar a humanidade
E nem perder esta vontade
De estar bem junto do meu bem
E só deixar a realidade
Tomar conta do meu ser
E ganhar do seu abraço
Todo carinho e enlaço
Que eu desejo de você
Não é loucura de querer
Mas é tortura não se ter
É torturante estar tão perto
Ao mesmo longe e tão deserto
Só de pensar estar ao lado
E não tocar, nem ser amado
Fazer amor imaginário
Trágico estar tão solitário
A ponto de deixar tudo ter fim
Sem qualquer rosa ou jasmim
E agonizante, louco assim
matar você dentro de mim.
Melhor voltar ao meu sorriso
No aconchegante paraíso
Tudo perfeito em detalhe
Cada delícia e entalhe
Criei perfeito pra caber
Somente a mim, e a você.
Ou se ainda imaginava
O que há pouco me contara
Ou se apenas eu sonhara
Sonhei estar no paraíso
Onde apenas é preciso
Ser feliz junto contigo
E passar a eternidade
Sem julgar a humanidade
E nem perder esta vontade
De estar bem junto do meu bem
E só deixar a realidade
Tomar conta do meu ser
E ganhar do seu abraço
Todo carinho e enlaço
Que eu desejo de você
Não é loucura de querer
Mas é tortura não se ter
É torturante estar tão perto
Ao mesmo longe e tão deserto
Só de pensar estar ao lado
E não tocar, nem ser amado
Fazer amor imaginário
Trágico estar tão solitário
A ponto de deixar tudo ter fim
Sem qualquer rosa ou jasmim
E agonizante, louco assim
matar você dentro de mim.
Melhor voltar ao meu sorriso
No aconchegante paraíso
Tudo perfeito em detalhe
Cada delícia e entalhe
Criei perfeito pra caber
Somente a mim, e a você.
Algo ruim? Mesmo?
E para quem se pergunta se pode ser assim:
Menos flores, menos cores e sentidos,
Facas afiadas e martelos no chão.
Veias estufadas e pão bolorento.
Peito inflado e garrucha na mão.
Remos quebrados e velas rasgadas.
Torpe embrulho e bucho vazio.
Venta branca e olheira profunda.
Então careço de contar um causo:
...
Tava tostado no calor desse solão,
Avisto um riacho ralo
Palo seco de coité na mão
Riacho fino, quase findo
Que nunca vi nesse sertão
Corro de vontade, aperriado
Mas depressa e ligeiro
Que bezerro desmamado
Aprochego bem pertinho
E entristeço rapidinho
Paro e dobro com o rajar de vento
Vejo desolado esse momento
O que era de matar a sede
E findar meu sofrimento
Foi-se embora agorinha
Na mijada dum cão sarnento
...
Então, naquele belo dia em você sai descalço, sem querer pisa em um chiclete cuspido ao chão... –Putz! – você diria... Mas pense direito: -Ainda bem que foi um chiclete...
Pois é... Nada está tão ruim que não possa piorar...
E tenho dito!
Menos flores, menos cores e sentidos,
Facas afiadas e martelos no chão.
Veias estufadas e pão bolorento.
Peito inflado e garrucha na mão.
Remos quebrados e velas rasgadas.
Torpe embrulho e bucho vazio.
Venta branca e olheira profunda.
Então careço de contar um causo:
...
Tava tostado no calor desse solão,
Avisto um riacho ralo
Palo seco de coité na mão
Riacho fino, quase findo
Que nunca vi nesse sertão
Corro de vontade, aperriado
Mas depressa e ligeiro
Que bezerro desmamado
Aprochego bem pertinho
E entristeço rapidinho
Paro e dobro com o rajar de vento
Vejo desolado esse momento
O que era de matar a sede
E findar meu sofrimento
Foi-se embora agorinha
Na mijada dum cão sarnento
...
Então, naquele belo dia em você sai descalço, sem querer pisa em um chiclete cuspido ao chão... –Putz! – você diria... Mas pense direito: -Ainda bem que foi um chiclete...
Pois é... Nada está tão ruim que não possa piorar...
E tenho dito!
sábado, 25 de abril de 2009
Contrato social
Pacto de amizade, código de ética, clima da boa vizinhança ou chame como quiser...
Refiro-me ao tal bom senso, ou ao “Contrato Social” que assumimos. Involuntariamente, conscientemente, formal ou informalmente, e até convenientemente.
O que seria do mundo se não houvesse a diplomacia?
Não estou falando de perdoar todo o mal que nos fazem. Longe disso.
Todos devem responder por seus atos. Todos que usam da bondade para tomar alguma vantagem, os que se aproveitam do próximo, e até dos nem tão próximos.
Quem faz o mal, quem tem o dolo, deve por ele responder, e até pagar. É o que dizem os códigos de nossa sociedade, não? Pois bem, é disso a que me refiro, dos códigos, das leis, da moral e dos bons costumes.
E o que é o bom costume? Os costumes das gerações mudam. O que era um “tabu” ontem, não mais o é hoje. E tampouco será amanhã, e os nossos “Contratos Sociais”?
Serão engavetados, expurgados, rasgados? As gerações futuras terão uma visão do que um dia já foram a moral, o amoral, os bons e maus costumes?
Esta é uma boa pergunta. E dá uma ótima discussão...
E tenho dito!
Refiro-me ao tal bom senso, ou ao “Contrato Social” que assumimos. Involuntariamente, conscientemente, formal ou informalmente, e até convenientemente.
O que seria do mundo se não houvesse a diplomacia?
Não estou falando de perdoar todo o mal que nos fazem. Longe disso.
Todos devem responder por seus atos. Todos que usam da bondade para tomar alguma vantagem, os que se aproveitam do próximo, e até dos nem tão próximos.
Quem faz o mal, quem tem o dolo, deve por ele responder, e até pagar. É o que dizem os códigos de nossa sociedade, não? Pois bem, é disso a que me refiro, dos códigos, das leis, da moral e dos bons costumes.
E o que é o bom costume? Os costumes das gerações mudam. O que era um “tabu” ontem, não mais o é hoje. E tampouco será amanhã, e os nossos “Contratos Sociais”?
Serão engavetados, expurgados, rasgados? As gerações futuras terão uma visão do que um dia já foram a moral, o amoral, os bons e maus costumes?
Esta é uma boa pergunta. E dá uma ótima discussão...
E tenho dito!
sexta-feira, 24 de abril de 2009
Saudade?
(by Renata Freire)
"Ah, Saudade!
Como explicá-la?
Como dizê-la?
Como expressá-la?
Piedade!
O meu coração nada sabe, além de senti-la.
Os momentos que se foram: os risos, os prantos, os amores e dessabores, os amigos que ficaram e os que partiram?
Não.
Estou perdida no labirinto ao qual me conduziu.
Meus pensamentos, sentidos e olhar... distantes...
Procurando alcançar algo que desconhece...
Nem sei...
Apenas sinto o gozo que terei ao chegar lá...
Sedenta...
Sei que todo meu corpo, toda minh'alma resplandecerá ao encontrar...
Meu rosto reluzirá...
Meus lábios sorrirão e cantarão jubilosamente...
Ah, felicidade infinda!
Entretanto guerreada... dia-a-dia...
Sei que esta será sua paga.
O que me importa?
Nem sequer sei se estou perto...
Neste caminho não há cronômetro, placas...
Somente o coração conduz... ao seu compasso...
Como posso eu - mera aprendiz da vida, neófita no amor e
Nas lições dos dias - sentir saudades do que não conheço,
Do que nunca vi,
Do que nunca tive,
Do que nunca toquei?
Mas desejo... ardentemente...
Como suspira um pássaro no deserto
Pelas fontes das águas...
Velo...
Anseio...
Pelo o quê?
Dize-me, tu, se o sabes!
Desconheço...
Aaaahhh, mas posso sentir...
Posso amar...
É o que me faz esperar...
É o que me faz prosseguir!"
Vitória/ES, 23 de abril de 2009. Às 16h59min.
quinta-feira, 23 de abril de 2009
Dinheiro do Santo
(Recebi por e-mail e achei muito interessante!)
Nosso sertão tem histórias
Que até o diabo duvida
De desventuras, de glórias,
De coisas da outra vida.
Essa que eu vou contar
Aconteceu num lugar
Pequenino,pobre e feio
Porém de gente decente
De cabra honesto e valente
Era Riacho do Meio.
Naquele tempo o distrito
Tinha uma igreja pequena
Para se cantar bendito
No mês que tinha novena
O povo todo acorria
Quando a igreja abria
E alguém o terço puxava
Outro levava um dinheiro
Para o santo milagreiro
E aos seus pés depositava.
Um frade tinha doado
À capela do distrito
Um santo muito afamado
Por nome São Benedito
O santo era poderoso
E logo ficou famoso
Porque mostrou muita raça
Quem rezava e lhe pedia
Nem bem da igreja saia
Jà tinha alcançado a graça.
Todo tipo de promessa
O povo vinha fazer
O santo mais que depressa
Não tardava em atender
Pedido de todo jeito
Pra se livrar de defeito,
Pro ano ser bom de inverno
Moça velha se casar
Ladrão deixar de roubar
E se livrar do inferno.
O santo logo ganhou
O titulo de padroeiro
O padre a missa rezou
Para o santo milagreiro
E o povo na capela
Reza, acendia vela
Depois cantava um bendito
Para o santo padroeiro
E não faltava dinheiro
Nos pés de São Benedito.
No ano quarenta e três
Teve uma seca infeliz
Choveu um quarto de mês
Dos sertões aos cariris
E Antonio Cabugé
Que inda hoje vivo è.
Sem ver mais nuvens no céu
E a lavoura perdida
Resolveu fazer partida
De Barra de São Miguel.
E foi procurar trabalho
Logo em Riacho do Meio
Arrumou um quebra-galho
Para fazer um esteio
E foi por ali ficando
Sempre,sempre trabalhando
Todo serviço enfrentava
Lutava a semana inteira
Quando era dia de feira
Umas cachaças tomava.
Antonio era um rapaz
Que lhes dizer eu preciso
Não era doido demais,
Nem tinha muito juízo
Mais era trabalhador
Honesto e respeitador
Todos lhe queriam bem
Era bem visto na rua
Tomava a cachaça sua
Sem fazer mal a ninguém.
Quem parte do cariri;
Um lugar que chove pouco
E vem parar por aqui
Só pode ser mesmo louco.
Pois se là è ruim que dobra
Aqui é pior e sobra
Padece da mesma falha
Pra quem vem de São Miguel
È sair do fogareu,
Pra entrar numa fornalha.
Antonio è feito dum talho
Que hoje não se usa mais
Não tem medo de trabalho
Mandou, pagou, ele faz
Sua palavra é um tiro
Até o ultimo suspiro
Sustenta a palavra dada
Mesmo ninguém nunca viu
De norte a sul do Brasil
Antonio com enrolada.
Antonio um dia tomou
Umas bicadas a mais
Porque ele misturou
Cana com vinho São Brás
Não era de embriagar-se
Mas sem que ele notasse
Perdeu o rumo dos astros
E fico na ocasião
Como se diz no sertão:
Fazendo dum pé, dois rastros.
Antonio então resolveu
Que queria outra bicada
Porem logo percebeu
Que no bolso, tinha nada
Ficou meio encabulado
Porque já tinha alisado
E não tinha uma ruela
Saiu andando sem norte
E por azar ou por sorte
Se viu dentro da capela.
Quando Antonio olhou de lado
Viu a imagem do santo
E ficou admirado
Quando também viu o tanto
De dinheiro velho e novo
Que era oferta do povo
Para o santo poderoso
Nisso Antonio levantou-se
Da imagem aproximou-se
E disse em tom respeitoso:
Boa tarde cidadão
Sô Antôio Cabugè
Moro perto do grotão
Trabaio pra João Coité
Recebo toda sumana
Quero tumar uma cana
Mas tô mei disprivinido
Percibi sua bondade
E tomei a liberdade
Di li fazer um pidido:
Da pru sinhô me arrumar
Do muito cobre que tem
Cinco minrés preu tumar
Uma ali no armazem?
Podi imprestar sem sobrosso
Que sabu despois do armoço
Assim que eu receber
O meu pequeno ordenado
Podi ficar sossegado
Que eu vem aqui lhe trazer.
Comigo não tem perigo
Do sinhô num receber
Pode escrever o que eu digo
Depois espere pra ver
Se eu tenho palavra ou não
Pois daqui pru Riachão
Meu nome é limpo na praça
E se o sinhô mim emprestar
Garanto de li pagar
Di sabu que vem num passa.
São Benedito ficou
Calado e indiferente
Ele consigo pensou:
Quem cala è por que consente.
Fico na ponta dos pés
Pegou os cinco minrés
Despediu-se gentilmente
Com o dinheiro emprestado
Entro no bar de Conrado
Tomou mais uma aguardente.
Tinha um guarda na capela
Rezando na sacristia
Escutou toda novela
Que Antonio ao santo dizia
E resolveu esperar
Se ele vinha pagar
Como tinha prometido
E depois achou por bem
Não contar nada a ninguém
Sobre o que tinha ocorrido.
Antonio voltou pra roça
Trabalhou feito um jumento
Sempre a noite na palhoça
Lembrava do juramento
E consigo ia pensando:
Eita, tá quage chegando
O dia do ordenado
Compru um sandaio prus pés
E levo os cinco minrés
Daquele homi educado.
Quando enfim chegou o dia
Que Antonio tinha marcado
Pegou a justa quantia
E partiu meio apressado
Quando foi na rua entrando
De longe foi avistando
Meio sem acreditar
Pois sim! era Cazuzinha
Seu irmão menor que vinha
Da Barra lhe visitar.
Se entreteram meia hora
Num constante blablablà
Antonio lhe disse: Agora
Fique aqui que eu volto jà
Vou acertar um negoço
Pois me esquecer eu não posso
E hoje é o dia certo
Depois da conta acertada
Nòs toma uma bicada
Ali no bar de Adaberto.
Quando ele ia saindo
O guarda se aproximou
Onde o senhor está indo?
Zangado lhe perguntou.
Deixe dessa veiaquisse
Não foi o senhor que disse
Que hoje pagava o santo
Pois pegue os cinco minrés
E va botar nos seus pés
Você sabe onde è o canto.
Quando Antonio aquilo ouviu
Ficou dispranaviado
Pra igreja se dirigiu
Sem responder ao soldado
A porta tava encostada
Deu lhe logo uma pesada
Foi tabua pra todo lado
Sem que ninguém lhe impedisse
Pegou o dinheiro e disse:
Toma ai cabra safado.
Por certo você pensava
Que eu não vinha lhe pagar
Me diga se precisava
Você o guarda mandar
Cobrar essa minxaria
Saiba que essa quantia
Para mim não vale nada
Comigo você foi raso
Eu inda tava no prazo
Você que fez paiaçada.
Ao ouvir o lambassé
O sacristão perguntou
O que è isso Cabugé,
Por que a porta quebrou?
Antonio lhe disse: nada!
Eu e esse camarada
Tamu acertando uns pendido
Fique fora da manobra
Se não o cacete sobra
Tambem pru seu pé do ruvido.
E partiu feito um leão
Pra cima de Benedito
Lhe agarrou o sacristão
Uma velha deu um grito
Juntou gente pra danado
O cacete foi pesado
Nâo ficou um banco em pé
Por mais gente que juntasse
Não tinha quem sigurasse
A fùria de Cabugé.
Quem chetava pra apartar
Um bufete recebia
Com raiva, pra se vingar
Com pancada respondia
E a briga ia aumentando
E sempre gente chegando
Homem, mulher e menino
Quebraram com uma vassoura
A caixa da difusoura
E toraram a corda do sino.
No meio da confusão
Quebraram a chapa de Noca
Acertaram um bufetão
Na filha de Zé de Doca
Depois rasgaram o vestido
De Zefa de zé cumprido
Inda hoje ela tem màgoa
Ligeira como um foguete
Pra se livrar do cacete
Saiu correndo de anagua.
E nisso banco voava
E na parede batia
Um deles quase acertava
Nossa Senhora da Guia
No meio da bagaceira
Um pedaço de cadeira
Acharam por bem jogà-lo
Mesmo em São Jorge, patrão
Que ficou sò o dragão
E um taco do cavalo.
Quebrou-se o confessionàrio
De um coice que Antonio deu
O pobre São Januàrio
De um golpe que recebeu
Começou a balançar
Não tendo onde se apoiar
Espatifou-se no chão
Jogaram um pau em Abreu
Tricou São Judas Tadeu
Quebrou São Sebastião.
Tinha uma imagem indefesa
De São José e Jesus
Jogaram um taco de mesa
Acertou logo na luz
Depois atingiu o santo
Foi caco pra todo canto
O fuzuê foi bonito
A santaiada quebrada
Sò quem não levou pancada
Foi mesmo São Benedito.
A bagunça se desfez
Quando a policia chegou
Todo mundo pro xadrez!
O delegado grisou.
Algemaram todo mundo
Somente José Raimundo
Filho de Nhô Nicolau
Invés de ir pra cadeia
Passou foi semana e meia
Na cama do Hospital.
Liberaram cabugé
Depois de alguns contatos
Porque nenhum um doido é
Responsàvel por seus atos
Liberaram todo mundo
Depois tambem Zé Raimundo
Teve alta do hospital
Riacho do Meio aos poucos
Apesar dos muitos loucos
Ia voltando ao normal.
Indireitaram a capela
Madaram imendar os santos
Bendito louvado seja!
Dizia o povo entre prantos
Sempre entoando bendito
Louvando São Benetito
Que do furdunço escapou
Jà tem outra imagem até
De Jesus e São José
No lugar da que quebrou.
O vigàrio novamente
Fez a inauguração
E disse:daqui pra frente
A pra prestar atenção
Quando quiserem brigar
Procurem outro lugar
Pra fazer esse serviço.
Vão bagunçar noutros cantos
Que aqui sobrou foi pros santos
Que não têm nada com isso.
Antonio voltou pra lida
Tocou a vida pra frente
Manerou com a bebida
Mas inda toma aguardente
Continua sem preguiça
Vez enquando vai à missa
Reza pra Santo Expedito,
São José do Ribamar
Mas, não quer nem escutar
O nome São Benedito.
Bràs Ivan,
Suiça, maio de 2007.
Nosso sertão tem histórias
Que até o diabo duvida
De desventuras, de glórias,
De coisas da outra vida.
Essa que eu vou contar
Aconteceu num lugar
Pequenino,pobre e feio
Porém de gente decente
De cabra honesto e valente
Era Riacho do Meio.
Naquele tempo o distrito
Tinha uma igreja pequena
Para se cantar bendito
No mês que tinha novena
O povo todo acorria
Quando a igreja abria
E alguém o terço puxava
Outro levava um dinheiro
Para o santo milagreiro
E aos seus pés depositava.
Um frade tinha doado
À capela do distrito
Um santo muito afamado
Por nome São Benedito
O santo era poderoso
E logo ficou famoso
Porque mostrou muita raça
Quem rezava e lhe pedia
Nem bem da igreja saia
Jà tinha alcançado a graça.
Todo tipo de promessa
O povo vinha fazer
O santo mais que depressa
Não tardava em atender
Pedido de todo jeito
Pra se livrar de defeito,
Pro ano ser bom de inverno
Moça velha se casar
Ladrão deixar de roubar
E se livrar do inferno.
O santo logo ganhou
O titulo de padroeiro
O padre a missa rezou
Para o santo milagreiro
E o povo na capela
Reza, acendia vela
Depois cantava um bendito
Para o santo padroeiro
E não faltava dinheiro
Nos pés de São Benedito.
No ano quarenta e três
Teve uma seca infeliz
Choveu um quarto de mês
Dos sertões aos cariris
E Antonio Cabugé
Que inda hoje vivo è.
Sem ver mais nuvens no céu
E a lavoura perdida
Resolveu fazer partida
De Barra de São Miguel.
E foi procurar trabalho
Logo em Riacho do Meio
Arrumou um quebra-galho
Para fazer um esteio
E foi por ali ficando
Sempre,sempre trabalhando
Todo serviço enfrentava
Lutava a semana inteira
Quando era dia de feira
Umas cachaças tomava.
Antonio era um rapaz
Que lhes dizer eu preciso
Não era doido demais,
Nem tinha muito juízo
Mais era trabalhador
Honesto e respeitador
Todos lhe queriam bem
Era bem visto na rua
Tomava a cachaça sua
Sem fazer mal a ninguém.
Quem parte do cariri;
Um lugar que chove pouco
E vem parar por aqui
Só pode ser mesmo louco.
Pois se là è ruim que dobra
Aqui é pior e sobra
Padece da mesma falha
Pra quem vem de São Miguel
È sair do fogareu,
Pra entrar numa fornalha.
Antonio è feito dum talho
Que hoje não se usa mais
Não tem medo de trabalho
Mandou, pagou, ele faz
Sua palavra é um tiro
Até o ultimo suspiro
Sustenta a palavra dada
Mesmo ninguém nunca viu
De norte a sul do Brasil
Antonio com enrolada.
Antonio um dia tomou
Umas bicadas a mais
Porque ele misturou
Cana com vinho São Brás
Não era de embriagar-se
Mas sem que ele notasse
Perdeu o rumo dos astros
E fico na ocasião
Como se diz no sertão:
Fazendo dum pé, dois rastros.
Antonio então resolveu
Que queria outra bicada
Porem logo percebeu
Que no bolso, tinha nada
Ficou meio encabulado
Porque já tinha alisado
E não tinha uma ruela
Saiu andando sem norte
E por azar ou por sorte
Se viu dentro da capela.
Quando Antonio olhou de lado
Viu a imagem do santo
E ficou admirado
Quando também viu o tanto
De dinheiro velho e novo
Que era oferta do povo
Para o santo poderoso
Nisso Antonio levantou-se
Da imagem aproximou-se
E disse em tom respeitoso:
Boa tarde cidadão
Sô Antôio Cabugè
Moro perto do grotão
Trabaio pra João Coité
Recebo toda sumana
Quero tumar uma cana
Mas tô mei disprivinido
Percibi sua bondade
E tomei a liberdade
Di li fazer um pidido:
Da pru sinhô me arrumar
Do muito cobre que tem
Cinco minrés preu tumar
Uma ali no armazem?
Podi imprestar sem sobrosso
Que sabu despois do armoço
Assim que eu receber
O meu pequeno ordenado
Podi ficar sossegado
Que eu vem aqui lhe trazer.
Comigo não tem perigo
Do sinhô num receber
Pode escrever o que eu digo
Depois espere pra ver
Se eu tenho palavra ou não
Pois daqui pru Riachão
Meu nome é limpo na praça
E se o sinhô mim emprestar
Garanto de li pagar
Di sabu que vem num passa.
São Benedito ficou
Calado e indiferente
Ele consigo pensou:
Quem cala è por que consente.
Fico na ponta dos pés
Pegou os cinco minrés
Despediu-se gentilmente
Com o dinheiro emprestado
Entro no bar de Conrado
Tomou mais uma aguardente.
Tinha um guarda na capela
Rezando na sacristia
Escutou toda novela
Que Antonio ao santo dizia
E resolveu esperar
Se ele vinha pagar
Como tinha prometido
E depois achou por bem
Não contar nada a ninguém
Sobre o que tinha ocorrido.
Antonio voltou pra roça
Trabalhou feito um jumento
Sempre a noite na palhoça
Lembrava do juramento
E consigo ia pensando:
Eita, tá quage chegando
O dia do ordenado
Compru um sandaio prus pés
E levo os cinco minrés
Daquele homi educado.
Quando enfim chegou o dia
Que Antonio tinha marcado
Pegou a justa quantia
E partiu meio apressado
Quando foi na rua entrando
De longe foi avistando
Meio sem acreditar
Pois sim! era Cazuzinha
Seu irmão menor que vinha
Da Barra lhe visitar.
Se entreteram meia hora
Num constante blablablà
Antonio lhe disse: Agora
Fique aqui que eu volto jà
Vou acertar um negoço
Pois me esquecer eu não posso
E hoje é o dia certo
Depois da conta acertada
Nòs toma uma bicada
Ali no bar de Adaberto.
Quando ele ia saindo
O guarda se aproximou
Onde o senhor está indo?
Zangado lhe perguntou.
Deixe dessa veiaquisse
Não foi o senhor que disse
Que hoje pagava o santo
Pois pegue os cinco minrés
E va botar nos seus pés
Você sabe onde è o canto.
Quando Antonio aquilo ouviu
Ficou dispranaviado
Pra igreja se dirigiu
Sem responder ao soldado
A porta tava encostada
Deu lhe logo uma pesada
Foi tabua pra todo lado
Sem que ninguém lhe impedisse
Pegou o dinheiro e disse:
Toma ai cabra safado.
Por certo você pensava
Que eu não vinha lhe pagar
Me diga se precisava
Você o guarda mandar
Cobrar essa minxaria
Saiba que essa quantia
Para mim não vale nada
Comigo você foi raso
Eu inda tava no prazo
Você que fez paiaçada.
Ao ouvir o lambassé
O sacristão perguntou
O que è isso Cabugé,
Por que a porta quebrou?
Antonio lhe disse: nada!
Eu e esse camarada
Tamu acertando uns pendido
Fique fora da manobra
Se não o cacete sobra
Tambem pru seu pé do ruvido.
E partiu feito um leão
Pra cima de Benedito
Lhe agarrou o sacristão
Uma velha deu um grito
Juntou gente pra danado
O cacete foi pesado
Nâo ficou um banco em pé
Por mais gente que juntasse
Não tinha quem sigurasse
A fùria de Cabugé.
Quem chetava pra apartar
Um bufete recebia
Com raiva, pra se vingar
Com pancada respondia
E a briga ia aumentando
E sempre gente chegando
Homem, mulher e menino
Quebraram com uma vassoura
A caixa da difusoura
E toraram a corda do sino.
No meio da confusão
Quebraram a chapa de Noca
Acertaram um bufetão
Na filha de Zé de Doca
Depois rasgaram o vestido
De Zefa de zé cumprido
Inda hoje ela tem màgoa
Ligeira como um foguete
Pra se livrar do cacete
Saiu correndo de anagua.
E nisso banco voava
E na parede batia
Um deles quase acertava
Nossa Senhora da Guia
No meio da bagaceira
Um pedaço de cadeira
Acharam por bem jogà-lo
Mesmo em São Jorge, patrão
Que ficou sò o dragão
E um taco do cavalo.
Quebrou-se o confessionàrio
De um coice que Antonio deu
O pobre São Januàrio
De um golpe que recebeu
Começou a balançar
Não tendo onde se apoiar
Espatifou-se no chão
Jogaram um pau em Abreu
Tricou São Judas Tadeu
Quebrou São Sebastião.
Tinha uma imagem indefesa
De São José e Jesus
Jogaram um taco de mesa
Acertou logo na luz
Depois atingiu o santo
Foi caco pra todo canto
O fuzuê foi bonito
A santaiada quebrada
Sò quem não levou pancada
Foi mesmo São Benedito.
A bagunça se desfez
Quando a policia chegou
Todo mundo pro xadrez!
O delegado grisou.
Algemaram todo mundo
Somente José Raimundo
Filho de Nhô Nicolau
Invés de ir pra cadeia
Passou foi semana e meia
Na cama do Hospital.
Liberaram cabugé
Depois de alguns contatos
Porque nenhum um doido é
Responsàvel por seus atos
Liberaram todo mundo
Depois tambem Zé Raimundo
Teve alta do hospital
Riacho do Meio aos poucos
Apesar dos muitos loucos
Ia voltando ao normal.
Indireitaram a capela
Madaram imendar os santos
Bendito louvado seja!
Dizia o povo entre prantos
Sempre entoando bendito
Louvando São Benetito
Que do furdunço escapou
Jà tem outra imagem até
De Jesus e São José
No lugar da que quebrou.
O vigàrio novamente
Fez a inauguração
E disse:daqui pra frente
A pra prestar atenção
Quando quiserem brigar
Procurem outro lugar
Pra fazer esse serviço.
Vão bagunçar noutros cantos
Que aqui sobrou foi pros santos
Que não têm nada com isso.
Antonio voltou pra lida
Tocou a vida pra frente
Manerou com a bebida
Mas inda toma aguardente
Continua sem preguiça
Vez enquando vai à missa
Reza pra Santo Expedito,
São José do Ribamar
Mas, não quer nem escutar
O nome São Benedito.
Bràs Ivan,
Suiça, maio de 2007.
quarta-feira, 22 de abril de 2009
Vista da ponte, de longe os montes...
" A ponte que me leva além dessa vida
Me concede um pouco de gentileza
Perdoa-me as falhas, dá-me a mão amiga
afaga-me e mostra-me toda a beleza
Jogo-me do alto, caindo em doce leveza
por mais que seja de fato antiga
Tão nova e sensata a mãe natureza
Os rios que deságuam além do olhar
mais longe que o longe que pode alcançar
Sem pressa, sem trégua e sem descansar
Porém mais depressa que se pode esperar
Quem nunca viu o dia amanhecer?
Quem vê todos os dias não pode esquecer.
Quem passa a noite em claro, e quem pode saber
Quem vê todas as noites, o dia escurecer.
Levado, obrigado, seja lá o que for
Noite adentro sem medo, sem pressa
E mordido de amor "
Fiz estes versos com o olhar de quem está de fora, mas para quem está buscando encontrar algo para agarrar-se, para segurar enquanto a correnteza o força a decidir.
Pois bem, o fiz para alguém. Fato. Que numa longa conversa mostrou indecisão, e pude confirmar que nem sempre são fáceis as decisões. Não são mesmo, nem para mim, nem para alguém, e nem para ninguém. As decisões foram feitas para serem tomadas, mas nem sempre serão fáceis, nem sempre serão difíceis, mas uma coisa é certa: Colocará um rumo em sua jornada. Tudo poderá mudar, tudo poderá deixar de estar. Ou melhor ainda, tudo deverá mudar.
Não sou, nem pretendo ser o dono da verdade, mas vivemos para isso... Aprender!
Se chegou a hora de tomar uma decisão, pense claramente. Pois é o sinal de que algo deve mudar.
E tenho dito!
Me concede um pouco de gentileza
Perdoa-me as falhas, dá-me a mão amiga
afaga-me e mostra-me toda a beleza
Jogo-me do alto, caindo em doce leveza
por mais que seja de fato antiga
Tão nova e sensata a mãe natureza
Os rios que deságuam além do olhar
mais longe que o longe que pode alcançar
Sem pressa, sem trégua e sem descansar
Porém mais depressa que se pode esperar
Quem nunca viu o dia amanhecer?
Quem vê todos os dias não pode esquecer.
Quem passa a noite em claro, e quem pode saber
Quem vê todas as noites, o dia escurecer.
Levado, obrigado, seja lá o que for
Noite adentro sem medo, sem pressa
E mordido de amor "
Fiz estes versos com o olhar de quem está de fora, mas para quem está buscando encontrar algo para agarrar-se, para segurar enquanto a correnteza o força a decidir.
Pois bem, o fiz para alguém. Fato. Que numa longa conversa mostrou indecisão, e pude confirmar que nem sempre são fáceis as decisões. Não são mesmo, nem para mim, nem para alguém, e nem para ninguém. As decisões foram feitas para serem tomadas, mas nem sempre serão fáceis, nem sempre serão difíceis, mas uma coisa é certa: Colocará um rumo em sua jornada. Tudo poderá mudar, tudo poderá deixar de estar. Ou melhor ainda, tudo deverá mudar.
Não sou, nem pretendo ser o dono da verdade, mas vivemos para isso... Aprender!
Se chegou a hora de tomar uma decisão, pense claramente. Pois é o sinal de que algo deve mudar.
E tenho dito!
O cabra da peste
A boca seca como o sertão
A mente feito um furacão
No peito forte como um tufão
Olhar com chamas de um vulcão
Remando contra toda a maré
Em solo ardente andando a pé
Encontrar a força de toda a fé
Que tudo seja como quiser
Sem salto, sem força, sem brilho
Com garra, com dor e desatino
Corpo cansado, corpo ferido
E coração de um menino
Encontrar abrigo aonde não tinha
Deitar-se ao colo de menina
Sorriso aberto enquanto caminha
Trazendo o olhar que ainda não tinha
Descalço, em farrapos, agoniza
A febre o impede de sentir a brisa
Moringa seca. Desveste a camisa
Longe da água que muito precisa
Sem esmorecer, com afinco caminha
O sol que a pino sem dó desafia
Jamais desistir ou deixar de lutar.
O cabra é valente e pra sempre será.
A mente feito um furacão
No peito forte como um tufão
Olhar com chamas de um vulcão
Remando contra toda a maré
Em solo ardente andando a pé
Encontrar a força de toda a fé
Que tudo seja como quiser
Sem salto, sem força, sem brilho
Com garra, com dor e desatino
Corpo cansado, corpo ferido
E coração de um menino
Encontrar abrigo aonde não tinha
Deitar-se ao colo de menina
Sorriso aberto enquanto caminha
Trazendo o olhar que ainda não tinha
Descalço, em farrapos, agoniza
A febre o impede de sentir a brisa
Moringa seca. Desveste a camisa
Longe da água que muito precisa
Sem esmorecer, com afinco caminha
O sol que a pino sem dó desafia
Jamais desistir ou deixar de lutar.
O cabra é valente e pra sempre será.
Passa o que passará
As horas que anunciam o alvorecer se aproximam
Deixando passar tudo o que acabara de acontecer
Tudo o que ficara para trás. E agora?
Agora, só na lembrança ficarão esses momentos
Agora, só no intimo ficarão os pensamentos
Vagos, soturnos. Derradeiros e noturnos
Memórias vão e vem... Os momentos, também
As pessoas vêm, e vão. Por vezes ficam por vezes não.
Tudo passa. O que não passou, passará.
As feridas saram. Se ainda sangra, curará.
Do que tem pressa o milagre esperará
Todo o tempo do mundo que ainda virá
Deixando passar tudo o que acabara de acontecer
Tudo o que ficara para trás. E agora?
Agora, só na lembrança ficarão esses momentos
Agora, só no intimo ficarão os pensamentos
Vagos, soturnos. Derradeiros e noturnos
Memórias vão e vem... Os momentos, também
As pessoas vêm, e vão. Por vezes ficam por vezes não.
Tudo passa. O que não passou, passará.
As feridas saram. Se ainda sangra, curará.
Do que tem pressa o milagre esperará
Todo o tempo do mundo que ainda virá
terça-feira, 21 de abril de 2009
Be free to love
(This is other song)
I have good reasons for transmit happiness
I have good reasons for love this life
I have good reasons for want to love
I have good reasons for change the world
I have a choices, I have one love
I can changes, I can breath
We can be together
We can to be free
We can to in love
The our happiness... Don't wait
The worst for our eyes is fear
And don't are wrong any desire
Nor not it is wrong be happy
Walking in your desires
To be everything in secretly
And learn with what passed
I am also do it
Even in my mind
I have good reasons for transmit happiness
I have good reasons for love this life
I have good reasons for want to love
I have good reasons for change the world
I have a choices, I have one love
I can changes, I can breath
We can be together
We can to be free
We can to in love
The our happiness... Don't wait
The worst for our eyes is fear
And don't are wrong any desire
Nor not it is wrong be happy
Walking in your desires
To be everything in secretly
And learn with what passed
I am also do it
Even in my mind
segunda-feira, 20 de abril de 2009
Just trying again
my heart is cold
my head in loud
don't care, don't move
just like this! then above
in my hands, where in flames
you dropped your honey
I am in a jungle
I am lost, and this is ugly
while you wait the your sun
I just try to forget my sky
No chance, no choice
more things, more voices.
I can, but I don't know
I don't believe, but I want to believe
then, just don't worry about this
Just try to live
While I write this words, I only remeber in our dreams...
old dreams, for old peoples.
my head in loud
don't care, don't move
just like this! then above
in my hands, where in flames
you dropped your honey
I am in a jungle
I am lost, and this is ugly
while you wait the your sun
I just try to forget my sky
No chance, no choice
more things, more voices.
I can, but I don't know
I don't believe, but I want to believe
then, just don't worry about this
Just try to live
While I write this words, I only remeber in our dreams...
old dreams, for old peoples.
quinta-feira, 16 de abril de 2009
Entre aí!
Como um diamante que precisa lapidação.
Conheça seu interior, entre em seu coração.
Descubra o que existe por dentro;
Navegue em seu próprio sentimento.
Perceba tudo de bom que existe;
Coloque a alegria, remova o que é triste.
Note que é muito melhor ter amigos;
Pois não se cultivam inimigos.
O que vem do bem te faz melhor;
Mesmo que tudo possa ficar pior.
Sorriso largado é amor cultivado;
Melhor ainda é um beijo roubado.
Retribuir o rancor com a gentileza;
É como apreciar a mãe natureza.
Que após toda a noite escura;
Reluz o dia com sol e ternura.
O muito obrigado não vai te custar;
Mas recompensa quem quis lhe agradar.
O bem verdadeiro, vem do coração,
Não se faz apenas por obrigação.
E tenho dito!
Conheça seu interior, entre em seu coração.
Descubra o que existe por dentro;
Navegue em seu próprio sentimento.
Perceba tudo de bom que existe;
Coloque a alegria, remova o que é triste.
Note que é muito melhor ter amigos;
Pois não se cultivam inimigos.
O que vem do bem te faz melhor;
Mesmo que tudo possa ficar pior.
Sorriso largado é amor cultivado;
Melhor ainda é um beijo roubado.
Retribuir o rancor com a gentileza;
É como apreciar a mãe natureza.
Que após toda a noite escura;
Reluz o dia com sol e ternura.
O muito obrigado não vai te custar;
Mas recompensa quem quis lhe agradar.
O bem verdadeiro, vem do coração,
Não se faz apenas por obrigação.
E tenho dito!
Deixando levar
Amargo, o fel da vontade ao chegar
Felino, sorrateiro em seu andar
Perigo, inocente busca de amar
Salgado, engolir a sede de tocar
Nervoso, maltrata e faz delirar
Repentino, latentes versos no olhar
Jocoso, matreiro sorriso a brindar
Ainda faceiro, nem mais sorrateiro.
Orgulho infante, desejo matreiro.
Efusivo tremor, senil, lisonjeiro...
Árdua batalha de sentidos
De querer o ambíguo
Sem estar, ou deixar
Nem partir, nem ficar
Apenas duvidar.
Não deixar afastar o rubor desta face
Contenedor de querer, em mero disfarce.
Que esconde, aparta o mel do enlace.
Condensa e deságua antes que se devasse.
Felino, sorrateiro em seu andar
Perigo, inocente busca de amar
Salgado, engolir a sede de tocar
Nervoso, maltrata e faz delirar
Repentino, latentes versos no olhar
Jocoso, matreiro sorriso a brindar
Ainda faceiro, nem mais sorrateiro.
Orgulho infante, desejo matreiro.
Efusivo tremor, senil, lisonjeiro...
Árdua batalha de sentidos
De querer o ambíguo
Sem estar, ou deixar
Nem partir, nem ficar
Apenas duvidar.
Não deixar afastar o rubor desta face
Contenedor de querer, em mero disfarce.
Que esconde, aparta o mel do enlace.
Condensa e deságua antes que se devasse.
Sem saber... Assim...
E como o vagar das horas que hesitam em passar
Descubro o clamor de meus olhos pela fúria inebriante
E ainda maior o gosto que sinto em meu paladar
Desvendo a presença que se faz constante
Aloca-se em minh’alma, e faz-se notar
Revolvendo meu ser e fazendo-me delirante
Atravessando meu corpo, fixando meu olhar
Arrepia-me, desarranja-me e faz-se pulsante.
E de poucas palavras, sinto-me assim
Divagando, sem querer ou saber de mim.
Descubro o clamor de meus olhos pela fúria inebriante
E ainda maior o gosto que sinto em meu paladar
Desvendo a presença que se faz constante
Aloca-se em minh’alma, e faz-se notar
Revolvendo meu ser e fazendo-me delirante
Atravessando meu corpo, fixando meu olhar
Arrepia-me, desarranja-me e faz-se pulsante.
E de poucas palavras, sinto-me assim
Divagando, sem querer ou saber de mim.
terça-feira, 14 de abril de 2009
Sonhando acordado
Chuva rala que rega meu jardim,
Molha, e refresca meu caminho
Deixa-me sentindo entorpecido
Cheiro de terra molhada, que arrepia,
Cobre-me de desejos e vontades.
Molhado, e sonolento
Sem pudor e violento
Que invade o meu ser
E me deixa atordoado
Com vontade de você.
Fecho os olhos e disparo,
Sem querer saber do tempo
Nem dos dias quem me faltam
Ou da seca que me amarga.
Prolixamente, instantaneamente,
Derrepentemente, tudo vem a minha mente.
E me deixa tão contente,
Mas ao mesmo tão carente,
Com vontade de te ver.
Como um raio, elétrico, disparado
Sem rumo, e direcionado,
Atarefado, e ocioso,
Tirando um sono gostoso,
acordado pensando em ti.
Melindroso, tento dormir
Ansioso ao imaginar
As horas que estão por vir.
Molha, e refresca meu caminho
Deixa-me sentindo entorpecido
Cheiro de terra molhada, que arrepia,
Cobre-me de desejos e vontades.
Molhado, e sonolento
Sem pudor e violento
Que invade o meu ser
E me deixa atordoado
Com vontade de você.
Fecho os olhos e disparo,
Sem querer saber do tempo
Nem dos dias quem me faltam
Ou da seca que me amarga.
Prolixamente, instantaneamente,
Derrepentemente, tudo vem a minha mente.
E me deixa tão contente,
Mas ao mesmo tão carente,
Com vontade de te ver.
Como um raio, elétrico, disparado
Sem rumo, e direcionado,
Atarefado, e ocioso,
Tirando um sono gostoso,
acordado pensando em ti.
Melindroso, tento dormir
Ansioso ao imaginar
As horas que estão por vir.
Frase do dia
Agora vou me dedicar 100% ao meu trabalho
(20% na segunda-feira, 19% na terça, 31% na quarta, 29% na quinta e 1% na sexta)
(20% na segunda-feira, 19% na terça, 31% na quarta, 29% na quinta e 1% na sexta)
domingo, 12 de abril de 2009
Vamos Jejuar
É domingo, é páscoa!
Fim da semana santa, semana de jejuar de algumas coisas, e festejar outras.
E quem parou para pensar em aproveitar e começar um jejum? E Algumas festas?
Jejuar de julgar os outros e festejar porque Deus habita neles;
Jejuar de fixarmo-nos sempre nas diferenças e fazer festa por aquilo que nos une na vida;
Jejuar das trevas das tristezas e celebrar a luz da alegria;
Jejuar de pensamentos e palavras doentias e alegrarmo-nos com palavras carinhosas e edificantes;
Jejuar de desilusões e festejar a gratidão;
Jejuar do ódio e festejar o perdão e a paciência santificadora;
Jejuar de pessimismos e viver a vida com otimismo, como uma festa contínua;
Jejuar de preocupações, queixas e egoísmos e festejar a esperança e a Divina Providência;
Jejuar de pressas e angústias e fazer festa em oração contínua à Verdade eterna.
Que tal?
Fim da semana santa, semana de jejuar de algumas coisas, e festejar outras.
E quem parou para pensar em aproveitar e começar um jejum? E Algumas festas?
Jejuar de julgar os outros e festejar porque Deus habita neles;
Jejuar de fixarmo-nos sempre nas diferenças e fazer festa por aquilo que nos une na vida;
Jejuar das trevas das tristezas e celebrar a luz da alegria;
Jejuar de pensamentos e palavras doentias e alegrarmo-nos com palavras carinhosas e edificantes;
Jejuar de desilusões e festejar a gratidão;
Jejuar do ódio e festejar o perdão e a paciência santificadora;
Jejuar de pessimismos e viver a vida com otimismo, como uma festa contínua;
Jejuar de preocupações, queixas e egoísmos e festejar a esperança e a Divina Providência;
Jejuar de pressas e angústias e fazer festa em oração contínua à Verdade eterna.
Que tal?
sábado, 11 de abril de 2009
Para rir um pouco...
Motoqueiro a 140 km/h numa estrada.
De repente deu de encontro com um passarinho e não conseguiu esquivar e
POFT!!! Pelo retrovisor, o cara ainda viu o bichinho dando várias piruetas no
asfalto até ficar estendido.
Não contendo o remorso ecológico,ele parou a moto e voltou para socorrer o
bichinho.
O passarinho estava lá, inconsciente, quase morto.
Era tal a angústia do motoqueiro que ele recolheu a pequena ave, levou-a ao
veterinário, foi tratada e medicada, comprou uma gaiolinha e a levou para
casa, tendo o cuidado de deixar um pouquinho de pão e água para o
acidentado.
No dia seguinte, o passarinho recupera a consciência.
Ao despertar, vendo-se preso, cercado por grades, com o pedaço de pão e a
vasilha de água no canto, o bicho põe as asas na cabeca e grita:
PUTA QUE PARIU! MATEI O MOTOQUEIRO!!!
De repente deu de encontro com um passarinho e não conseguiu esquivar e
POFT!!! Pelo retrovisor, o cara ainda viu o bichinho dando várias piruetas no
asfalto até ficar estendido.
Não contendo o remorso ecológico,ele parou a moto e voltou para socorrer o
bichinho.
O passarinho estava lá, inconsciente, quase morto.
Era tal a angústia do motoqueiro que ele recolheu a pequena ave, levou-a ao
veterinário, foi tratada e medicada, comprou uma gaiolinha e a levou para
casa, tendo o cuidado de deixar um pouquinho de pão e água para o
acidentado.
No dia seguinte, o passarinho recupera a consciência.
Ao despertar, vendo-se preso, cercado por grades, com o pedaço de pão e a
vasilha de água no canto, o bicho põe as asas na cabeca e grita:
PUTA QUE PARIU! MATEI O MOTOQUEIRO!!!
Nem tudo, e ainda assim, todos.
Nem todos os sentimentos serão nobres,
de compaixão,nem de paz,de solidariedade,
justiça,clamor,ódio,perdão,
vingança,amor e paixão...
Mas todos serão sentidos.
Nem todos os seus atos serão escritos,
Os carinhos, os tapas, afogos, os beijos, trabalhos, deveres, diversões,
os porres, as festas, os bons e os maus momentos.
Mas todos serão primordiais para imprimir sua história.
de compaixão,nem de paz,de solidariedade,
justiça,clamor,ódio,perdão,
vingança,amor e paixão...
Mas todos serão sentidos.
Nem todos os seus atos serão escritos,
Os carinhos, os tapas, afogos, os beijos, trabalhos, deveres, diversões,
os porres, as festas, os bons e os maus momentos.
Mas todos serão primordiais para imprimir sua história.
quinta-feira, 9 de abril de 2009
A Fera
Por querer sempre mais
E viver sempre mais
Sem temer e que faz
e nem voltar atrás
Pode ser sem perdão
Machucar um coração
e nem olhar a ferida
ou amar nessa vida.
Ser forte o bastante para perdoar
ter força de sobra e voltar a olhar
levantar a cabeça e voltar a andar
Gritar o bastante para o mundo escutar
Ser! Desse jeito
Com todos os defeitos
com todas as derrotas
com todas as vitórias
com todas as forças.
E nunca desistir
Ou deixar de sorrir
Nem deixar de sonhar.
Ser a fera ferida
Que desfere a mordida
e rebate a batida
Sem deixar abater.
Nem deixar de tentar!
E viver sempre mais
Sem temer e que faz
e nem voltar atrás
Pode ser sem perdão
Machucar um coração
e nem olhar a ferida
ou amar nessa vida.
Ser forte o bastante para perdoar
ter força de sobra e voltar a olhar
levantar a cabeça e voltar a andar
Gritar o bastante para o mundo escutar
Ser! Desse jeito
Com todos os defeitos
com todas as derrotas
com todas as vitórias
com todas as forças.
E nunca desistir
Ou deixar de sorrir
Nem deixar de sonhar.
Ser a fera ferida
Que desfere a mordida
e rebate a batida
Sem deixar abater.
Nem deixar de tentar!
Riscos? E daí?
Pode ser...
Sou louco o bastante para gostar disso!
Pode ser...
Sou louco o bastante para correr riscos!
Pode ser...
Tenho tanto a viver e ainda gostar disso!
Pode ser...
Tenho muito a ganhar por correr riscos!
Corro... Estrago tudo, e tento consertar.
Ando... Tento novamente, e volto a estragar...
Paro... Mais uma vez, e volto aonde quero chegar.
Então, Disparo! E jamais deixarei de tentar.
Todos os riscos valem à pena quando chegar.
Será a boa vantagem que irei contar.
Colher os louros desta vitória suada...
No Universo sem fim do final desta estrada.
E tenho dito!
Sou louco o bastante para gostar disso!
Pode ser...
Sou louco o bastante para correr riscos!
Pode ser...
Tenho tanto a viver e ainda gostar disso!
Pode ser...
Tenho muito a ganhar por correr riscos!
Corro... Estrago tudo, e tento consertar.
Ando... Tento novamente, e volto a estragar...
Paro... Mais uma vez, e volto aonde quero chegar.
Então, Disparo! E jamais deixarei de tentar.
Todos os riscos valem à pena quando chegar.
Será a boa vantagem que irei contar.
Colher os louros desta vitória suada...
No Universo sem fim do final desta estrada.
E tenho dito!
quarta-feira, 8 de abril de 2009
Da série: Posta Raul!
Eu devia estar alegre e satisfeito, por morar em Ipanema, depois de ter passado fome por dois anos aqui, na cidade maravilhosa(...)
(...)
Eu não posso entender tanta gente aceitando a mentira
De que os sonhos desfazem aquilo que o padre falou
Porque quando eu jurei meu amor eu traí a mim mesmo
Hoje eu sei que ninguém nesse mundo é feliz tendo amado uma vez
(...)
Eu é que não me sento no trono de um apartamento com a boca escancarada
e cheia de dentes, esperando a morte chegar
(...)
Eu não posso entender tanta gente aceitando a mentira
De que os sonhos desfazem aquilo que o padre falou
Porque quando eu jurei meu amor eu traí a mim mesmo
Hoje eu sei que ninguém nesse mundo é feliz tendo amado uma vez
(...)
Eu é que não me sento no trono de um apartamento com a boca escancarada
e cheia de dentes, esperando a morte chegar
O que você faria? (s1.e1)
O que você pensou em fazer hoje?
Levantar, cumprir algumas tarefas cotidianas... Talvez até algo que está atrasado há algum tempo.
Bem lembrado: -Faz tempo!
Tempo esse que não tem mais, não é? Tempo que passa tão depressa que perdemos a noção do dia de hoje, qual é a data mesmo?
Pois é o dia de fazer tudo que falta. Tudo o que puder fazer hoje.
-Mas, e se não der? E se ficar algo para amanha?
Bom, o amanhã a quem pertence? Pertence a quem estiver por aqui, quem estiver por vir, quem puder existir, e vivendo. Aproveitando, refazendo, revivendo, e inventando.
E se hoje fosse o último dia? O que você faria?
Levantar, cumprir algumas tarefas cotidianas... Talvez até algo que está atrasado há algum tempo.
Bem lembrado: -Faz tempo!
Tempo esse que não tem mais, não é? Tempo que passa tão depressa que perdemos a noção do dia de hoje, qual é a data mesmo?
Pois é o dia de fazer tudo que falta. Tudo o que puder fazer hoje.
-Mas, e se não der? E se ficar algo para amanha?
Bom, o amanhã a quem pertence? Pertence a quem estiver por aqui, quem estiver por vir, quem puder existir, e vivendo. Aproveitando, refazendo, revivendo, e inventando.
E se hoje fosse o último dia? O que você faria?
terça-feira, 7 de abril de 2009
O cara da Informática
(Desconheço o autor, mas é bem parecido com a realidade... he he he)
Três amigos se encontram, durante um almoço…
- O que você está fazendo na vida, João (ex-executivo da Pirelli)?
- Bem… eu montei uma recauchutadora de pneus. Não tem aquela estrutura e organização que havia quando eu trabalhava na Pirelli mas vai indo muito bem…
- E você, José (ex-gerente de vendas da Shell)?
- Eu montei um posto de gasolina. Evidentemente também não tenho a estrutura e a organização do tempo que eu trabalhava na Shell, mas estou progredindo…
- E você Orlando (ex-Gerente Executivo de Informática de uma grande empresa)?
- Eu montei um puteiro.
- Um puteiro ???
- É, um puteiro! É claro que não é aquela zona toda da Informática, mas já tá dando algum lucro…
Segue o motivo:
O que é trabalhar com Informática:
Você trabalha em horários estranhos (que nem as putas).
Te pagam para fazer o cliente feliz (que nem as putas).
Seu trabalho vai sempre além do expediente (que nem as putas).
Você é mais produtivo à noite (que nem as putas).
Você é recompensado por realizar as idéias mais absurdas do cliente (que nem as putas).
Seus amigos se distanciam de você e você só anda com outros iguais a você (que nem as putas).
Quando você vai ao encontro do cliente você precisa estar apresentável (que nem as putas),
Mas quando você volta parece que saiu do inferno (que nem as putas).
O cliente sempre quer pagar menos e quer que você faça maravilhas (que nem as putas).
Quando te perguntam em que você trabalha você tem dificuldade para explicar (que nem as putas ).
Se as coisas dão errado é sempre culpa sua (que nem as putas).
Todo dia você acorda e diz: NÃO VOU PASSAR O RESTO DOS MEUS DIAS FAZENDO ISSO (que nem as putas)
Três amigos se encontram, durante um almoço…
- O que você está fazendo na vida, João (ex-executivo da Pirelli)?
- Bem… eu montei uma recauchutadora de pneus. Não tem aquela estrutura e organização que havia quando eu trabalhava na Pirelli mas vai indo muito bem…
- E você, José (ex-gerente de vendas da Shell)?
- Eu montei um posto de gasolina. Evidentemente também não tenho a estrutura e a organização do tempo que eu trabalhava na Shell, mas estou progredindo…
- E você Orlando (ex-Gerente Executivo de Informática de uma grande empresa)?
- Eu montei um puteiro.
- Um puteiro ???
- É, um puteiro! É claro que não é aquela zona toda da Informática, mas já tá dando algum lucro…
Segue o motivo:
O que é trabalhar com Informática:
Você trabalha em horários estranhos (que nem as putas).
Te pagam para fazer o cliente feliz (que nem as putas).
Seu trabalho vai sempre além do expediente (que nem as putas).
Você é mais produtivo à noite (que nem as putas).
Você é recompensado por realizar as idéias mais absurdas do cliente (que nem as putas).
Seus amigos se distanciam de você e você só anda com outros iguais a você (que nem as putas).
Quando você vai ao encontro do cliente você precisa estar apresentável (que nem as putas),
Mas quando você volta parece que saiu do inferno (que nem as putas).
O cliente sempre quer pagar menos e quer que você faça maravilhas (que nem as putas).
Quando te perguntam em que você trabalha você tem dificuldade para explicar (que nem as putas ).
Se as coisas dão errado é sempre culpa sua (que nem as putas).
Todo dia você acorda e diz: NÃO VOU PASSAR O RESTO DOS MEUS DIAS FAZENDO ISSO (que nem as putas)
sábado, 4 de abril de 2009
Embalada do louco - Em uma outra canção
E sem noção da hora, continuo aqui
Não vejo passar o tempo
Nem sei o quanto perdi
Sem explicações, sem mais promessas
Deixaria horas a mais
Se eu tentasse eu poderia até voltar atrás
Logo existo, e nem sei o que fazer
Vou buscar horas perdidas
Rodeadas de prazer
Vou trazer todas as estrelas
E perder batalhas vencidas
Juntar a lua e o sol
Numa só canção de ninar
Fazer clara esta noite
Para nunca terminar
Deixaria até meu vício
Tomar conta de tudo
E quero outra dose
A maior dose do mundo
Só sei que eu sou louco, baby
Perco o juízo por você
Só sei que sou louco, baby
Eu sempre quero perder
Só sei que sou louco, baby
(Eu estou muito louco, yeah...)
Vou voltar ao meu hospício
E trancar todas as portas
Prisioneiro desse vício
Preciso jogar a chave fora
Esquecer do resto mundo
E mandar a razão embora
Só sei que eu sou louco, baby
Pirado, sem você
Só sei que eu sou louco, baby
(Doido varrido, baby)
E maluco pra te ver
Não vejo passar o tempo
Nem sei o quanto perdi
Sem explicações, sem mais promessas
Deixaria horas a mais
Se eu tentasse eu poderia até voltar atrás
Logo existo, e nem sei o que fazer
Vou buscar horas perdidas
Rodeadas de prazer
Vou trazer todas as estrelas
E perder batalhas vencidas
Juntar a lua e o sol
Numa só canção de ninar
Fazer clara esta noite
Para nunca terminar
Deixaria até meu vício
Tomar conta de tudo
E quero outra dose
A maior dose do mundo
Só sei que eu sou louco, baby
Perco o juízo por você
Só sei que sou louco, baby
Eu sempre quero perder
Só sei que sou louco, baby
(Eu estou muito louco, yeah...)
Vou voltar ao meu hospício
E trancar todas as portas
Prisioneiro desse vício
Preciso jogar a chave fora
Esquecer do resto mundo
E mandar a razão embora
Só sei que eu sou louco, baby
Pirado, sem você
Só sei que eu sou louco, baby
(Doido varrido, baby)
E maluco pra te ver
sexta-feira, 3 de abril de 2009
Doa a quem doar, a canção de amar.
Dentre tantas coisas que a vida nos dá
Alguma deve ser especial
ao menos ter sabor de quero mais
Deixa um gosto na boca , perfeito
doce, amargo, melado, sem sal...
Deixa marcas, lembranças
Sonhos, desejo e esperança
de que em breve vai voltar.
Sem sentido, e em todos os sentidos
Todos irão ao menos uma vez experimentar
Deixar-se levar, como as ondas no mar
Fazer-se suave, e leve, como o ar
Pois é a única coisa que podemos doar,
sem querer de volta,
sem ter, sem precisar.
É simples, como apenas respirar:
É o dom de amar.
Alguma deve ser especial
ao menos ter sabor de quero mais
Deixa um gosto na boca , perfeito
doce, amargo, melado, sem sal...
Deixa marcas, lembranças
Sonhos, desejo e esperança
de que em breve vai voltar.
Sem sentido, e em todos os sentidos
Todos irão ao menos uma vez experimentar
Deixar-se levar, como as ondas no mar
Fazer-se suave, e leve, como o ar
Pois é a única coisa que podemos doar,
sem querer de volta,
sem ter, sem precisar.
É simples, como apenas respirar:
É o dom de amar.
quinta-feira, 2 de abril de 2009
Nossos heróis
(Co-autora por sugestão e inspiração: Renata Freire)
O que é tão lindo, e tão puro quanto o sorriso de uma criança ao ver seus pais chegarem cansados após um dia de trabalho?
E quanta coisa para contar, foi um longo dia, na escola, com os amiguinhos, em casa...
Nada é mais mágico do que vê-los sorrir, pegar seus chinelos e aconchegar-se no sofá. Deitar em seu colo até pegar no sono, ir para cama no colo e ganhar um beijo de boa noite.
-Ah, meus heróis! Imbatíveis, destemidos, e que nunca fraquejam. -Assim quero ser quando crescer
E assim os filhos crescem e aparecem, e mudam. E vão, e ficam. E se mudam, e mudam de comportamento, e mudam de rosto, e nascem barbas, e aumentam seios, e trocam de medos e anseios. E Virão conversar, e discordar, e ter carinho e brigar. Pedir dinheiro, pedir conselhos, dar conselhos e sofrer por amar.
E assim o tempo vai passar, a maturidade virá... E quem ontem aprendeu a ler, acabara de se formar.
Continuar o ciclo da vida, e fazer o mundo girar, ver aquela semente, que outrora semeara, que germinara e crescera... Agora frutificar.
E mudam-se os lados, e tornaram-se emotivos e frágeis os heróis, e as rugas que vieram trazendo toda essa sabedoria, toda a experiência, dá lugar a fragilidade humana, que torna ainda mais especial essa vida. Que dá o doce sabor de aproveitar cada dia, cada minuto com a intensidade que só os verdadeiros heróis podem contar.
E quando notar-se, recebendo cuidados, broncas e conselhos, parece que novos sentimentos brotaram. Agora se vê que nossos heróis mudaram. E mais que heróis, ídolos se tornaram. E os pequenos frutos do amor, novos heróis se tornaram.
-Esse é meu herói!
O que é tão lindo, e tão puro quanto o sorriso de uma criança ao ver seus pais chegarem cansados após um dia de trabalho?
E quanta coisa para contar, foi um longo dia, na escola, com os amiguinhos, em casa...
Nada é mais mágico do que vê-los sorrir, pegar seus chinelos e aconchegar-se no sofá. Deitar em seu colo até pegar no sono, ir para cama no colo e ganhar um beijo de boa noite.
-Ah, meus heróis! Imbatíveis, destemidos, e que nunca fraquejam. -Assim quero ser quando crescer
E assim os filhos crescem e aparecem, e mudam. E vão, e ficam. E se mudam, e mudam de comportamento, e mudam de rosto, e nascem barbas, e aumentam seios, e trocam de medos e anseios. E Virão conversar, e discordar, e ter carinho e brigar. Pedir dinheiro, pedir conselhos, dar conselhos e sofrer por amar.
E assim o tempo vai passar, a maturidade virá... E quem ontem aprendeu a ler, acabara de se formar.
Continuar o ciclo da vida, e fazer o mundo girar, ver aquela semente, que outrora semeara, que germinara e crescera... Agora frutificar.
E mudam-se os lados, e tornaram-se emotivos e frágeis os heróis, e as rugas que vieram trazendo toda essa sabedoria, toda a experiência, dá lugar a fragilidade humana, que torna ainda mais especial essa vida. Que dá o doce sabor de aproveitar cada dia, cada minuto com a intensidade que só os verdadeiros heróis podem contar.
E quando notar-se, recebendo cuidados, broncas e conselhos, parece que novos sentimentos brotaram. Agora se vê que nossos heróis mudaram. E mais que heróis, ídolos se tornaram. E os pequenos frutos do amor, novos heróis se tornaram.
-Esse é meu herói!
quarta-feira, 1 de abril de 2009
Frase do dia
(autor desconhecido)
Às vezes você chora e ninguém vê as suas lágrimas ...
Às vezes você se entristece e ninguém percebe o seu abatimento.. .
Às vezes você sorri e ninguém repara na beleza do seu sorriso...
Agora ...PEIDA. .pra ver....
Às vezes você chora e ninguém vê as suas lágrimas ...
Às vezes você se entristece e ninguém percebe o seu abatimento.. .
Às vezes você sorri e ninguém repara na beleza do seu sorriso...
Agora ...PEIDA. .pra ver....
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