quarta-feira, 25 de março de 2009

Sem contas, sem meios

Hoje não quero contar o tempo,
Não quero falar de passados,
Nem de futuros...
De casos, quem sabe, acasos.
Tampouco falaria em versos ou prosa.
Talvez até em prosa, sem versos...

Falar de amor, definitivamente, não é amar.
Falar de solidão, não é ficar só.
Pensar sobre o é.
Ao menos querer, sentir-se levado.
Trilhar os caminhos que levam a propensão do ser.
Ir a nado de encontro às furiosas corredeiras do sentir.

Ao repente que causara toda devastação, entrego-me.
Deixo estar, sem saber, sem mover-me.
Apenas imóvel estarei, no olho do furacão.
Como quem não está nem aí... Nem aqui...

Nem sonhos desfeitos, amarguras ou perdas...
Apenas desejos, loucuras e segredos...
Contos de fadas não fazem mais sentido,
Ou princesas, sapos e príncipes.
Bruxas malvadas, estas sim existem!
E mais comum do que pensamos encontrar,
Bem dentro de cada ser... E nem sempre escondida.

Como hoje não faço contas, nem previsões, apenas aguardo.
Deixo o furacão mover-se, para onde quiser.
Assim permaneço, assim fecho os olhos e deixo.
Um beijo e um queijo.

4 comentários:

  1. Este comentário foi removido pelo autor.

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  2. Concordo fazer contas de coisa que pensamos que são nossas mas na verdade não são e futuro que futuro? se vivemos apenas um segundo de cada vez.
    Pababéns.

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  3. "Viva o hoje como se fosse o último. A cada manhã pergunte-se: _Se hoje fosse o último dia de minha vida, quais as decisões eu tomaria? O que eu faria do meu último dia? Fazendo isso, tenha a certeza que estará no caminho certo!"

    >>> "Stay hungry, stay foolish!"

    (Steve Jobs)

    É isso aí!

    Como todas as outras, amei a postagem de hj.

    Parabéns!

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  4. Ta ficando movimentado, hein?? Estou aqui, acompanhando! rsrsrs...Beijo e queijo p vc tb!

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