sexta-feira, 29 de maio de 2009

Sou eu, pensando em você

Mesmo que o sol não saia,
Penso em você.
Mesmo que a chuva caia,
Penso em você.
Mesmo que a noite esfrie,
Penso em você.
Mesmo que a lua não brilhe,
Penso em você.
Mesmo que amanheça,
Penso em você.
Antes que anoiteça,
Penso em você.
Mesmo que o sol me aqueça,
Penso em você.
Mesmo que a lua apareça,
Penso em você.
Mesmo que tempo maltrate,
Penso em você.
Mesmo que a distancia separe,
(Muito mais assim)
Penso em você.

Apenas me basta pensar
E todos já podem notar
Alegra e muda meu dia
Muda minha sintonia
E fico sonhando acordado
O corpo fica arrepiado
E faz-me sorrir bobamente
Me deixa cantando contente
Tentando rimar meu amor
Apenas pensando em você

quarta-feira, 27 de maio de 2009

Be forever with me

"I want you
stay here without your arms
I feel me torn.
I stay lost without you
I am being re-born
I want love you in every way
I need you
I want live me in you
In every way
In every day
I am ready for restart
For begin again
and live my life
with your life
for all days
we can scream
we can dream
for always
we can be with our love
be forever
just you and me"

(small song)

terça-feira, 26 de maio de 2009

Lugares sem brilho

Logo que o dia findar, quero te ver
Assim que noite chegar, quero te ter
Na hora que o sol raiar, lembrar de você
À tarde na beira do mar, é mais que querer
E quando puder te tocar, quero seu prazer
Muito mais que só olhar, é ser só de você
Sorrisos tão bobos e olhares me fazem perder
Sentidos que deixam marcar, já deixam saber
Minutos são dias terríveis e frios longe de você

As ruas são meros desertos. Os bares, lugares incertos.
As praias sem o sol a brilhar. Noites são cinzas em todo lugar.
Pássaros já nem cantam mais. As flores não abrem jamais.
Enquanto estiveres assim, voando bem longe de mim...
E quando puderes voltar mais brilho terá o luar
Para sempre irá iluminar por onde quiseres passar!

segunda-feira, 25 de maio de 2009

O Encontro

Sugestão por e-mail de Liliane Alves – BA. (24/05/2009)
Boa sugestão Liliane.
Espero que goste... E comente também!

...

E como dizer o que vi
Ao menos sei o que senti
Em largos sorrisos que abri
Ao ver-me tão perto de ti

Então, falei...
Então, andei...
Então, calei...
Então, pulei...

Vi-me cair, depois voar
Senti a face ruborizar
Perdi o tempo, a direção
Perdi o tino e a razão

Brinquei de ser uma criança
Em pleno estado de esperança
Ao desenhar a tua boca
É infinito! É coisa louca!

Então, enfim inflei de vez
Deixei de lado a lucidez
E numa grande explosão
Entreguei a ti meu coração.

...

domingo, 24 de maio de 2009

Mudança de estação

O frio inverno que atormenta e faz-se gris
Sequer imaginara este sorriso tão feliz
De brilho intenso a saciar minha vontade
Fez um dia perfeito descobrir sua saudade

Jamais imaginara dividir ao meio assim
Durante o outono florescera em meu jardim
Nó seco que engasga e arranha a vontade de falar
Então calo e contento o desejo no olhar

Nas nuvens eu me pego, e arremeto para ti
Nos sonhos eu te vejo como eu quero para mim
E faço minha boca te tocar nessa viagem
Sem sombras, sem distância, é perfeita sua imagem.

Só uma vez eu falo, e deixo a boca me calar
Já no primeiro toque que se deixa arrepiar
É mágica, é delírio, é assim se faz prazer
É imensa essa saudade, essa vontade de você

sábado, 23 de maio de 2009

Aquecendo a voz

Havia tanta gente por aqui
Muitas passando por mim
Tantas noites sem dormir
Sem falar, às vezes sem ouvir

Sem querer buscar, apenas descobriu.
Esta beleza, que até me confundiu.

Como o alvorecer pode mudar
Pode cobrir, pode inundar...
Sobre o corpo pode a chama acalmar.

Nem todo o sempre, eternamente calará
A voz que inflama, arremete e acalenta
Emudecendo, insana e violenta quererá.
Perecerá torpe e perdida a palidez
Que um dia veio instalar-se e se fez
Calando a brasa que aquecera a lucidez.

Mais forte assim e derrepente invadiu
Iluminando as trevas que este peito engoliu
E devassando tudo, sem pedir esse furor
Aproximou-se, e fez assim o meu amor.

quinta-feira, 21 de maio de 2009

Tentativas

Sem tentar, não há vitória.
Sem querer, não há história
Em toda história, há um começo
Em todo começo, há um tropeço
E apenas chega ao fim quem tentar
Sem desistir e jamais deixar de sonhar

Algumas vezes são assim...

Nas vezes que tentei dizer, parei.
Nos dias que tentei correr, falei.

Em certas passagens de clareza, andei.
Em sombras trêmulas de certo dia, voei.

Em muitos incêndios de querer, tentei
Incertos e desejados abraços, sonhei.

Mera certeza de apenas encontrar, eu sei.
Em qualquer caminho que me leve, seguirei.

segunda-feira, 18 de maio de 2009

Fria manhã

Meus rabiscos me fazem lembrar ainda mais das ondas que faço quando imagino a sua presença.
Ah, doce presença em meus sonhos.
Pura lembrança de encantos.
Correndo como quem já não pode mais, apresso bem mais os meus passos.
Envolto em névoas da manhã abrigo-me em todo o calor que desejo de seus braços.
Amáveis sorrisos em larga escala ao olhar meus olhos nos seus.
E sem mais poder me conter, deixo rolar sem pudor a salgada e amarga lembrança daquele beijo de adeus.

sábado, 16 de maio de 2009

A culpa é do seu Deus?

O que pode levar o homem (leia-se humanidade) mais longe?
Aos passos largos que caminharíamos se compridas fossem ainda mais as pernas da sabedoria. Nem a mente, nem os sentidos elevados na máxima potência de saber poderiam responder. O bem que se faz ao próximo, a dita solidariedade encarada como entrada para os Céus, o Paraíso, O Plano Superior, ou seja, não importa como é chamado. É como Deus, Buda, Jesus, Jeová, Alá, o Sol. Todos são tão importantes quanto quem os segue, e seguem suas palavras, escritos e mandamentos. Sem querer colocar uma religião acima ou em maior importância que outra, ou mesmo nenhuma. Todos têm o direito de seguir o que quiser, ou for imposto, seja por sua cultura, por seus pais, ou por falta de opção mesmo. Só não venha dizer que a caridade é mandamento divino. Ah, não... Seja egoísta, fraco, forte ou como quiser, e não culpe Deus nenhum.
Seu sofrimento não é culpa dele, suas derrotas, sua doença ou qualquer praga que achar que tenha sido jogada em você.
Não venha repetir a frase: Deus é amor. E depois colocar a culpa de seu próprio sofrimento nele, seja seu Deus qual for. Pois se ele é amor, ele é fraternidade, igualdade, bondade, solidariedade... Mas:
Fraternidade não é amar e ajudar apenas os seus.
Igualdade não é separar os iguais
Bondade não é ser benevolente com tudo.
Solidariedade não é caridade.
Ser fraterno pode ser mais que ajudar apenas os necessitados, como em campanhas na TV. Igualdade é tratar todos de forma igual, e não separar os povos e raças por sua cor da pele, ou sua crença. Bondade é fazer e praticar o bem, não permitir calado a prática da maldade. Ser solidário não é dar esmolas a quem tem fome, ou estaremos criando e alimentando parasitas, que acabarão tornando-se nocivos para a sociedade. Ser pobre não é ser desonesto. Solidariedade poderia ser ensinar a pescar...

E tenho dito!

sexta-feira, 15 de maio de 2009

Atirado no escuro

Se quiser, se quiser, se quiser... Entrar.
Se vier, se vier, se vier... Ficar.
Se tiver, se tiver, se tiver... que voltar
Onde estiver, estarei pronto para amar

Se sonhar, se sonhar, se sonhar... Convém
Se acordar, se acordar, se acordar... Também
Se gritar, se gritar, se gritar... Além
E chamando estarei por você meu bem

Em qualquer esquina eu vou ficar
Esperando a paixão chegar
Gritarei por qualquer lugar
A razão por eu te amar

Revelando a dor da partida
Me rasgando na despedida

Sou pedra bruta e sem direção atirada na escuridão
Em caminhos sem cor nem volta.
Não me atiro de pés no chão
Um moinho de vento apronta
Apontando o seu coração
Desatina meu peito agora
E me entrego em suas mãos

quinta-feira, 14 de maio de 2009

Fim de tarde

Espero conter o riso quando o pôr-do-sol chegar
Disfarçar minhas bobas feições de alegria
Apenas sentir e me conter em minha tola fantasia
Deixo-me imerso em minhas memórias me levar

Talvez pudesse sentir a brisa fresca que me alivia
Os pássaros que voam pelo azul e limpo céu
As flores que se abriram tal singelo e fino véu
Se envolto não estivesse em sua doce sintonia

As canções que ouço já não têm efeito assim
Não importa do falem. Ritmo, letra ou melodia
Ao menos fossem para dançar toda hora, todo dia
Nada pode arrancar a sua voz dentro de mim

Não sei como pode existir o mundo sem o seu calor
Qualquer noite é de verão se estás perto de mim
Aquece-me e derrete, despedaça e me recolhe enfim
Pois nem o sol me aquece tanto quanto o seu amor

terça-feira, 12 de maio de 2009

Brincar de lembrar

Se as nuvens fossem de algodão
Seriam mais doces, e leves então
Poderia pular e voar de cada avião
E ainda assim, estaria longe do chão

Nem sempre olhavas o mesmo céu
Ou velejava no mesmo barco de papel
Nem sempre escutava o mesmo tropel
Nem brincava de passar o mesmo anel

Quando miúdo, pensava em crescer
Agora que o és, queres encolher
Voltar a brincar, voltar a correr
E fantasiar, super-herói pode ser

Quem queria pular o mais alto que fosse?
E se as nuvens fossem de algodão doce...

segunda-feira, 11 de maio de 2009

Versão literal

Porque sou uma antítese qualquer
Sem sombra, nem cópia sequer
Habitando um vulcão em erupção
Andei escondido no olho do furacão
Queria que soubesses meu bem
Sou um mero paradoxo também
Acho que gosto mais do que não quero
Vou embora agora por que te espero
Que sonho muito mais acordado
Anseio mais esperando o passado
Prefiro a felicidade que passei
Que a dor que talvez sentirei
Mas sóbrio e também literal
Meramente um reles mortal
O que passou já não mais será
Ao tempo deixarei. Só ele dirá
Agora é tarde, não posso voltar.
Não é que não tenha forças a lutar
Ou esteja disposto a tudo esquecer
Sinceramente...
Não mais me permito sofrer

sexta-feira, 8 de maio de 2009

Torpe encontro

Eu hoje encontrei a saudade
Que me contou certa verdade
Que toda vez que me invade
Apenas é pura maldade

Primeiro me deixa despir
Depois dançar e sorrir
Insone me espera dormir
Aguarda minh’alma se abrir
Para então me ferir
Devassar-me e partir

Aperta meu peito e esmaga
Deixando um vazio que rasga
Felina e feroz, estúpida e ingrata
Deixe-me, leve seu fel que amarga

Empáfia de feiticeira
Vil, torpe e matreira
Ainda me livro de ti, saudade
Matando-a qualquer maneira

vous aime

l'amour est la remise, la remise de votre corps, votre âme.
ne veut pas de rien, être égoïste. est l'amour
Maintenant, je veux aller plus près de chez vous.
s'il vous plaît, n'oubliez pas de moi.
permettez-moi de ne pas tomber de vos mains
ne laissez pas moi de votre cœur
vous pouvez être est tout ce que je voulais maintenant, ma chérie.
Je vous attends pour venir me voir.
être toujours là pour vous

Olhando no espelho

Estaria triste, se não houvesse o amor
Em tudo o que existe, há também a dor
Lágrimas que chorei, sorrisos bobos brotaram
Às vezes eu perdoei, outras me perdoaram
Momentos que se foram, ou quem sabe ainda virão
Lembranças dos que partiram, e outros também partirão
Alguns sonhos desfazem, deixamos nos escapar
Muitos se realizam, estes são bons de sonhar

O sonho nunca é perdido, podemos remodelar
Este jamais é vencido, devemos sempre sonhar
Quem parte em sua jornada, um dia esses voltarão
Momentos têm sua chegada, e cumprem sua missão
Perdoarei o que me fez mal, serei pelos que me amaram
Sorrisos que já deixei, nas lágrimas que já calaram
Existe em tudo o que diz, no riso, choro e pavor
Estaria mais feliz, se apenas houvesse o amor

Quase sem querer

(Dado Villa-Lobos / Renato Russo / Renato Rocha)


Tenho andado distraído
Impaciente e indeciso
E ainda estou confuso
Só que agora é diferente
Estou tão tranqüilo
E tão contente...

Quantas chances desperdicei
Quando o que eu mais queria
Era provar pra todo o mundo
Que eu não precisava
Provar nada pra ninguém

Me fiz em mil pedaços
Pra você juntar
E queria sempre achar
Explicação pro que eu sentia
Como um anjo caído
Fiz questão de esquecer
Que mentir pra si mesmo
É sempre a pior mentira

Mas não sou mais
Tão criança, oh! oh!
A ponto de saber tudo...

Já não me preocupo
Se eu não sei por que
Às vezes o que eu vejo
Quase ninguém vê

E eu sei que você sabe
Quase sem querer
Que eu vejo
O mesmo que você...

Tão correto e tão bonito
O infinito é realmente
Um dos deuses mais lindos
Sei que às vezes uso
Palavras repetidas
Mas quais são as palavras
Que nunca são ditas?

Me disseram que você
Estava chorando
E foi então que eu percebi
Como lhe quero tanto...

Já não me preocupo
Se eu não sei por que
Às vezes o que eu vejo
Quase ninguém vê

E eu sei que você sabe
Quase sem querer
Que eu quero
O mesmo que você...

quarta-feira, 6 de maio de 2009

O último trago

Um gole de cada vez...
No risco, no limite
Dormente insensatez
Sem trégua que arrisque
Ruborize esta palidez
Em turvas águas do mar
Persiste em querer navegar
Longe do brilho intenso
Iluminar-se apenas do luar
Estar só no oceano imenso
Alçar o voo mais alto que puder
Acima de qualquer dia nublado
Ser livre como assim se quer
Pousar demais pode ser arriscado

terça-feira, 5 de maio de 2009

Febre

Sinto o meu corpo arder
Sinto o meu corpo doer

Deve ferver tudo em mim
A febre me deixa assim

Nunca vou ficar melhor
Estou ficando até pior

Sinto falta de alguém
A quem quero muito bem

Que me faz sentir calor
Faz ferver e sentir dor

O corpo fica arrepiado
Sente a falta dos seus braços

Aplacar a minha febre ardente
Fazer-me adormecer contente

Em meus abraços se faz caber
Aumenta a sede de querer

Estou me sentindo febril
Sem o seu olhar gentil

Ardente, invade o meu ser
Coloca-me um passo de ferver
Revela-me frágil, sem querer
Pequena, onde está você?

segunda-feira, 4 de maio de 2009

Pode entrar

Bem vindo ao meu mundo
Meu mundo de fantasia,
Meu mundo irreal
Meu mundo de poesia,
Meu mundo ideal
Meu mundo sem dor
De quem é um fingidor
Tenho um mundo de amor
Tenho um mundo sonhador
De quem sonha acordado,
Sem temer, ou abalado
De verdade e de mentira
Prosa, verso e alegria
De largo sorriso
Duvidoso e impreciso
De caneta e pena à mão
Sem botar os pés ao chão
Em tinta à óleo desenhado
Meu surreal auto-retrato
Romanceado, ironizado
Jocoso, até desnaturado
Emoldurado em meias palavras
Imprecisas, olhadas e contadas
Verdades inteiras, omissas, coladas
Tenho outros mundos, mas nem tão legais
Eles são doloridos, são mundos fatais
Trago-te aqui, onde gosto bem mais
Sem tempo, sem pressa ou dores reais.
Pode chegar, conheça meu mundo
Muitas vezes raso às vezes profundo
Mas sempre intenso a cada segundo
Bem vindo ao meu mundo!

sexta-feira, 1 de maio de 2009

Vozes que não ouço mais

Estive ouvindo vozes demais.
Agora vejo, não ouço mais.
Foi um tempo que não volta atrás.
Sigo adiante, o destino se faz.
Faz-se sereno, calmo e tranquilo.
Como canção de ninar, apenas sibilo...

De sorriso largo, de alma no cio
Sem pressa e constante, suave ao frio.
Ao frio que congela a mais pura alma
E nem todo calor do mundo aquece ou acalma
Nem neve ou gelo, nem sol nem calor,
é cantiga de roda falando de amor.

Passou, já foi! Agora, nem sei mais.
O que era não é, o que fez se desfaz.
Foi belo, foi feio agora nem vejo.
De olhos fechados é apenas desejo.

Rimei, cantei, suspirei, sussurrei
Lidei, voei, viajei e batalhei.
Também sofri, e muito sorri.
E contra o tempo implacável, eu vivi!