quarta-feira, 17 de junho de 2009

Ida... sem volta

Por um segundo, inerte permaneço
E giro, e giro voltas sem fim
Tudo passa do fim ao começo
Não há volta, sem o não nem o sim

Há pedaços, há cacos e sobras
Existira o alguém que iria
Entrelinhas lagartos e cobras
Enfim, ninguém chegaria

Não há mais
Nem terços nem rezas
Ficara ao caminho
Havia paz
Mas choros e velas
Findara o destino

Se esperado
Ao menos despediriam
Se velado
Ainda assim chorariam

Ao repente que leva sem piedade
Sem adeus a quem em tenra idade
Não volta mais uma vez
Desde agosto de setenta e seis
Não há mais tempo que se move
Depois de junho de dois mil e nove.


À N.J.C. (in memorian)

Um comentário:

  1. Agora enxergo claramente o que só via em partes... Meus sentimentos... Fique bem! Ainda precisamos muito de vc! Bjs no coração! Fique com DEUS!

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