terça-feira, 15 de dezembro de 2015
Perdida no mesmo lugar
Rotas e rumos, sem datas nem prumos;
Estamos por vezes no mesmo lugar;
Dualistamente, sem sombra ou poente;
Nem sol que renasce no mesmo lugar;
Sonoros ou quietos, latentes incertos;
A cada estação volta ao mesmo lugar;
Nem sempre assim...
Nem sempre afim...
Mas logo tem fim.
Em qualquer lugar!
A infame tortura velada
Destila-te o fel nas palavras
Semblante da alma calada
Sem dia nem hora marcada
E ponha-te ao seu lugar.
Rasga-te em duas ou três;
Esmaga-te inteira talvez;
Enxugas o rosto e a tez;
Repita tudo outra vez.
Perdida ou não,
Recolha-te a mão!
Ao ser inteira e capaz:
-Vá-te! Não volte jamais!
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