quarta-feira, 1 de julho de 2009

Delirante

Emoldurado em sua pintura
Vejo teu rosto em qualquer lugar
Eternizado sublime figura
Vejo teus olhos a me olhar
Iluminado...
Meus olhos a te olhar
E brilham...
Brilham como se não houvesse luz ao redor
Ouvindo a trilha sonora
Entorpecido por recordar

E sempre que raiou o sol
perdemos os nossos sentidos
Sem noção das horas,
nem do tempo que passa depressa
Entrelaçados, sem mais forças,
suados e sem coberta
Entregues ao delírio do sonho
acordado em música aos ouvidos
Ao amanhecer de tarde,
ao mais leve despertar
Apenas suave desliza...
Arrepia ao tocar
Em beijos faz-me desperto,
faz-me aberto voltar
Sem luxos, sem pudor
Faço festa em seus braços
Continuo em seu espaço
Abrasado em nosso calor

Reluto em sair daqui
Levantar-me e partir
Recuso-me a deixar
A levantar e sair
Achar eu me deixo
Perder em cada curva
Se horas pudesse parar
Assim ficaria
Novamente faria
Outra vez amar

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