sexta-feira, 1 de maio de 2009

Vozes que não ouço mais

Estive ouvindo vozes demais.
Agora vejo, não ouço mais.
Foi um tempo que não volta atrás.
Sigo adiante, o destino se faz.
Faz-se sereno, calmo e tranquilo.
Como canção de ninar, apenas sibilo...

De sorriso largo, de alma no cio
Sem pressa e constante, suave ao frio.
Ao frio que congela a mais pura alma
E nem todo calor do mundo aquece ou acalma
Nem neve ou gelo, nem sol nem calor,
é cantiga de roda falando de amor.

Passou, já foi! Agora, nem sei mais.
O que era não é, o que fez se desfaz.
Foi belo, foi feio agora nem vejo.
De olhos fechados é apenas desejo.

Rimei, cantei, suspirei, sussurrei
Lidei, voei, viajei e batalhei.
Também sofri, e muito sorri.
E contra o tempo implacável, eu vivi!

4 comentários:

  1. Ainda vai admitir que está apaixonado!

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  2. Turbilhão de sentimentos que nos deixa confuso meu caro poeta será que podemos chamar essa incerteza de amor? Bom dia.

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  3. E dançou também... rsrsrs...

    Falei pessoalmente, mas não posso me furtar de deixar aqui os meus Parabéns! Lindo!

    Bjoo

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