
Ruídos e buzinas soavam
Luzes acendiam e piscavam
O choro inocente e constante
Tudo estava junto neste instante
Como esta noite fora, tão pálida
Passos sem rumo, e sede ávida
Sem luar, sem dança nem par
Tão cheia de nada no olhar.
Nos braços, agora vazios
Em nosso lugar há navios
Que fico perdido ao ver
Por hora estou. Sem querer
Então me deixo outra madrugada
Aqui continuo... Ligado em nada
Por mais um gole que a ti me tome
À mercê da falta que me faz insone.

UAU!!! Que lindo! Amei!!!!
ResponderExcluirE, para não perder o hábito, segue uma singela contribuição. Bjooossss
*À espera*
As horas passam implacáveis, imperdoáveis...
Suplico-te, oh tempo: _ Piedade de mim!
Use de sua benevolência - que cura todos os males e feridas - para comigo nesse momento:
_ Espere! Ele vem, tenho certeza.
Ah, tolice minha!
Se não esperas, malvado tempo, ao menos traga-o consigo
Para que haja descanso em minh'alma, em meu corpo...
Para que eu volte a senti-lo beijar-me suavemente, como só ele sabe fazer todas as noites...
Para que eu volte a sonhar...
Para que minhas manhãs sejam mais doces...
Tal como um novo dia, que eu possa voltar a sentir a esperança de um renovo, de um recomeço...
Para que eu volte a renascer!!!
Ah!!! Venha sem demora...
Não suporto mais esperar!
As forças me faltam, me sobram as linhas...
Sinta e ouça o meu clamor:
_ Te quero... te desejo com todo o meu coração...
E ansiosamente continuo aqui...
À sua espera... O sono!
(Renata Freire - Vila Velha/ES, madrugada de 02/04/09)