segunda-feira, 19 de janeiro de 2009

O Corte

Cortaram os pulsos do sonho, e fora um dos melhores.

Abortado em sua melhor fase.

Oh, que insensibilidade, que falta de pudor em destruir os sonhos alheios.

Agora... O olhar de vitima, ferido, de ódio mortal disparado na direção do algoz.

indefinível o tamanho do rancor que paira no ar.

Ainda atordoado, e com a acidez da manhã, a insistência em voltar...

Mas infrutífera e tola persistência...

Terá que contentar-se com a vaga lembrança que restou.

Maldito despertador!

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