quarta-feira, 15 de setembro de 2010

Explicam-se... Sonhos?

(Epílogo)
"Ao repente deparar com tudo o que noite traz
As sombras, os medos, o frio, a solidão...
- Traga-me logo meu cobertor, minha alma.
Sem noção de tempo e espaço,
roer o que sobrara das unhas.
E calar... -O grito!"



“Não seria um pesadelo?
Uma forma de medo
De amparo e desvelo
Sem culpa.
Sem culpa de imaginar
Sem medo de chorar
Sem hora para acordar

Derrepente, tudo é fúria! É pavor!
Há angústia... Há o terror...

Há o inexplicável... E...

Há também o bom sonho!
Este sim! é doce, é risonho.
É tão suave e logo acaba;
Quando podia mais perdurar.
Nem percebemos horas passar

Não há fantasia ou realidade
Então somos livres, podemos voar
Ter qualquer idade!
Podemos cantar e dançar.”

Somos autores da nossa canção
Levando e trazendo a própria emoção
Ao nosso travesseiro, damos o que temos
Mesmo sem querer, ou o que nem sabemos.

Somos quem imaginamos
Até somos quem nem queríamos
Nem ser, nem saber
O que temos e o que gostamos;
O que precisamos e vamos ter.
Pois não sabíamos quem seríamos,
Mas escolhemos quem vamos ser.


(imagem: Paulo Rui Martins)

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