sábado, 8 de dezembro de 2012

Passos


Pois cada degrau pode ser uma oportunidade de subir, e cada barreira uma chance de saltar.








São passos. Por vezes largos, ora curtos.
 E o sol, escaldante. Queima-me a testa, os braços descobertos.
Meus pés doem, meus ombros doem.
Ainda há muito a subir... Acho que não tenho mais pernas.
Talvez não tenha mais forças nos braços e pernas.
As costas doem, e muito. O peso? Talvez fosse muito a carregar, poderia pensar quem olhasse de longe.
Olhar para trás não adianta. Só há o caminho já percorrido.
Já foi. Este eu conheço.
O que poderia ameaçar então? O desconhecido? Talvez.
Se não gostasse de desafios, não estaria aqui. Não valeria a pena.
Negativo, não sou um aventureiro. Tampouco arriscaria por arriscar. Conhecendo ou não os riscos.
Tenho ainda muito pela frente. Se só termina no fim, posso estar apenas começando.
O que pode me esperar a frente? Obstáculos. Sabe o que isso?
Para a língua portuguesa:
Tudo o que obsta a alguma coisa; embaraço, estorvo, impedimento; Barreira. 
Para a Física: 
O que resiste a uma força.
Pois, aqui estou. Cada vez mais distante de onde iniciei esta jornada, e cada passo mais perto do final.
O que é fácil? Esperar, reclamar, culpar talvez.
Não há vitória sem dor, sem suor. E vamos que vamos, ladeira acima!
É... pensando bem, podemos dar um passo de cada vez. Aliás, devemos. Agora vejo os passos que tentei adiantar. Alguns viraram tropeços, outros um salto. De quais me arrependo? Dos que não dei, hesitante, incrédulo talvez.
Cada um deles nos transforma. Somos outro depois de mais um passo.

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