Aos passos que ecoam pela noite mais sombria, fazem brilhar de pavor os pequenos e já cansados olhos. Sensação aterrorizante, a de não saber aonde vai, em total penumbra, como em total cegueira, e não ver o semblante de terror de seu algoz. -Quando já é tardia a percepção de que esse é o trunfo, não ter que olhar em seus olhos flamejantes. Voltar a razão e localizar-se no espaço, esse é o ideal, porém longe do real estado emocional.
Poderia até controlar a ofegante respiração, acalmar-se diante de pavorosa situação, ou até quem sabe diminuir seu ritmo cardíaco, para não ser percebido... Mas em vão... Fora localizado, alcançado e alvejado pelo temível: o medo e descontrole que batiam em suas pulsações. E que estiveram dentro de si o tempo todo. Causando todo este feroz desatino.
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