Chuva rala que rega meu jardim,
Molha, e refresca meu caminho
Deixa-me sentindo entorpecido
Cheiro de terra molhada, que arrepia,
Cobre-me de desejos e vontades.
Molhado, e sonolento
Sem pudor e violento
Que invade o meu ser
E me deixa atordoado
Com vontade de você.
Fecho os olhos e disparo,
Sem querer saber do tempo
Nem dos dias quem me faltam
Ou da seca que me amarga.
Prolixamente, instantaneamente,
Derrepentemente, tudo vem a minha mente.
E me deixa tão contente,
Mas ao mesmo tão carente,
Com vontade de te ver.
Como um raio, elétrico, disparado
Sem rumo, e direcionado,
Atarefado, e ocioso,
Tirando um sono gostoso,
acordado pensando em ti.
Melindroso, tento dormir
Ansioso ao imaginar
As horas que estão por vir.
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Tá apaixonado?? Lindo!!!
ResponderExcluirSem palavras!!! Lindooo!!! Que inspiração, hein, gajo!!!! rsrsrsrsrs
ResponderExcluirCongratulations! A million times!!!!
Apaixonado!
ResponderExcluirE lindamente apaixonante!
Vc me surpreende.
to adorando cada vez melhor parabens
ResponderExcluirAo ler o poema abaixo,lembrei do seu post. Portanto, segue a minha humilde contribuição para seu blog. Bjoooosssss
ResponderExcluir-------------------------------------------------
"Se me vem tanta glória só de olhar-te,
Fé pena desigual deixar de ver-te;
Se presumo com obras merecer-te,
Grão paga de um engano é desejar-te.
Se aspiro por quem és a celebrar-te,
Sei certo por quem sou que hei-de ofender-te;
Se mal me quero a mim por bem querer-te,
Que prémio querer posso mais que amar-te?
Porque um tão raro amor não me socorre?
Ó humano tesouro! Ó doce glória!
Ditoso quem à morte por ti corre!
Sempre escrita estarás nesta memória;
E esta alma viverá, pois por ti morre,
Porque ao fim da batalha é a vitória."
(Luís de Camões)