Cortaram os pulsos do sonho, e fora um dos melhores.
Abortado em sua melhor fase.
Oh, que insensibilidade, que falta de pudor em destruir os sonhos alheios.
Agora... O olhar de vitima, ferido, de ódio mortal disparado na direção do algoz.
indefinível o tamanho do rancor que paira no ar.
Ainda atordoado, e com a acidez da manhã, a insistência em voltar...
Mas infrutífera e tola persistência...
Terá que contentar-se com a vaga lembrança que restou.
Maldito despertador!

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