quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010

O pierrot sem memórias
















Olhos derivados, dormentes
Brincando de ser um epitáfio
Sobre tudo o que fora, ou seria
E deixara-nos aos presentes.

Romper-te ao sombrio e calado
Nas verdades que somos
Em noites de outonos
Relevantemente, o ser acordado.

Por bem mais que pudera
Ser o céu. Ou tê-lo...
Arriscar-se ao léu
Por vezes mais o quisera

Por fim então, aflora.
Faz-nos acordar,
sem pressa de ter.
Ser. Se não, a demora.



[img: br.olhares.com]

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