quarta-feira, 28 de outubro de 2009

À porta















Ao fulgurante acaso que te tomas de mim;
Soberbo mau caso que ataras sem fim.
Em partes que foram-se e deixaram o véu,
Tomadas de fúria e rancor afastaram do céu.

Roubados vestígios do que se deixou;
Nas sombras tormentas que apenas ficou.
Aos vasos sem flores que não se quebraram.
Desconcertos de amores que aqui já passaram.

Remotos controles do que foi querer,
Ao mero desejo se houvera o prazer.
Borbulhantes olhos tão cheios de cor
Agora encontra o verdadeiro amor.

2 comentários:

  1. Essa é a porta que deixa sair o que foi, é passado, não volta e nem quer de volta.
    É a porta que deixa entrar o que vem de bom, que realiza e traz esperança, a tão desejada bonança.
    Excelente! Adorei! Parabéns!

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  2. Sem palavras...
    Só tenho a dizer que é LINDO!!! PARABÉNS!!!
    Estava com saudades... rsrsrs
    Bjooooooo

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