quarta-feira, 30 de dezembro de 2009

... Nem um segundo...




Quanto tempo imaginara;
sentir...
Olhar cada luar,
sequer precisar de razão;
e sorrir...





Ter a razão de qualquer motivo
Ser a razão de um mero sorriso
Ter mais que nada que faça ver
Ser tudo o mais que o amanhecer

Querer olhar... Só velar o sono
Ser o abrigo em qualquer outono
Ter o colo quente que à noite espera
Ser mais que o perfume da primavera

Em qualquer lugar estar junto
Ter o maior que há no mundo
Inflamar o inverno, fazer o verão
Ser mais atual que qualquer estação

Ser o teu caderno e a minha memória
Ter nome em canto de nossa história
Fazer todos os segundos valerem a pena
Ser o verso da prosa, rimar o poema.

À ti.
Nem sei, ou sei que o que virá
Por cada noite que adormecer,
a cada manhã que acordar,
mais e mais aumenta em mim.

De um reino tão, tão distante.











Fora mais.
Um mero deságue em sonhar;
Não ter mais uma hora de espaço para tentar.

Em terras de fogo e magia, com lanças e armaduras,
busca incessante de novas e intermináveis aventuras.
Entre dragões e feras.
Gigantes, ogros e quimeras.

Fazia sempre restos de coloração brilhar.
Brancuras...
Na mente que ao tempo vagueia, sem rumo
cavalgando, sem rumo ao obscuro.
Montanhas férteis de imaginação olhar.
sempre espaço há para o melhor lugar

O Amanhecer é sempre lindo,
E mais encanta toda gente...
Mas acordar de um sonho bom?
- Queria que a noite durasse pra sempre

domingo, 27 de dezembro de 2009

Despedida















Sim, um dia vou voltar;
Encontrarei o mar;
E todas as estrelas;
na volta ao meu lugar.

Como estou deixando,
Sei que não vão estar.
Feito o dia da partida;
O que para trás ficar.

Pra bem longe partirei.
E saudades levarei;
que ja sei, serão tão grandes
quanto as que aqui deixarei.

Do amor que já nem sei;
das loucuras que falei;
de tantas aventuras;
das canções que eu cantei.

Deixarei meu violão,
companheiro de emoção,
que ficou desafinado
feito tal meu coração.

Assim faço a despedida;
sem delongas nem demora;
pois esqueço até da rima,
deixo um beijo
e vou-me embora.

segunda-feira, 21 de dezembro de 2009

Lentamente











Persigo minhas sombras
andarilha de desejos
de vestígios e restos
ansiosa por beijos

Em becos, em bares
navegando sem fim
imaginando seu rosto
seus lábios em mim

Delirante..

Imaginando, sonhando
Por toda, ou sem razão
envoltos em laços
deixar-te este coração

Emoldurado sorriso
uma noite sem fim
do rosto mais lindo
deixou-me assim

Fora como levitar
e ser tão contente
querer ser feliz
daqui para sempre

Então, como seguir?
Calar as emoções?
Pois dizer-te adeus
é partir dois corações.

sábado, 19 de dezembro de 2009

Ventos bons







Que tragam esperança
de ver-te;
como um rio ve o mar.
de tocar-te;
sem palavras, abraçar.



Aos caminhos
que mesmo tortuosos
e mais longos, dolorosos
me permitam encontrar.

Aos moinhos
que ao mais leve soprar
já começam seu girar
e se deixam encontrar

segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

Delírio real












Vou sair. Deixar o ar mudar,
quem quiser passar,
talvez, ainda encontre o luar.
Luar de gente só.
Lugar de amor maior
de quem almeja o sol.
Viagem desconexa
Talvez a noite impeça
De ir-me e não voltar.
Quem sabe então assim
Meu sol brilhe enfim
Faça do “não” o “sim”
E traga-a pra mim.

A teia mais fogosa
da bela mais formosa
tão forte e mais dengosa,
do abraço tão sem fim.
Arte insana.
De doces delírios
unindo dois rios
ao mar de amor em mim.

sexta-feira, 11 de dezembro de 2009

Sonhando em tua boca












Nem me passou a idéia de ser
ou pensei que pudesse saber
o tão bom que seria te amar

Megulhar em seus cachos
bom sentir seus abraços
e rolar até amanhecer

Ser tão leve assim
mais perfeita pra mim
meu doce toque de lábios

A magia que faz respirar
jamais me iria acordar
do sonho que não terá fim

sexta-feira, 4 de dezembro de 2009

Levemente












Deixo levar em meus devaneios
aos montes, aos seios
tento nem abarcar
sentidos em pleno ar.
Abrupta sensação que devora
corrompe-me a alma agora
sorrateiramente
atonta-me levemente...

Perdido em teu colo fico
sonhando tão acordado
rompendo a noite afora
sentindo o calor da mente
divagando tão pesado
acalma-me levemente...

Em cores que não espero
nem seria primavera
trazendo alegria intensa
e uma saudade imensa
inflama-me levemente...

quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

Sete















Sobre o que pudera dizer o tempo, em que fora vivido,
Mais flores, mais sorrisos...
Sobretudo é o canto que encanta a cidade
Mais vozes ouvem-na e fazem coro
Enaltecendo a beleza evidente da felicidade
Esta que sim, estampa meu semblante
Aberto sorriso, alegria constante...
Visto ao que é novo, de longa idade
Como as maravilhas de mesma contagem
Ainda mais belo. Mais doce e viril
Jamais nesse mundo se viu ou ouviu
Tão belo... tão puro...
Mais forte a cada lua que passa
Floresce o caminho em tão bela graça
Sem explicação. Maduro e jovial
Seguro de si, mas em dose ideal
O mais tenro presente
E tão encantador
Pedra tão preciosa
É o nosso Amor