sábado, 4 de julho de 2009

Abstinência

Vejo a noite passar
Enquanto a chuva cai
Deito-me em delírios
Levito até voar
A memória me distrai
Abstenho do meu vicio
Até quando aguentar

Raspas e restos
Letras e sons
Toques e gostos
Gestos e canções

Meu vicio me domina
Em transe de sensações
Prefiro estar bem longe
Aonde abrasa e desatina
Radiantes e tórridas visões

Quero estar em meu hospício
Delicado, apertado, afagado
Abrigar-me desse mundo em prazer
E voltar para o meu vicio:
Seu abraço apertado...
Que saudade de você!

2 comentários:

  1. Nosso poeta favorito!
    Estou sem poder comentar no serviço, mas continuo acompanhando, tá?
    E está cada vez melhor! Parabéns!!!
    Beijo

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  2. Queee lindoooo!!!!! Parabéns!!!! Aplausos e de pé!!!!

    Sou obrigada a me remeter ao que já disseram uma certa vez: que sortuda ela é!!!

    Bjooooooo

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