domingo, 26 de abril de 2009

Algo ruim? Mesmo?

E para quem se pergunta se pode ser assim:
Menos flores, menos cores e sentidos,
Facas afiadas e martelos no chão.
Veias estufadas e pão bolorento.
Peito inflado e garrucha na mão.
Remos quebrados e velas rasgadas.
Torpe embrulho e bucho vazio.
Venta branca e olheira profunda.

Então careço de contar um causo:
...
Tava tostado no calor desse solão,
Avisto um riacho ralo
Palo seco de coité na mão
Riacho fino, quase findo
Que nunca vi nesse sertão
Corro de vontade, aperriado
Mas depressa e ligeiro
Que bezerro desmamado
Aprochego bem pertinho
E entristeço rapidinho
Paro e dobro com o rajar de vento
Vejo desolado esse momento
O que era de matar a sede
E findar meu sofrimento
Foi-se embora agorinha
Na mijada dum cão sarnento
...

Então, naquele belo dia em você sai descalço, sem querer pisa em um chiclete cuspido ao chão... –Putz! – você diria... Mas pense direito: -Ainda bem que foi um chiclete...

Pois é... Nada está tão ruim que não possa piorar...

E tenho dito!

2 comentários:

  1. gosto mais dos versos apaixonados
    quero um pra mim!

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  2. É a tal Lei de Murphy!!! rsrsrsrs...
    Parabéns pelo post!

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