segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

Delírio real












Vou sair. Deixar o ar mudar,
quem quiser passar,
talvez, ainda encontre o luar.
Luar de gente só.
Lugar de amor maior
de quem almeja o sol.
Viagem desconexa
Talvez a noite impeça
De ir-me e não voltar.
Quem sabe então assim
Meu sol brilhe enfim
Faça do “não” o “sim”
E traga-a pra mim.

A teia mais fogosa
da bela mais formosa
tão forte e mais dengosa,
do abraço tão sem fim.
Arte insana.
De doces delírios
unindo dois rios
ao mar de amor em mim.

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