(by Renata Freire)
"Ah, Saudade!
Como explicá-la?
Como dizê-la?
Como expressá-la?
Piedade!
O meu coração nada sabe, além de senti-la.
Os momentos que se foram: os risos, os prantos, os amores e dessabores, os amigos que ficaram e os que partiram?
Não.
Estou perdida no labirinto ao qual me conduziu.
Meus pensamentos, sentidos e olhar... distantes...
Procurando alcançar algo que desconhece...
Nem sei...
Apenas sinto o gozo que terei ao chegar lá...
Sedenta...
Sei que todo meu corpo, toda minh'alma resplandecerá ao encontrar...
Meu rosto reluzirá...
Meus lábios sorrirão e cantarão jubilosamente...
Ah, felicidade infinda!
Entretanto guerreada... dia-a-dia...
Sei que esta será sua paga.
O que me importa?
Nem sequer sei se estou perto...
Neste caminho não há cronômetro, placas...
Somente o coração conduz... ao seu compasso...
Como posso eu - mera aprendiz da vida, neófita no amor e
Nas lições dos dias - sentir saudades do que não conheço,
Do que nunca vi,
Do que nunca tive,
Do que nunca toquei?
Mas desejo... ardentemente...
Como suspira um pássaro no deserto
Pelas fontes das águas...
Velo...
Anseio...
Pelo o quê?
Dize-me, tu, se o sabes!
Desconheço...
Aaaahhh, mas posso sentir...
Posso amar...
É o que me faz esperar...
É o que me faz prosseguir!"
Vitória/ES, 23 de abril de 2009. Às 16h59min.

Bela obra!
ResponderExcluirEspero que tenhas mais e mais tardes inspiradas como esta! E que possa publicar muito mais!
Parabéns!
Meus parabéns!!! Também espero ver suas obras mais vezes! Excelente!!!
ResponderExcluirtbm quero escrever.
ResponderExcluirfiquei com ciumes!
Maravilhoooooooooooooooosa adorei, excelente Renata parabéns e obrigado ao nosso caríssimo poeta por ceder espaço aos novos talentos. Boa noite a todos
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