domingo, 27 de dezembro de 2015

Letargia da despedida





Arde como se o fogo queimasse;
Corrói como veneno na veia;
Invade a mente e se mata;
Chega e incendeia.

Aos pensamentos que foram ao longe;
Aos panos que o desejo esconde;
Aos sonhos que deixara apagar;
Aos tolos que não quiseram amar!
Perderam-se rumos;
Ganharam-se prumos;
Pesaram-se muitos;
E houve o silêncio...
Gritos e Sussurros;
Então o precipício!
Afunda-se o chão;
Explode o céu!

Já não há mais tempo, não há ouvidos
irrompo em breve, em novos sentidos.
Um novo pavio, uma nova chama;
que inflama e aguça, que atiça e emana!

Aos que ficam, um beijo!
Aos que vão, um queijo!

Nenhum comentário:

Postar um comentário