quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009

Ainda resistir, mesmo por um fio.

E quando não esperava-se mais;
Quando as nuvens já pairavam por sobre tudo.
Já não ventava, nem cores, nem perfume...
Os rios não desaguavam, nem semente germinava...
A lua até perdera seu lume.
Não havia borboletas, ou pássaros de canto agudo.

Apenas um fio de luz esgueirava-se das sombras.
Enganando todas as desesperanças.
Fazendo-se único, e brilhando o mais forte que podia,
Aquecendo, mesmo que minimamente, aquele pequeno pedaço de solo.
Tentando restabelecer a beleza que ali havia.
E tão insistente e incansável, havia de ser recompensado.
Fazendo brotar, e aquecendo o novamente.

Fazendo as sombras perceberem que enquanto um mero fio de luz existir,
não serão somente sombras e escuridão.
Então volta a ventar, dispersando as nuvens...
Voam borboletas, e ouve-se pássaros então.

Este solo jamais esquecerá desse pequeno fio de luz.

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